《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

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Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Os romanos tinham um panteão de deuses que foi, em sua maioria, “herdado” da cultura grega. Portanto, quase todos os deuses romanos possuem seus correspondentes gregos.
Sylvanus e Faunus eram divindades latinas cujas características são muito parecidas com as de Pan, que nós podemos considerá-las como o mesmo personagem com nomes diferentes.
Entre os romanos, faunos eram deidades de florestas selvagens com pequenos chifres, pernas de cabra e um pequeno rabo. Eles acompanhavam o deus Faunus, eram alegres, habilidosos, e viviam sempre cantando e se divertindo. Faunos são análogos aos sátiros gregos.
Faunos é o deus da natureza selvagem e da fertilidade, também considerado o doador dos oráculos. Como o protetor dos rebanhos, ele também é chamado Lupercus (”aquele que protege dos lobos”).
Uma tradição particular conta que Faunus era o rei de Latium, o filho de Picus e neto do deus Saturno. Depois de sua morte, ele foi divinizado como Fatuus, e surgiu um culto pequeno em torno da sua pessoa, na floresta sagrada de Tibur (Tivoli). Em 15 de fevereiro (a data de fundação do templo), seu festival, o Lupercalia, era célebre. Sacerdotes(chamados Luperci) vestiam peles de cabra e caminhavam pelas ruas de Roma batendo nos espectadores com cintos feitos de pele de cabra. Outro festival dedicado à sua homenagem era o Faunalia, realizado próximo das épocas de colheita, para invocar seus atributos de prosperidade.
Sua contraparte feminina é a Fauna, a deusa das florestas. Ao contrário de Pan, que possuía os atributos da virilidade associados ao bode, Fauna era a senhora das matas e de todas as plantas. Suas seguidoras eram as Ninfas e as Dríades (que curiosamente possuem a mesma origem etmológica da palavra Druida – significando “aqueles que conhecem as árvores” ).
Para os católicos (e posteriormente os evangélicos), os chifres passaram a representar o Demônio, o cordeiro ou cabrito, que era sacrificado em redenção do pecado. Mas os chifres sempre foram sinais de algo Divino.
Na Babilônia, o grau de importância dos deuses era identificado pelo número de chifres atribuídos a eles. Moisés fora representado plasticamente com chifres na testa (na famosíssima estátua de Michelangelo), bem como o próprio Alexandre, o Grande, encomendara uma pintura do seu retrato, mostrando-se com chifres de carneiro na testa.
Os antigos judeus conheciam esse simbolismo, recebido das mitologias circunvizinhas. Se’irim geralmente pode ser traduzido por bode. Habitam os lugares altos, os desertos, as ruínas… No Gênesis, lemos que os filhos de Jacó degolaram um bode para com seu sangue manchar a túnica de José (Gn. 37:31). O termo vulgar “bode” é designado pela mesma palavra que se emprega em outras partes para designar um sátiro. A palavra hebraica sa’ir significa propriamente “o peludo” e se aplica tanto ao bode como a qualquer outro sátiro, elemental ou divindade inferior, na mentalidade popular.
O termo “levar chifres” como pejorativo veio mais tarde, por conta dos romanos. As rainhas guerreiras celtas possuíam haréns de homens responsáveis por lhe dar prazer enquanto o rei estivesse em batalhas (de maneira análoga aos haréns tão comuns de mulheres). isto, para os romanos (e, posteriormente para os católicos), era um absurdo. Na sua visão machista, os reis celtas que permitiam estes concubinos eram “menos homens” que os guerreiros romanos e começaram a espalhar a associação entre o “portar chifres” (lembrem-se do que já falamos sobre a simbologia dos chifres de alce e os reis europeus) e o “sua mulher dormiu com outro homem”.
Um desdobramento interessante que falarei no futuro é a história de Gwenhwyfar, uma destas rainhas, que deu origem posteriormente à personagem chamada Guinevere, esposa do rei Arthur.
O Deus Cornífero celta é representado por um ser com cabeça humana, chifres e pernas de cabra ou cervo. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para se começar o ritual. É o deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o deus que morre e sempre renasce (o Senhor das Estações do ano). Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência. Os chifres e a capa vermelha representavam o rito de iniciação (eu falei sobre isso nas colunas anteriores), tanto que estão presentes até os dias de hoje na figura alegórica da Coroa e da Capa Vermelha dos Reis europeus.
Mas por que essa imagem diabólica tão horripilante? O chifre apresentava conotação sagrada, como um sinal “divino”, desde dez mil anos a.C., no período Neolítico (thanks TH13), representando também fertilidade e vitalidade. Acreditava-se que os chifres recebiam poderes especiais vindos das estrelas e dos céus (a simbologia da cauda formada pelos cometas). Basta observar as histórias da Cornucópia, que eram chifres das quais brotavam frutas, verduras e vegetais suficientes para alimentar a todos, em um sinal de fartura e prosperidade.
Existem várias versões do Deus Cornífero, como o Deus Cernunnos (versão celta e galo-romana). Na religião pagã Wicca, criada por Gerald Gardner, acredita-se que o Deus Cornífero seja o guardião das entradas e do círculo dos ritos.
Segundo a Wicca, o Deus Cornífero nasceu da grande Deusa, divindade suprema para os wiccanianos, representada por várias faces.Uma das versões do Deus Cornífero é a que o considera protetor dos pastores e dos rebanhos. Uma versão do Deus Osíris – considerado pelos egípcios o deus da agricultura e da vida para além da morte.
Em algumas cavernas da França, foram encontradas pinturas do período Paleolítico, com homens fantasiados de veado, representando o Deus Cernunnos. Muitas vezes, ele era representado em imagens, acompanhado de uma serpente, e em tempos mais modernos, com uma bolsa cheia de moedas.
Geralmente, ele é representado sentado e de pernas cruzadas, talvez assumindo a posição de um xamã (vamos falar mais sobre xamanismo e suas relações com os druidas nas próximas colunas).Considerado também o deus da caça e da floresta, hoje é um deus ou ser divino quase esquecido, lembrado apenas nas religiões pagãs.
Podemos perceber claramente que nenhum destes deuses nunca foi relacionado a um ser “infernal”. Mas nos dias atuais, em que imaginamos o Diabo ou um ser infernal, o que nos vem à mente é uma imagem demoníaca, maléfica, um ser com chifres e pernas de cabra.
Existiu conspiração religiosa na deturpação da imagem do Deus Cernunnos? Teriam criado essa farsa apenas para acabar com as antigas religiões? A resposta parece óbvia.
◇RELIGIÕES NA TERRA◇
Parte: 4
Assunto: Bramanismo
BRAMANISMO

O bramanismo é uma tradicional filosofia da Índia. Considerada uma vertente religiosa, essa prática está intimamente relacionada à cultura e à história indiana desde o segundo milênio a.C.

Com o passar dos anos, o bramanismo foi sendo alterado, recebendo novas características. Atualmente, essa religião é conhecida como hinduísmo.


Evolução do Bramanismo

O bramanismo é uma evolução da Védica, outra conhecida religião que fez parte das bases da civilização indiana. A religião respeita o sistema de castas, introduzido na Índia pelos Brâmanes, e prega a transmigração das almas, ou seja, para os seguidores desta religião os homens vivem ciclos de nascimentos e mortes, a fim de promover a evolução do espírito.

Várias Encarnações

De acordo com o bramanismo, a alma humana está sempre em evolução e, por isso, passa por diversas encarnações para se tornar sempre melhor. Neste contexto, os homens nascem sob diferentes formas, sempre como resultado de seu Karma e necessidade de evolução.

O bramanismo prega, então, a reencarnação, a libertação e o sacrifício. A religião segue livros sagrados, como os Vedas, os Brâmanas, os Upanixadas e os Aranyakas. Na prática, o bramanismo envolve conceitos religiosos, sociais e políticos que norteiam a realidade do povo indiano. Todos os conhecimentos e crenças são transmitidos de forma oral entre as gerações.


Sistema de Castas e Deuses

O sistema de castas é um dos principais diferenciais dessa religião e determina que cada grupo social tem sua importância e valor dentro da comunidade. Os deuses do bramanismo são: Brâman, Deus supremo; Brahma (Brama), Deus criador; Vishnu, deus da conservação; e Shiva, deus da destruição.

O bramanismo tem diversas doutrinas, rituais e práticas religiosas, além de abordar aspectos morais da vida em sociedade. Ao todo, a religião conta com 33 divindades, entre elas deuses soberanos, guerreiros e patronos.
◇RELIGIÕES NA TERRA◇
Parte: 5
Assunto: Judaísmo Humanístico.
Judaísmo Humanístico

Os preceitos religiosos sempre fizeram parte do mundo, desde os primórdios da humanidade até os tempos de hoje. Se compararmos tal período com os antigos, podemos ver que a religião tornou-se um assunto de muita complexidade. Isso pode ser evidenciado na gama de religiões existentes, que podem passar de 3 mil no mundo todo.
Uma religião, geralmente, consiste em um sistema onde há um ou mais seres centrais, nos quais são atribuídos á eles poderes divinos. Uma das religiões mais conhecidas, além de ser a maior hoje em funcionamento, é o Cristianismo. É uma típica religião onde há um ser supremo, que é Deus, e, todos os seus fiéis (são contabilizados 2,2 bilhões de fiéis por todo o mundo, mais de 30% da população mundial) tem como dever adorá-lo e seguir todos os seus mandamentos.

No entanto, existem casos de religiões que não pregam a adoração de um ser divino, mas, sim, viver na sociedade com os preceitos de uma determinada seita. É sobre isso o tema do nosso artigo de hoje. Aqui, você vai conhecer um pouco mais sobre o Judaísmo Humanístico e algumas informações interessantes a respeito dele.
O Conceito de Judaísmo Humanístico
O Judaísmo Humanístico tem como característica a inclusão de todos os valores e culturas do judaísmo, mas com o oferecimento de uma seita não teísta, isto é, sem a necessidade de se creditar a vida a algum ser divino – no caso, Deus- vivendo como um ser agnóstico, mas com preceitos definidos.

Os judaístas humanistas consideram que a cultura judaica é história e muito valorosa, convidando a todos os humanistas a viverem como verdadeiros judaicos, participando de festas judaicas e de momentos que simulam o ciclo de vida, como bar e bat mitzvahs, casamentos, entre outros.

Suas raízes filosóficas estão ligadas aos seguintes preceitos:
Um judeu é aquele que gosta e se identifica com as práticas judaicas, desde as mais antigas até as mais recentes;
O judaísmo deve ser considerado uma cultura de ordem histórica, criada por judeus. Deve ser considerada , também, que a prática de religião entre os Judeus foi adicionada tempos depois, sendo que ela não pode ser confundida com o judaísmo em geral;
O judaísmo e a sua identidade estaria mais bem preservada em um ambiente pluralista, livre, ou seja, sem a adoção de um sistema conservador.
As pessoas que escolhem ser judaístas tem plena liberdade para moldar suas vidas a seu próprio gosto, sem se preocupar com agentes sobrenaturais;
A moral, bem como a ética, devem ser exclusivos para o bem humano, e devem ser usadas baseando-se nas consequências advindas da ação, e não em escolhas e regras pré-determinadas;
A história judaica é uma história de vida, uma saga da responsabilidade e convivência da sociedade. Já a Bíblia, é um livro produzido por humanos que seria mais bem estudado se fosse analisado por arqueólogos e cientistas específicos;
A liberdade e dignidade da sociedade, bem como a dos judeus, devem estar andando de mãos dadas, para uma melhor convivência pacífica.
As Origens do Judaísmo Humanístico
O judaísmo humanístico teve uma origem recente – em 1963- pelas mãos de Sherwin Wine, um rabino que fora instruído através dos preceitos do judaísmo reformista em uma pequena assembleia secular não- teísta. Wine exaltava a cultura e identidade judaica, apresentando a ética humanista. A diferença é que o rabino não apresentava qualquer adoração ou menção a Deus, sendo nítida a sua intenção, que era a de elevar o judaísmo a um estado de identidade, não de religião.
Suas pregações tiveram início no Templo Birminghan, em Michigan. Logo, espalhou-se pelos Estados Unidos e Canadá. Hoje, são contabilizados cerca de 10 mil membros, que estão espalhados em vários templos erguidos por todo os EUA e em algumas cidades canadenses, sob o nome de Sociedade para Judeus Humanistas. Anos depois, em 1986, foi fundado o Instituto Internacional do Judaísmo Secular Humanista, que tem por objetivo formar e educar líderes sobre os preceitos humanistas do judaísmo. Tem sede em Jerusalém, terra considerada sagrada por várias congregações religiosas.

É de se pensar que a corrente judaica humanista sofra críticas de grupos tradicionalistas e conservadores mais fervorosos. E isso é recorrente, sobretudo em locais onde o judaísmo conservador é mais presente. No entanto, o grupo humanístico é unânime nesse quesito. Dizem que o judaísmo humanístico é somente mais uma corrente do judaísmo e, por ora, tem o direito de se manifestar do jeito que bem entenderem, respeitando os ideais, valores e, principalmente, o ser humano.
O Judaísmo Humanístico na Prática
Os judaístas humanistas pregam, como já escrito no começo desse artigo, a igualdade entre os judeus e as pessoas de outras religiões ou as que não possuem uma religião. Por conta de sua liberdade religiosa, é possível deduzir que alguns processos podem ser mais fáceis nessa corrente judaica do que na corrente conservadora.
Um exemplo disso é o casamento. As correntes judaicas mais tradicionais rechaçam o casamento entre judeus e não judeus, alegando que seria uma coisa impura. No entanto, os judeus humanistas aprovam tais atos, pois acreditam que o casamento misto não iria propiciar mal algum ao casal, dizendo que o casamento entre pessoas de etnias distintas é uma consequência natural da liberdade de escolha das pessoas, entrando ai a pluralidade do sistema judaico- humanista.

A corrente também é mais flexível que as outras em se tratando do acolhimento dos LGBT’S, ou seja, gays, lésbicas e afins que desejam seguir os preceitos do judaísmo. Além disso, o movimento humanista presente nessa corrente judaica ainda promove a elevação de mulheres como rabinos, sendo que a primeira ordenada pelo movimento foi Tamara Kolton, tendo a sua ordenação realizada há 17 anos, em 1999.
Posicionam-se, também, favoráveis ao direito da mulher de escolher se deseja ou não abortar, enquanto grávida. Dizem que tal decisão só cabe respeito às mulheres, em consonância com sua ética e personalidade. Criticam, ainda, leis que retiram tal direito da mulher. Vale lembrar que o aborto é um dos temas mais polêmicos da atualidade.

Fonte: http://bit.ly/2w0vYRh
Boa tarde, senses! ^^✌
◇RELIGIÕES NA TERRA◇
Parte: 6
Assunto: Hinduísmo
HINDUÍSMO

O Hinduísmo é a religião da maioria das pessoas que residem na Índia e no Nepal.  Também existem grandes números de adeptos espalhados pelo mundo.  O Hinduísmo é a terceira maior religião no mundo, com aproximadamente 950 milhões de seguidores, depois do Cristianismo e do Islã.  É às vezes considerada como a religião mais antiga da atualidade, com elementos que remontam há milhares de anos. Muitos estudiosos sugerem que começou há mais de 4.000 anos antes da Era Comum. 

O Hinduísmo, que deriva seu nome da palavra persa para rio, se originou no vale do rio Indus.  É uma coletânea de práticas e crenças sem um fundador único, sem uma única escritura e sem um conjunto único de crenças.  O Hinduísmo também é próximo conceitualmente e associado historicamente com outras religiões indianas predominantes, como o Jainismo, o Budismo e o Sikhismo.

O centro da adoração hindu é a imagem, ou ícone, que é adorada em casa ou em um templo.  Adorá-las é principalmente um ato individual, ao invés de comunal, já que envolve oferendas pessoais à deidade e o cântico ou repetição dos nomes dos deuses e deusas favoritos.  São oferecidos água, frutas, flores e incenso e considera-se que a peregrinação a várias pedras, rios, montanhas e templos é vista pela deidade sendo adorada em particular.

O Hinduísmo é descrito frequentemente como uma religião politeísta devido a vasta gama de deuses e deidades, geralmente com base em necessidades ou regiões, e a adoração que quase sempre foca em esculturas e imagens.  Entretanto, existem muitos que definem o Hinduísmo como monoteísta, por causa da crença no Deus supremo - Brahma, cujas qualidades e formas são representadas pela multitude de deidades que emanam dele.  Brahma é a palavra em sânscrito que se refere a um poder transcendente além do universo geralmente traduzido como Deus que, diz-se, pode ter formas e expressões ilimitadas. 

Existem também aqueles que veem o Hinduísmo como Trinitário, porque Brahma é simultaneamente visualizado como uma tríade. O triunvirato consiste de três deuses que são responsáveis pela criação, conservação e destruição do mundo. Eles são Brahma (que não deve ser confundido com Bramam, a energia suprema de deus), Vishnu e Shiva.  Brahma é responsável pela criação e Vishnu é o preservador do universo, enquanto que o papel de Shiva é destruir para recriar.

O Hinduísmo tem muitas escrituras: os Vedas, os Upanishads e o Bhagavad-Gita são as consideradas mais importantes. A maioria dos hindus acredita que a alma, ou atman, é eterna e passa pelo ciclo do nascimento, morte e renascimento (samsara) determinado pelo karma positivo ou negativo ou em consequência das ações da pessoa.  O objetivo da vida religiosa é aprender a agir de maneira a finalmente alcançar a liberação (moksha) da alma, escapando do ciclo de renascimento.

É difícil responder a pergunta: o Hinduísmo é politeísta, panteísta ou monoteísta? Chegamos a várias respostas a partir de várias fontes, todas igualmente corretas de acordo com cada entendimento do Hinduísmo. O Hinduísmo adora várias formas do Deus Único. De acordo com os dogmas do Hinduísmo, Deus é Único e também muitos. Os hindus acreditam em politeísmo monoteísta, ao invés de politeísmo. Embora o Hinduísmo seja erroneamente considerado por muitos como uma religião que tem muitos deuses, ou seja, politeísta, verdadeiramente falando o Hinduísmo é uma religião monoteísta.
A Religion Facts tenta entender as definições diferentes ao dizer que “Embora o “monoteísmo” literalmente signifique crer na existência de um Deus, o termo passou a conotar crença em um Deus que criou e é distinto do universo”. O panteísmo é a visão de que Deus é essencialmente idêntico ao universo e totalmente imanente no mundo: Deus é o universo e o universo é Deus. Assim, o panteísmo parece ser o rótulo mais preciso para o Hinduísmo. O qualificador “com elementos politeístas” é acrescido porque o Ser Supremo do Hinduísmo é mais frequentemente adorado na forma de múltiplas deidades. Entretanto, deve ser notado que essa é uma generalização que não descreve as crenças de todos os hindus. Alguns consideram o universo como criado por Deus e essencialmente distinto Dele e são, portanto, “monoteístas” no sentido tradicional.”

Em apenas alguns parágrafos tentamos resumir milhares de anos de tradições que se desenvolveram via liberdade de crença e prática.   Existem dez valores humanos básicos inerentes ao Hinduísmo. 

A crença na reencarnação também é uma realidade no hinduísmo.

Polêmicas

Já o sistema de castas (oficialmente banido na Índia em 1949) e uma certa desvalorização cultural da mulher são algumas das polêmicas que cerca essa Religião.
O Que e um Mantra? Embora o ocidente tenha absorvido todo tipo de cântico como “mantra”, esse nome é dado aos versos dos Vedas. Uma poesia tem versos enquanto os Vedas têm mantras.

Como são parte dos Vedas, eles têm uma estrutura muito rígida, pois não se busca a musicalidade, mas a transmissão de uma informação, de um ensinamento. Eles carregam instruções específicas para o autoconhecimento, rituais, entre outros elementos, que devem ser decifradas com o auxílio de um professor e da tradição de ensinamento.

Mantras e os cânticos dessa tradição podem provocar emoções e dar sugestões para mente. Os mantras afetam a pessoa que canta e a pessoa que escuta. A palavra mantra vem do Sânscrito “mantrana”, que significa aconselhar ou sugerir. De certa maneira qualquer palavra é um mantra. Na nossa vida diária nós usamos palavras para fazer tudo que precisamos e para obter tudo que precisamos. Cada mantra ou palavra é um padrão sonoro que sugere para mente o seu significado inerente e a mente responde imediatamente.

De acordo com o Ramana Maharshi, a repetição de mantras, com a atenção direcionada para a fonte do som, envolve a mente completamente. A fonte não são as cordas vocais sozinhas, mas também a idéia do som que está na mente, cuja fonte é o “Eu”. Assim a prática da repetição de mantra é mais que uma sugestão, é um pequeno conselho ou idéia. É um meio de ficar em contato consigo mesmo.

Mantras podem ser usados para adorações religiosas, para japa (repetição), para cura, para ajudar na evolução espiritual, para purificação, para fazer rituais. Alguns mantras são somente cânticos ou expressões de proximidade com o Divino.

A melodia, entonação, pronúncia, volume são todos importantes na recitação de um mantra. A contagem de tempo varia de acordo com o estado de consciência daquele que está cantando.

Aumento na velocidade do canto, aumenta a velocidade da mente, batimentos cardíacos e respiração. A contagem do tempo também afeta as emoções.

Uma velocidade mais rápida cria uma vibração contínua e quando realizada em grupos cria um efeito bom, porque a mente funciona em sincronia com a contagem do tempo e não tem tempo para fantasiar. Entoar os mantras rapidamente deixa a mente exausta, o coração e a respiração relaxam depois que termina o canto.

Diminuir a velocidade diminui a velocidade da mente, do coração e da respiração enquanto se está cantando. Ela induz um estado hipnótico, mas é bom somente quando os mantras são cantados individualmente. Uma velocidade média é boa para um grupo ou para cantar individualmente. Não perturba as batidas do coração ou o padrão respiratório e faz a mente ficar mais acordada, alerta e consciente.

O lugar de onde o som emana influencia a qualidade do tom. Tons mais baixos são produzidos pelas cordas vocais em conjunto com a região abdominal, tons médios são produzidos em conjunto com o peito, coração e garganta e os tons superiores com a parte superior do corpo. A música clássica indiana usa as três regiões em uma ordem gradual, mas a região média é a mais usada e produz um ótimo impacto emocional em quem escuta.