《Sense Atividade》
196 subscribers
464 photos
32 videos
16 files
177 links
Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

Postagens por:
Vanessa
Maria T
Filipe Albani

Parceiros do Sense: @ParceirosDoSenseAtividade
Download Telegram
Ritos de passagem

Existem diversos ritos de passagem dentro da Wicca. Talvez o mais significante deles seja o ritual de iniciação, através do qual alguém se junta à Craft e torna-se um wiccano. Gerald Gardner alegava que havia um período tradicional de "um ano e um dia" entre o momento em que uma pessoa começa a estudar o Ofício e quando ele é iniciado, embora ele tenha frequentemente quebrado esta regra. Na Wicca tradicional britânica (WTB), a iniciação somente aceita alguém no primeiro grau, e para prosseguir ao segundo grau, o iniciado precisa ir a outra cerimônia, onde se nomeia e se usa as ferramentas do ritual. É nessa cerimônia que o iniciado recebe o craft name, seu nome na Bruxaria. Ao manter o posto de segundo grau, um iniciado na BTW, portanto, é capaz de iniciar outros no Ofício, ou fundar seus próprios covens semi-autônomos. O terceiro grau é o mais alto dentro da BTW, e envolve a participação do Grande Rito, seja real ou simbólico, assim como o ritual de flagelação. Ao realizar esta classificação, um iniciado já é capaz de formar covens que são totalmente autônomos da sua "coven-mãe".

Este sistema de ensino superior em três níveis que seguem a iniciação é em grande medida exclusiva da BTW, embora algumas tradições se baseiem nela. Alguns wiccanos solitários também realizam rituais de iniciação a si mesmo, dedicando-se a se tornarem um wiccano. O primeiro deles a ser publicado foi em 'Mastering Witchcraft' (1970) de Paul Huson, que envolvia a recitação do Pai Nosso de trás para frente como um símbolo de rebeldia contra a histórica Caça às bruxas. Posteriormente, de forma mais abrangente os rituais de auto-iniciação pagãos foram publicados em livros por wiccanos solitários como Doreen Valiente, Scott Cunningham e Silver Ravenwolf.

O handfasting também é uma outra celebração dos wiccanos, e é um termo usado para os casamentos. Alguns wiccanos observam a prática da união experimental por um ano e um dia. A promessa de casamento na Wicca é "por quanto tempo durar o amor", em vez da tradicional cristã "até que a morte nos separe". O primeiro casamento wiccano aconteceu em 1960 no Bricket Wood coven, entre o bruxo Frederic Lamond e sua primeira esposa, Gillian.

As crianças, por sua vez, que são criadas por famílias wiccanas, recebem o Wiccaning, que é análogo ao batizado cristão. Sua proposta é apresentar a criança ao Deus e à Deusa para proteção. Apesar disso, de acordo com o livre arbítrio pregado pelos wiccanos, a criança não deve ser obrigada a ser adepta da Wicca ou simplesmente aderir outras formas de paganismo por simples vontade dos adultos.
Livro das Sombras

Ao contrário da Bíblia e do Qur'an, a Wicca não possui um texto sagrado, embora existam algumas escrituras e textos que várias tradições diferentes suportam como importante e influente para suas crenças e práticas. Gerald Gardner usava um livro contendo diversos textos em seus covens, chamado de Livro das Sombras, que ele usualmente adaptava. No Livro das Sombras, há textos retirados de várias fontes, incluindo o 'Evangelho das Bruxas' (1899) de Charles G. Leland e obras do ocultista Aleister Crowley, que Gardner conheceu pessoalmente. Além disso, o Livro traz poesias escritas por Gardner e sua Alta Sacerdotisa Doreen Valiente, sendo o mais famoso "Carga da Deusa".

Semelhante ao uso de grimórios na magia cerimonial, o Livro contém instruções de como realizar rituais e feitiços, como também poesia religiosa e cantos como o 'Eko Eko Azarak' a serem usados durante os rituais do mago. A verdadeira intenção de Gardner era que cada cópia do Livro fosse diferente, porque o aluno teria uma cópia próprio da que fosse de seus iniciadores, mas entre muitos adeptos do Gardnerianismo, especialmente nos Estados Unidos, todas as cópias são mantidas idênticas à versão que a Sacerdotisa Monique Wilson copiou de Gardner, sem alterar nada. O Livro das Sombras foi originalmente concebido para ser mantido em segredo aos não-iniciados na BTW, mas partes do livro foram publicadas por autores como Charles Cardell, Lady Sheba, Janet Farrar e Stewart Farrar.

Hoje em dia, os adeptos de muitas tradições não-BTW adotaram também o conceito de Livro das Sombras, com muitos solitários mantendo suas próprias versões, feitiços, práticas, por vezes com material retirado da publicação do Livro das Sombras garderiana. Em outras tradições, no entanto, as práticas nunca são escritas em livro ou papel algum, significando que para elas não há necessidade de um Livro das Sombras.
Símbolos

Os diversos símbolos na Wicca são a linguagem criadora que expressam o que "não pode ser dito claramente". Algumas tradições utilizam o símbolo de uma mulher pisando numa serpente ou um homem derrotando um dragão, símbolo da dominação ou da vitória diante das vontades fracas, e que pode ser um símbolo análogo às imagens católicas de Nossa Senhora de Imaculada Conceição e de São Jorge. A serpente representa a ambivalência de toda manifestação e é maléfica sobre a aparência de Tifão e de Píton ou também pode representar sabedoria, como indica seu nome grego Ophis, anagrama por uma letra da sabedoria, Sophia. O culto à serpente é encontrado em todas as partes do mundo e em todas as religiões e é associado à transcendência e à iluminação. A serpente é citada por Buda, pela Bíblia (serpente do paraíso) por Jesus Cristo, pelos egípcios (deusa Ísis, Uto, entre outros), gregos (Pítia), e romanos.

Além desses, existem muitos outros símbolos, como o da Mãe Tríplice, também usada no Dianismo e no neo-Druidismo, baseada nos escritos de Robert Graves, retratando as três faces da Deusa: A Donzela/Virgem, a Mãe, e a Anciã. A Donzela representa encantamento, criação, expansão, a promessa de novos começos, nascimento, juventude e entusiasmo juvenil, representada pela lua crescente; a Mãe representa maturação, fertilidade, sexualidade, respeito, estabilidade, poder, vida e é representada pela lua cheia; A Anciã representa a sabedoria, o repouso, a morte e terminações, e é representada pela lua minguante (imagens ao lado).

Outro símbolo menos usado nas tradições da Wicca mas bastante constante em outras formas de neopaganismo é a Estrela de David, a estrela de seis pontas. É de se notar sua composição, onde na alquimia o triângulo apontado para cima e o triângulo apontado para baixo diferem em signos mas juntos formam a Estrela de David.

O pentagrama, a estrela de cinco pontas, por sua vez, é um outro símbolo, mais utilizado pelos wiccanos que a Estrela de David, e praticamente obrigatório na maior parte das tradições wiccanas. Este não é exclusivamente Wicca; o pentagrama era o signo secreto dos Pitagóricos. Embora haja distinção entre a doutrina exotérica de Pitágoras (que concerne a conexão entre música e aritmética e o vínculo da matemática à ciência) e a esotérica, dirigida aos iniciados, pode-se dizer que tanto para um quanto para outro o pentagrama é uma indicação da vida e da inteligência, e para os Wiccanos simboliza ainda os quatro elementos acrescentado do Espírito, no ponto mais alto do ângulo.

No entanto, no Satanismo, e exclusivamente nele, invertido ou com uma representação de um bode negro o pentagrama simboliza o mal. Agora, na Wicca, ao que concerne de uso mais pessoal e individual, existem os talismãs, muitas vezes representados com pentagramas como o da figura acima, que garantem aos magos a prevenção contra os eventuais "Choques de Retorno". O talismã não pode ter em sua fabricação um elemento de fetiche (como os amuletos) mas um elemento natural: ossos, pedras, dentes, conchas, etc. O talismã não protege, como o amuleto, contra todo mal, senão apenas contra tal ou qual influência determinada em tal ou qual caso. Sua virtude se apóia em quatro elementos: a) o momento da sua criação; b) a matéria de que é feito; c) as figuras que comporta; d) as inscrições que nele estão gravadas.

A crença em sua influência depende de seu material, mas sempre é lógica e simbólica: se o talismã suporta rubi, p.ex., imediatamente terá conexões com Marte, tanto o planeta quanto o ser mitológico. O Pantáculo, por sua vez, é a forma mais evoluída de talismã e procede da ideia de um objeto que contém o todo, que resume o todo, que é a síntese do macrocosmo. Outros símbolos menores na Wicca são o Tríscele, a Triquetra, e as Três Lebres.
Preconceitos à Wicca

A Wicca surge na Inglaterra, país predominantemente cristão, e desde seu início sofreu preconceito de alguns grupos de outras religiões e de tabloides populares como o 'News of the World'. Esse tipo de preconceito continua atualmente, com alguns religiosos afirmando que a Wicca é uma forma de Satanismo, ou culto ao mal, apesar de existir uma grande diferença entre as duas religiões. Os wiccanos, por exemplo, não creem em Lúcifer ou em Satã, tampouco na vinda de um deles à Terra. Devido à conotação negativa associada à Bruxaria moderna, muitos wiccanos mantém suas práticas em sigilo, ocultando sua fé por medo de perseguição. Por conta disso existe a brincadeira entre wiccanos de "sair do armário de vassouras", ou seja, revelar-se socialmente como wiccano.

Da mesma forma, muitas pessoas acusam a Wicca de ser anti-cristã, uma afirmação contestada por wiccanos como Doreen Valiente que escreveu que, embora conheça muitos adeptos da Wicca admiradores de Jesus Cristo, "as bruxas têm pouco respeito pelas doutrinas das igrejas, por as considerarem como um monte de dogmas feito pelos homens." De acordo com a história da Wicca dada por Gerald Gardner, a Wicca é uma religião sobrevivente do Culto Bruxo que ocorreu na Europa, e que foi largamente perseguido durante o que os historiadores denominam "Caça às bruxas" porque verenciava um deus cornífero, mas não o Diabo. Modernas investigações acadêmicas revelaram, no entanto, que tais perseguições foram substancialmente menores do que as indicadas por Gardner, e raramente a mando de autoridades religiosas. As teorias de um culto bruxo europeu organizado, bem como julgamentos de bruxas em massa, também têm sido amplamente desconsideradas por alguns acadêmicos, mas ainda assim os wiccanos sentem solidariedades com as vítimas das perseguições de bruxas durante a Idade Média e o Renascimento.

Outro preconceito, menos inofensivo, em relação à religião da Wicca, é dizê-la como uma ramificação do movimento New Age, alegação que é fortemente negada pela maioria dos wiccanos e também por historiadores como Ronald Hutton, que observou que a Wicca não só antecede o movimento de Nova Era como também difere marcadamente de sua filosofia geral.

Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Wicca
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 93
Assunto: Xamanismo
O xamanismo é um termo genericamente usado em referência a práticas etnomédicas, mágicas, religiosas (animista, primitiva), e filosóficas (metafísica), envolvendo cura, transe, transmutação e contato entre corpos e espíritos de outros xamãs, de seres míticos, de animais, dos mortos. Essencialmente técnicas de contato com o sagrado ou êxtase e, como analisa Jerome Rothenberg (1951-2010), utilizando uma linguagem, de certo modo precursora, do que conhecemos como poesia, uma criação de circunstancias linguísticas especiais como a canção e a invocação.

A palavra xamã vem do russo - tungue 'saman' - e corresponde a práticas dos povos não budistas das regiões asiáticas e árticas especialmente a Sibéria (região centro norte da Ásia). Apesar, como assinala Mircea Eliade, da especificidade dessas práticas na região (em especial as técnicas do êxtase dos tungues, iacutes, mongóis, turco-tártaros etc.), não existe, contudo, origem histórica ou geográfica para o xamanismo como conhecido hoje, tampouco algum princípio unificador. Outros nomes para sua tradução seriam feiticeiros, médico-feiticeiros, magos, curandeiros e pajés.

Antropólogos discutem ainda na definição xamanismo a experiência biopsicossocial do transe e êxtase religioso, bem como as implicações sociais da definição do xamanismo como fato social. É considerado uma tradição equivalente à magia enquanto prática individualizada relacionada aos problemas e técnicas e ciência da sobrevivência cotidiana (agricultura, caça, medicina, etc.) ou ao fenômeno religioso, abstrato, coletivo, normatizador.
Xamã

O sacerdote do xamanismo é o xamã, que geralmente entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes incomuns, invocando espíritos, plantas etc., através de objetos rituais, do próprio corpo ou do corpo de assistentes e pacientes. A comunicação com estes aspectos sutis da vida pode se processar através de estados alterados de consciência. Estados esses alcançados através de batidas de tambor, danças, sonhos e até ervas enteógenas.

As variações "culturais" são muitas mas, em geral, o xamã pode ser homem ou mulher, a depender da cultura, e muitas vezes há na história pessoal desse indivíduo um desafio, como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação. Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole. Naturalmente o processo de aprendizagem e as "técnicas" empregadas variam de cultura para cultura.

O xamã é tido como um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica.

De acordo com Eliade (o.c.), entre os manchus e os tungues da Manchúria a tradição dos dons xamânicos costuma ser feita de avô para neto, pois o filho ocupa-se em prover as necessidades do pai, isso no caso dos amba saman (xamãs do clã). Os xamãs independentes seguem a sua própria vocação. O reconhecimento como xamã só pode ser feito pela comunidade inteira depois de uma prova iniciática. Ainda segundo esse autor das referências a distúrbios psicológicos (especialmente no processo de formação) o ideal iacuto de um xamã é: um homem sério, que sabe convencer os que estão à sua volta, não presunçoso nem colérico. Entre os kazak-quirguizes o baqça, guardião das tradições religiosas é também cantor, poeta, músico, adivinho, sacerdote e médico.

Talvez pela experiência do sofrimento antes da iniciação ou experiência de possessão o xamã é confundido com indivíduos portadores de distúrbio mental tipo epilepsia, histeria e psicose, Lévi-Strauss citando os estudos de Nadel e de Mauss na introdução à obra de Marcel Mauss afirma que …existe uma relação entre os distúrbios patológicos e as condutas xamanísticas, mas que consiste menos numa assimilação das segundas aos primeiros do que na necessidade de definir os distúrbios patológicos em função das condutas xamanísticas… afirma ainda, baseado em estudos comparativos, que a frequência das neuroses e psicoses parecem aumentar nas regiões sem xamanismo e que xamanismo pode desempenhar um duplo papel frente as disposições psicopáticas: explorando-as por um lado, mas, por outro canalizando-as e estabilizando-as.
Xamanismo entre os viquingues (Seiðr)

O seiðr, em muitos casos, foi descrito como uma feitiçaria realizada para "ferver" certos objetos imputados de poderes mágicos, sendo basicamente utilizado como um rito adivinhatório ou para assassinato, ou ainda como prescreve Boyer, relacionado a três ações básicas: prever o futuro, aprisionar, causar doenças/desgraças ou matar. A tradução do termo varia segundo os pesquisadores, mas geralmente é interpretada como sendo canto. Tratava-se de um ritual mágico de tipo divinatório e profético, com conotações xamanistas e uma arte mágica criada pela deusa Freia. Era um tipo de magia extática com transe, êxtase do celebrante e cantos da assembléia, geralmente realizada durante a noite e praticada sobre uma plataforma chamada de assento para encantamento (seiðhjallr). A sua realização era conectada com sons mágicos ou encantamentos, e a melodia era considerada bonita para os ouvidos. Também compreendia fórmulas mágicas para chamar tempestades e todos os tipos de injúrias, metamorfoses e predições de eventos futuros. Criada pela deusa Freyja, era praticada especialmente por mulheres chamadas seiðkonur (sing. Seiðkona). Para Neil Price seria antes de tudo uma forma de extensão do espírito e de suas faculdades, enquanto que para Zoe Borovsky a performance do seiðr simbolizaria o modelo vertical de universo (cosmológico) da árvore Yggdrasill. Como para o xamã, a praticante de seiðr devia descer ao mundo dos mortos para relatar os ensinamentos que buscam os vivos e para efetuar certos malefícios. A magia nórdica era tanto praticada por homens quanto por mulheres, com uma nítida especialização feminina. As Sagas estão repletas de práticas mágicas, mas maiores detalhes sobre o ritual do seiðr são desconhecidos.
Xamanismo no Brasil

O xamanismo é constante em diversas manifestações indígenas brasileiras. A palavra "pajé", de origem Tupi, se popularizou na literatura de língua portuguesa em referência ao xamã. Seu estudo, descrições de caso e comparação, tem sido recomendado para facilitar a implementação de práticas de assistência à saúde culturalmente adequadas. Em 2006 eram 215 os povos indígenas, com uma população de aproximadamente 345 mil índios, segundo dados da Funai.

Xamanismo ou Pajelança – Comunicação com os encantados e entidades ancestrais através de cânticos, danças assim como nos índios Guarani Kaiová e utilização de instrumentos musicais (maracá, zunidores) para captura e afastamento de espíritos malignos tipo mamaés, anhangás. Há também a utilização do jejum, restrições dietéticas, reclusão do doente, além de uma série de práticas terapêuticas que incluem: o uso do tabaco (o pajé fuma grandes cachimbos) e outras plantas psicoativas, aplicação de calor e defumação, massagens, fricções, extração da doença por sucção/ vômito, escarificação no tórax e locais inflamados com bico, dentes de animais ou fragmentos de cristais.

No Brasil rural e urbano, apesar da tradição multi-étnica dos ameríndios, observa-se a presença dessas práticas médicas-religiosas em comunhão com rituais de origem africana. Esse xamanismo é conhecido em algumas regiões como pajelança cabocla, culto aos encantados, toré, catimbó, candomblé de caboclo, em rituais de umbanda ou de tambor de mina, culto a Jurema sagrada.

Atualmente no Brasil existem várias vertentes de neo-xamanismo ou xamanismo urbano, entre estas linhas diversos grupos onde coexistem tradições espirituais diversas, uso de substâncias associados à "novos" saberes ou tradições. 
Uso de plantas psicoativas

Como foi dito algumas práticas xamânicas são marcadas pelo uso de elementos extraídos de fontes naturais que levam o indivíduo a entrar em estados modificados de consciência denominados transe ou êxtase. Esses produtos, tem característica da presença de substancias psicoativas ou enteógenos. Para entender o efeito de tais substâncias não basta analisar a composição molecular e efeito bioquímico, é necessário situar-se no contexto (set) de utilização as expectativas e formas de uso da substância incluindo os mitos ou crenças a seu respeito. 

Fonte: tinyurl.com/y8awft5t
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 94
Assunto: Odinismo
O Odinismo é um movimento de reavimento da espiritualidade germânica criado por Else Christensen com sua Odinist Fellowship na década de 30 do século XX.

Pesquisas atuais sugerem que o termo "odinismo" foi usado pela primeira vez na década de 1820. Foi especialmente usado em 1840 pelo escritor, historiador e filósofo escocês, Thomas Carlyle, onde apareceu em seu livro, Heroes, Hero-Worship e The Heroic in History.
Uma Breve Cronologia

História do Odinismo

1386 CE: a Lituânia, a última fortaleza pagã na Europa é oficialmente convertida, mas os pagãos permanecem.

1421 CE: Três filhos, agindo sob instruções de sua mãe assassinada, estabelecem a Irmandade Odin .

1611 CE: Johannes Bureus da Suécia, conselheiro do rei Gustavo Adolfo, começa a desenhar e a interpretar as runestones da Suécia. Muitos perderam e só nos são conhecidos por meio de seus desenhos.

1622 CE: Ole Worm da Dinamarca recolhe relatórios sobre runestones e outros monumentos antigos da Dinamarca e os países do Norte. Bureus e Worm podem ser pensados ​​como os fundadores de estudos modernos de runic.

1642 CE: presentes do bispo Brynjólfur o "Codex Regius" ao rei Frederick III. Posteriormente, os poemas Eddic começaram a ser publicados e mais amplamente conhecidos.

1790 CE: O movimento romântico inspirou alemães e escandinavos a buscar sua identidade nacional em suas próprias origens e resultou em grande parte da literatura inicial sendo traduzida.

1818 CE: Os Irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm, publicam sua coleção de contos de fadas.

1844 CE: Jacob Grimm publica a Mitologia Teutônica , um estudo sobre a relação da literatura medieval nórdica com o folclore germânico.

1845 CE: Charles W. Heckethorn descreve um culto misterioso Odinista, em suas Sociedades Secretas de Todas as Nações e Países

1862 CE: P Guido von List visitou a cripta da Catedral de Santo Estêvão (a localização de um antigo santuário pagão) e jurou um juramento para construir um templo para Wotan.

1874 CE: O rei da Dinamarca concede ao povo da Islândia liberdade de religião.

1875 CE: a catedral de Reykjavik, na Islândia, é o local do primeiro público Ásatrú Blót desde 1000 EC.

1907 CE: O pintor e escritor alemão Ludwig Fahrenkrog funda o Glaubens Germânico - Gemeinschaft (GGG), um grupo pagão alemão.

1933-1945 CE: na era nazista, os pagãos enfrentam perseguição tanto pelo Eixo quanto pelos Aliados. Seus grupos estão proibidos de se encontrar e alguns líderes estão presos.

1957 CE: Na Austrália, A. Rud Mills publica uma série de livros sobre a religião mais velha.

1969 CE: Else Christensen estabelece a irmandade Odinista .

1972 CE: Sveinbjörn Beinteinsson fundou o Ásatrúarfélagið da Islândia. Em 1973, Ásatrú é aceito como uma das religiões oficiais da Islândia.

1973 CE: O Ritmo Odínico também estava se movendo para ganhar aceitação na Inglaterra.

1973 CE: Stephen McNallen fundou o Ásatrú Free Assembly of America, estabelecendo solidamente Ásatrú como uma religião pagã recriada.

1982CE: Certos membros da Odin Brotherhood decidem revelar alguns dos segredos do movimento.

1987CE: A Aliança Asatru é estabelecida por Michael J. Murray ( Valgard Murray ).

1992 CE: A Irmandade Odin , um livro de ficção de Mark Mirabello, é publicado.

1994 CE: A Comunità Odinista está estabelecida na Itália.

1997 CE: Foi criada a Irmandade Odinista do Sagrado Fogo

2004 CE: David Lane, um wotanista ou pagão folclórico extremo, escreve KD Rebel , uma novela que descreve Odinistas radicais lutando contra uma insurgência guerrilheira contra uma sociedade moderna corrupta.

2009 CE: Grupos Asatru e Odinist agora são encontrados em toda a Europa, América do Norte, América do Sul e Austrália / Nova Zelândia
Crenças

O poema Eddic Völuspá[ligação inativa] (Profecia da Seeress) revela os mistérios da cosmologia odinista. De acordo com o poema, entre Muspelheim (The Land of Fire) e Niflheim (The Land of Ice) estava um espaço vazio chamado Ginnungigap . O fogo eo gelo se moveram uns para os outros; Quando eles colidiram, o universo surgiu.

Por ordem de criação, primeiro foram os gigantes, depois os deuses e, finalmente, a humanidade.

O odinismo é politeísta na teologia. O panteão é dividido em dois grupos: o Aesir e o Vanir . (Odin e Thor são Aesir, Frey e Freyja são Vanir).

Deuses e deusas incluem:

Odin (O mais popular dos deuses, tanto no tempo presente como no passado, ele valoriza a sabedoria sobre tudo, até o ponto de sacrificar o seu próprio olho para o conhecimento. Ele leva metade dos mortos em batalha ao seu corredor para se preparar para Ragnarök. Quarta-feira, ou "Dia de Woden", é nomeado depois dele)

Thor (Deus temperado e poderoso do trovão. Ele é grande e barba vermelha, carregando um martelo maciço chamado Mjolnir, que ele joga contra os inimigos, atacando-os com um relâmpago. Quinta-feira, ou "Dia do Thor" é nomeado depois dele)

Tyr (Deus de guerra valente que arriscou e perdeu a mão para que os deuses pudessem ligar o temível Lobo Fenrir . Uma vez foi o Deus mais adorado antes que ele fosse ultrapassado por Odin. Terça-feira, ou "Dia do Tyr" é nomeado depois dele)

Baldr (Também conhecido como Balder, ele era filho e herdeiro de Odins. Ele era amado por todos e perfeito em todos os sentidos por sua bela aparência, sabedoria e assunto gracioso. Foi dito que ninguém poderia questionar seus julgamentos. Ele foi morto como Resultado da traição de Loki, mas retornará no fim do mundo)

Freyja (Deusa do amor, da fertilidade, do sexo, da atração e da guerra. Filha do Njord. Por causa desta lista de atributos, ela é amplamente considerada a mais popular das deusas do panteão nórdico. Ela também é referida como a rainha dos elfos E o líder das Valquírias, e ela leva metade daqueles mortos em batalha ao seu salão, colocando-a em pé de igualdade para Odin a esse respeito.)

Vidar (Outro filho de Odin, ele é o Deus do Silêncio e da Vingança. É seu destino vingar seu pai matando Fenrir, pisando o maxilar inferior do bicho-loiro e rasgando-o pela boca com seu poder cru ou Usando sua espada contra o coração do lobo)

Bragi (Outro filho de Odin, ele é o Deus da poesia. Uma grande parte de sua história está em grande parte indisponível nos tempos modernos, no entanto, sabe-se que ele era muito talentoso na fala e na narrativa, tanto que uma pessoa eloqüente Ser chamado de homem bravo ou mulher)

Heimdall (O guardião e o deus da luz. Ele é o filho de nove mães diferentes. Seus sentimentos afiados permitem que ele ouça a grama crescer e ver o fim do mundo. Ele protege o bifrost , a ponte do arco-íris para Asgard , pronto para Sopre seu chifre quando o perigo se aproxima.)

Frigg (Deusa do casamento, maternidade e gestão familiar). De acordo com Odin, "Somente Frigg conhece o futuro, mas não o divulga a ninguém". Ela é esposa de Odin, mãe de Baldr e irmã do Njord. Sexta-feira, ou "Frigg's" Dia "é nomeado por ela.)

Sif (A esposa de Thor, seu cabelo dourado cresce como cabelos naturais normais, mas foi realmente criado por Dwarves. Como uma brincadeira, Loki cortou o cabelo, o que irritou Thor, ele fez Loki prometer substituí-lo, o que ele conseguiu Faça com a ajuda do Anão Dvalin)

Njord (Deus das terras férteis no litoral, bem como navegar e navegar. Ele é um Vanir, um tipo diferente de Deus do que o Asir, e é o pai de Freyr e Freyja.)

Freyr (Deus da Fertilidade, da Paz e do Prazer). Filho do Njord. Ele se apaixona por uma bela gigante e deu sua espada, que foi tão bem construída que lutou sozinha, para convencer sua página de pé, Skírnir , Para o romance a gigante para ele. Esta decisão terá consequências terríveis na Batalha de Ragnarök , quando Freyr será derrotado por Surt)
Idun (Deusa da Juventude e esposa de Bragi . Ela mantém os deuses jovens, dando-lhes maças mágicas que prolongam suas vidas. Sem essas maçãs, os Deuses, Aesir e Vanir, envelheceriam, morreriam e morreriam como os humanos fazem.)


Outras entidades importantes incluem:

Loki (uma entidade perniciosa que gosta de jogar truques sobre os deuses, ele é gigante geada por nascimento. Loki era uma fonte de constante angústia para os deuses. Seu problema habitual tornando-se em alguns pontos difíceis. Por outro lado, Loki também foi um grande Em muitos casos, foi Loki depois de todos os que trouxeram vários artefatos importantes para Asgard (incluindo Mjollnir e Draupnir). Como resultado de seus atos traiçoeiros que levaram à morte de Baldr, ele estava ligado a uma rocha Ele liderará os exércitos de Jotun (gigantes) contra os deuses em Ragnarök, a Batalha Final.)

Fenrir (Um lobo monstruoso que é filho de Loki e a gigante Angrboda. Fenrir tem dois filhos, Hati e Skoll, que perseguem constantemente os cavalos que movem o sol ao outro lado do céu, além de perseguir a Lua. Ele é Encadernado a uma rocha por Gleipnir, uma fita feita com o som dos passos de um gato, a barba de uma mulher, as raízes de uma montanha, os nervos de um urso, a respiração de um peixe e a saliva de um pássaro. A ligação de Fenrir custou a Tyr Sua mão. Na batalha de Ragnarök, ele vai soltar e devorar Odin, mas será morto por Vidar.)

Skaði (Um gigante da montanha que se casou com o Njord. O casamento não era feliz, pois ambos eram completamente diferentes, então eles se separaram).
Ética e vida após a morte

Em termos de ética, os membros são ensinados a ser "valentes e generosos". Odinistas modernos modelam sua vida de acordo com as Nove Cargas ".

Rito odinico

1. Coragem
2. Verdade
3. Honra
4. Fidelidade
5. Disciplina
6. Hospitalidade
7. Auto-confiança
8. Indesejabilidade
9. Perseverança

Assembléia Folk Asatru

1. A força é melhor do que a fraqueza
2. A coragem é melhor do que a covardia
3. A alegria é melhor do que a culpa
4. A honra é melhor do que a desonra
5. A liberdade é melhor do que a escravidão
6. Parentesco é melhor do que alienação
7. O realismo é melhor do que o dogmatismo
8. Vigor é melhor do que a falta de vida
9. A ascendência é melhor do que o universalismo
10. A Irmandade Odin ensina "força sobre a fraqueza, o orgulho sobre a humildade e o conhecimento sobre a fé". 11. Os membros honram os deuses promovendo "pensamento, coragem, honra, luz e beleza".

A vida após a morte Odinista tem vários destinos, dependendo de como alguém viveu (e morreu).
Alguns Ritos do Odinismo

Blót é o termo para o histórico sacrifício nórdico em homenagem aos deuses. Odinist blóts são freqüentemente celebrados ao ar livre. Comida e bebida podem ser oferecidas, e a maior parte disso será consumida pelos participantes.

Sumbel (também simbolizado de espelta ) é um rito alcoólico nórdico em que uma bebida intoxicante (geralmente hidromel ou ale) é passada em torno de uma mesa montada. Em cada passagem da bebida, os participantes fazem uma breve palestra, um brinde e um juramento. Os juramentos feitos durante este rito são considerados vinculativos para os indivíduos que os fazem.

Berserkergangr é uma forma de êxtase religioso, associado a Odin , um deus da guerra, da magia e da poesia.

Lendo as Runas. Tácito, na Alemanha , descreve como os antigos alemães cortaram ramos de uma árvore frutífera e marcaram os ramos com símbolos, chamados de runas . Chamando os deuses, o praticante lança os ramos aleatoriamente sobre um pano branco. New-Age Asatru usa as runas como um método de adivinhação. Os praticantes mais tradicionais, como os membros da Irmandade Odin , afirmam que as runas estão ligadas à magia, mas apenas indiretamente com a profecia. Os membros da Irmandade Odin usam as runas para não contar o futuro, mas convocar uma pessoa morta para que ele revele o futuro. É assim que o próprio Odin usa as runas como em Havamal , verso 156.
Distribuição dos aderentes

Hoje, o Odinismo é praticado principalmente na Escandinávia, Alemanha, Grã-Bretanha, América do Norte e Austrália / Nova Zelândia. Pequenas comunidades também são encontradas em muitos outros países, incluindo Áustria, Suíça, França, Itália, Portugal, Polônia e Rússia. Grupos ativos também são encontrados na Argentina, Brasil, México, Chile e Venezuela.

Os números exatos são desconhecidos, mas existem vários milhares de seguidores no mundo moderno.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Odinismo
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 95
Assunto: Druidismo
Druidas (no feminino druidesas ou druidisas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento e ensino, e de orientações jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir do vocábulo dru-wid-s, formado pela junção de deru (carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores. A visão cristã mostra os druidas como sacerdotes, mas isso na verdade não é comprovado pelos textos clássicos, que os apresentam na qualidade de filósofos (embora presidissem rituais, o que pode soar conflitante). Se levarmos em conta que o druidismo era uma filosofia natural, da terra baseada no animismo, e não uma religião revelada (como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos ritos, e não de mediadores entre os deuses e o homem.

Ao contrário da ideia corrente no mundo pós-Iluminismo sobre a linearidade da vida (nascemos, envelhecemos e morremos), no druidismo como entre outras culturas da Antiguidade, a vida é um círculo ou uma espiral. O druidismo procurava buscar o equilíbrio, ligando a vida pessoal à fonte espiritual presente na Natureza, e dessa forma reconhecia oito períodos ao longo do ano sendo quatro solares (masculinos) e quatro lunares (femininos), marcados pelos rituais especiais.

A sabedoria druídica era composta de um vasto número de versos aprendidos de cor e conta-se que eram necessários cerca de 20 anos para que se completasse o ciclo de estudos dos aspirantes a druidas. Pode ter havido um centro de ensino druídico na ilha de Anglesey (Ynis Mon, em galês), mas nada se sabe sobre o que era ensinado ali. De sua literatura oral (cânticos filosóficos, fórmulas mágicas e encantamentos) nada restou, sequer em tradução. Mesmo as lendas consideradas druídicas chegaram até nós através do prisma da interpretação cristã, o que torna difícil determinar o seu sentido original.

As tradições que ainda existem do que seriam seus rituais, foram conservadas no meio rural e incluem a observância do Halloween (Samhaim), rituais de colheita, plantas e animais, baseados nos ciclos solar, lunar e outros. Tradições que seriam partilhadas pela cultura de povos vizinhos.

Segundo León Denis, o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares, e não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.

Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Druida