《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

Postagens por:
Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Eclipses normalmente são vistos como nefastos, mas não necessariamente são assim. Depende muito da natureza do eclipse em si, da Série Saros a que pertence e dos aspectos que faz no mapa individual. Na Astrologia Mundana sim, geralmente representam uma intensificação nos assuntos econômicos, políticos e sociais em geral, podendo representar cataclismos naturais, particularmente nas áreas geográficas em que ocorre o seu ápice, onde é visível. Este eclipse será parcialmente visível no Brasil, o que indica que sentiremos seus efeitos, parcialmente. Veja na imagem abaixo o caminho percorrido pelo eclipse. 
Com a Lua se renovando em Peixes numa lunação que também é eclipse, a vida nos convida a finalizar processos relacionados ao ano astrológico que finda com este ciclo. Mas também convida a lançar nossas intenções para uma vida de mais gentileza, de mais desprendimento e suavidade, de acreditar mais nos nossos sonhos, de incluir o elemento mágico e a fantasia na vida, enriquecendo nossa criatividade. Convida a diminuir as barreiras que nos separam do nosso irmão ali do lado, a derrubar os muros e os ismos, os rótulos e classificações, porque no fim, quando tudo termina, eles não servem mesmo para nada, são a verdadeira ilusão de uma dimensão que acreditamos que seja real, mas que está apenas testando se sabemos realmente discernir quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
Em Peixes somos instados a incluir aquela parte de nós que é caótica e louca, que é irremediavelmente desconectada do mundo chamado “real”, aquele lado sonhador que parece não fazer muito sentido, mas que nos alimenta, inspira e nos empurra pelos dias afora, enquanto cuidamos do cotidiano cinza… A Lua Nova nos convida a uma vida de gentileza e inclusão, porque quando incluímos o que estava excluído, curamos, pelo reconhecimento! Entretanto, o eclipse ocorre em conjunção ao Nodo Sul, um ponto de regressão, de passado, de desgaste e acomodação, então, também há um forte impulso de manifestação das qualidades negativas de Peixes. E como já dito acima, Lua, Sol e Netuno estão fundidos num abraço urobórico onde nada é distinguível ou separável. As qualidades da Lua e Sol em Peixes são potencializadas muitas vezes pela conjunção a Netuno, aquele que diminui as barreiras e dissolve o senso de ego, de eu, de separatividade. Então é preciso cautela com os escapismos, com as ilusões, com os anseios por sermos salvos por outros que não nós mesmos; é preciso vigiar o desejo de não-ser, que pode levar a impulsos destrutivos de auto-dissolvição, seja por álcool, drogas, fanatismos, desejos de se perder no outro, renúncia da própria responsabilidade… Enfim, há o risco de entrarmos numa bolha de fantasias douradas e nos negarmos a ver a realidade diante de nós… E olha que essa lunação tá acontecendo bem no meio do Carnaval aqui no Brasil…
A Série Saros 140, à qual pertence este eclipse, que é o evento número 29 de um total de 71, é uma série que traz um tom até bastante positivo. Bernadette Brady, astróloga inglesa especialista em eclipses, diz que “esta é uma família de eclipses que traz consigo um elemento de surpresas agradáveis. Felicidade repentina, um evento afortunado, um golpe de sorte, uma conquista de sorte. Os eventos que ocorrem podem mudar positivamente a vida da pessoa” (1). Ela diz isso porque no mapa natal da Série, que iniciou em 12 de abril de 1512, no Polo Sul, Sol e Lua fazem conjunção em Touro e a regente de Touro, Vênus, chamada a Pequena Benéfica, está em conjunção a Júpiter – o Grande Benéfico – em Peixes, signo de sua exaltação. No Ponto Médio entre a Lua Nova e a conjunção Vênus-Júpiter, está Urano, a 15° de Áries – Urano é o planeta das surpresas e das coisas inesperadas, que neste caso são consideradas agradáveis devido à natureza dos planetas envolvidos, Vênus e Júpiter. Assim, esta é uma família de eclipses que não é particularmente tensa ao tocar mapas individuais com aspectos positivos. Contudo, eclipses ocorrendo em quadratura ou oposição a planetas natais geralmente são tensos e representam desafios na área da casa natal e dos planetas envolvidos, assim como na/s casa/s regida/s pelo/s planeta/s.
Assim, se olharmos apenas a Série Saros 140 e a configuração do eclipse em si, poderíamos dizer que este é um eclipse de gentileza e bons augúrios. Entretanto, o mapa do eclipse traz algumas configurações bastante tensas, que não podem ser ignoradas porque envolvem o regente tradicional de Peixes, Júpiter, que trafega atualmente o signo de Libra. Júpiter está em oposição a Urano, o ponto alto de um ciclo que começou em 2010, no grau zero de Áries. Além disso, Júpiter também está em quadratura a Plutão, formando uma configuração de Cruz T ou T-Square Cardinal por boa parte do ano. E não podemos esquecer que Júpiter é o único planeta em Ar, é o líder de uma formação Tigela e ainda está retrógrado! Então, Júpiter tem um destaque muito importante nesse eclipse! O problema é que essa configuração é bastante tensa, tanto pela sua natureza quanto pelos planetas envolvidos. Júpiter em oposição a Urano pode se manifestar de forma muito criativa, trazendo oportunidades de nos liberarmos de coisas que nos limitam e nos seguram, inclusive crenças limitantes, mas, como o impulso de liberação é grande por demais e a própria energia envolvida é intensa e, sendo Urano um planeta imprevisível, pode também se manifestar de forma caótica, crítica e mesmo destrutiva.
 A presença de Plutão em Capricórnio na configuração sugere que a energia liberada deve provocar transformações profundas e cruciais, mesmo que a princípio haja uma demolição completa daquilo que é conhecido, das estruturas que sustentam nossa realidade. Como se não bastasse, Marte ativa e atiça esta configuração por aproximadamente duas semanas (de 15 de fevereiro até 03 de março, mais ou menos) e está em conjunção exata a Urano horas depois do eclipse, tornando plena a oposição a Júpiter já no dia seguinte. Marte adiciona mais impulso, energia, fogo e traz tudo para o plano pessoal… Marte é o planeta da vontade e agressividade, e quando se envolve nessa formação, torna-se o gatilho que dispara a situação que já estava armada. A presença de Marte nessa configuração também sugere uma vontade férrea, uma competitividade e desejo de ganhar a qualquer custo, alimentado por uma estamina fenomenal, mas que requer cautela devido à forte impulsividade, intenso egoísmo e imediatismo e muita inquietação e ansiedade, devido ao contato com Urano. Então, podemos dizer que sim, este eclipse tem um forte elemento de surpresa, de acontecimentos inesperados, mas nem todas as surpresas são assim tão agradáveis, sendo algumas delas até bastante ásperas e chocantes. De toda forma, o convite é claro: aproveitar a forte onda de liberação e deixar o tsunami levar o que não precisamos mais. Às vezes, quando não nos damos conta de nosso anseio por liberdade e independência, inconscientemente convocamos a outros para atuá-lo por nós, portanto, se o outro termina um relacionamento, ou se o chefe nos demite ou quaisquer outras situações parecidas, o melhor que fazemos é verificar se nós mesmos já não estávamos insatisfeitos com a situação.
Uma Lua Nova sempre simboliza o fim de um ciclo e o começo de outro. Uma Lua Nova “normal” finaliza um ciclo lunar de aproximadamente 29 dias. Mas uma lunação que também é eclipse finaliza ciclos mais longos, às vezes de até 18 anos! Podemos, pois aproveitar e simbolizar a finalização e encerramento de tudo o que não queremos mais na nossa vida, naquela área de vida em que o eclipse cai no mapa natal, para começar um ciclo mais construtivo e criativo. No caso, é preciso abrir mão dos comportamentos erráticos, irresponsáveis, acomodados, alienados, os anseios de que outros resolvem nossos problemas, as fantasias de que tais problemas se resolvam sem esforço, os desejos regressivos de escapar da realidade… Você entendeu o tom!
O Símbolo Sabiano para o grau 9 de Peixes (08°12’) traz uma imagem de dinamismo e competição, que ressalta a qualidade Marciana do mapa do eclipse: “Um jóquei estimula seu cavalo com a intenção de se distanciar de seus rivais”. Dane Rudhyar, autor do livro Uma Mandala Astrológica (2), que analisa os Símbolos Sabianos, nos lembra que este símbolo faz parte do Segundo Hemiciclo, que trata do processo de coletivização. O signo de Peixes é parte do ato relativo à Capitalização. Ele nota que o tom principal deste símbolo é a “intensa mobilização de energia e habilidade na busca pelo sucesso em qualquer performance social afetada pelo espírito competitivo”. Este símbolo, diz ele, indica a necessidade de concentrar todo o seu ser em direção à realização rápida de qualquer que seja o objetivo no qual você esteja empenhado. O que nos leva ao ponto do discernimento: com tais configurações ativas, este símbolo nos estimula a dar tudo de nós na realização dos objetivos, o que sugere estimular ainda mais a este Marte descabeçado… Apostar todas as fichas… E a cautela? Às favas com a cautela? Confesso que deu um nó na minha cabeça…
Contudo, Linda Hill (3) traz uma luz: “A corrida começou e talvez você sinta que está perto do fim, mas não há garantias de vitória. Embora seja hora de extrair toda a energia possível, certifique-se de que você não a gaste rápido demais correndo o risco de chegar a lugar nenhum ou de não realizar algo de valor duradouro”. Temos aqui enfatizados os temas da competitividade, como já está claro, além das ambições desmesuradas, dos desejos agressivos, desejos de melhoramento, exaltação – vale lembrar que o cavalo é um símbolo de Júpiter e da força instintiva, o que nos remete, novamente, à força deste planeta neste ciclo e à necessidade de dominar nossa natureza selvagem e instintiva, para que ela não venha em nosso detrimento, mas funcione a nosso favor. Como pontos negativos Linda Hill aponta para a possibilidade de sermos ambiciosos demais (Marte-Plutão), de galoparmos a toda velocidade prematuramente, de adotarmos medidas implacáveis querendo ganhar a qualquer custo e de nos precipitarmos horrivelmente, pondo tudo a perder… E aí temos uma repetição dos temas de Marte/Urano x Júpiter x Plutão. O fato é que o Símbolo Sabiano ressalta a qualidade Marciana deste mapa: ação, decisão, atitude e… Precipitação, temeridade, agressividade. E por isso mesmo demanda de nós mais cabeça fria e ponderação para definir em que direção nós vamos, onde iremos apostar nossas fichas e investir todas as nossas energias, para nem queimarmos a largada, nem nos perdermos das raias que nos levarão à vitória. De certa forma, o Símbolo Sabiano traz um tom positivo à configuração de Marte/Urano x Júpiter x Plutão SE soubermos tirar proveito dela… Do contrário, podemos meter os pés pelas mãos e ser a causa de nossa própria queda.
Para você ter ideia de como esse eclipse pode se manifestar na sua vida, primeiro verifique a casa do mapa natal onde ele acontece, ou seja a casa em que você tem o signo de Peixes; depois veja se faz aspectos com algum planeta ou ângulo do seu mapa – somente aspectos maiores: conjunção, quadratura, oposição e trígono (o sextil é menos perceptível), orbe de cerca de cinco graus, ou seja, planetas entre os graus 3 e 13 dos signos Mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), ou signos de Água para o trígono (Câncer e Escorpião). Vale a pena também fazer uma retrospectiva sobre a sua vida no período de 16 de fevereiro de 1999, que foi a última vez em que houve um eclipse da Série Saros 140 (naquele ano o eclipse ocorreu a 27° de Aquário), e 26 de fevereiro de 1998, que foi a última vez que houve um eclipse total do Sol próximo a esse grau em Peixes (no caso, o eclipse ocorreu a 07°55’). Outro detalhe importante a se notar, é que já tem algum tempo que os eclipses vêm ocorrendo no eixo Virgem-Peixes, portanto, o eixo de casas onde esse par de signos cai no seu mapa natal está sendo ativado desde abril de 2015 e Virgem-Peixes vem se alternando com o eixo Áries-Libra. Este eclipse terá duração total de duas horas e 59 minutos, o que significa que seus efeitos perdurarão por cerca de três anos, perdendo força conforme outros eclipses forem acontecendo, porque o eclipse de mais influência é sempre o mais recente.