Morte
Silenciosa madona da tristeza,
A morte abriu-me as catedrais radiosas,
Onde pairam as formas vaporosas
Do país ignorado da Beleza.
Num dilúvio de lírios e de rosas,
Filhos da luz de uma outra Natureza,
Que entornavam no espaço a sutileza
Dos incensos das naves harmoniosas!
Monja de olhar piedoso, calmo e austero,
Que traz à Terra um tênue reverbero
Da mansão das estrelas erradias...
Irmã da paz e da serenidade,
Que abriu meus olhos na imortalidade,
À esperança de todos os meus dias!
Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Poeta: Abel Gomes
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Silenciosa madona da tristeza,
A morte abriu-me as catedrais radiosas,
Onde pairam as formas vaporosas
Do país ignorado da Beleza.
Num dilúvio de lírios e de rosas,
Filhos da luz de uma outra Natureza,
Que entornavam no espaço a sutileza
Dos incensos das naves harmoniosas!
Monja de olhar piedoso, calmo e austero,
Que traz à Terra um tênue reverbero
Da mansão das estrelas erradias...
Irmã da paz e da serenidade,
Que abriu meus olhos na imortalidade,
À esperança de todos os meus dias!
Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Poeta: Abel Gomes
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
《Sense Atividade》
Morte Silenciosa madona da tristeza, A morte abriu-me as catedrais radiosas, Onde pairam as formas vaporosas Do país ignorado da Beleza. Num dilúvio de lírios e de rosas, Filhos da luz de uma outra Natureza, Que entornavam no espaço a sutileza Dos…
Este soneto de Abel Gomes trás um olhar lírico e bonito sobre esse fenômeno que ainda aterroriza a muitos - inclusive a nós, espíritas - que é a morte.
Como o soneto é um estilo de poema fixo e bastante conciso, as linhas de Abel Gomes descrevem a morte de uma beleza sem fim.
É claro que os olhos dos irmãos desencarnados em condições felizes ou, pelo menos, esclarecidos e em estágio de evolução mais avançado que o nosso permitem a eles enxergar melhor o que acontece do lado que ainda não temos condições de presenciar - a não ser por sonhos e outros processos de desprendimento do corpo.
Não que devamos desejar a morte, mas devemos passar a lidar com ela não somente como fenômeno natural, mas também como a possibilidade não somente de entender nossa encarnação, mas as ligações com cada um de nossos irmãos.
Não podemos nos esquecer de que a nossa verdadeira pátria é a Pátria Espiritual, da qual saímos e para a qual voltaremos.
Muita paz!
Como o soneto é um estilo de poema fixo e bastante conciso, as linhas de Abel Gomes descrevem a morte de uma beleza sem fim.
É claro que os olhos dos irmãos desencarnados em condições felizes ou, pelo menos, esclarecidos e em estágio de evolução mais avançado que o nosso permitem a eles enxergar melhor o que acontece do lado que ainda não temos condições de presenciar - a não ser por sonhos e outros processos de desprendimento do corpo.
Não que devamos desejar a morte, mas devemos passar a lidar com ela não somente como fenômeno natural, mas também como a possibilidade não somente de entender nossa encarnação, mas as ligações com cada um de nossos irmãos.
Não podemos nos esquecer de que a nossa verdadeira pátria é a Pátria Espiritual, da qual saímos e para a qual voltaremos.
Muita paz!