O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de três mil anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas, que sobrevive até os dias atuais, e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas. Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão Filhos de Israel. Os textos, tradições e valores do judaísmo influenciaram mais tarde outras religiões monoteístas, tais como o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá'í. Muitos aspectos do judaísmo também influenciaram, pela ética secular ocidental e pelo direito civil.
Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus ou foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria restante na Europa.
Os judeus podem ser divididos em 3 grupos. O judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica. O ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Os conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais "tradicional" de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido dos judeus. Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é voluntária. A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos.
Doutrinas
Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Uma comparação entre várias dessas formulações mostra um elevado grau de tolerância pelas diferentes perspectivas teológicas. O que se segue é um sumário das crenças judaicas. Uma discussão mais detalhada destas crenças, acompanhada por uma discussão sobre as suas origens, pode ser encontrada no artigo sobre os princípios de fé judaicos.
Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Uma comparação entre várias dessas formulações mostra um elevado grau de tolerância pelas diferentes perspectivas teológicas. O que se segue é um sumário das crenças judaicas. Uma discussão mais detalhada destas crenças, acompanhada por uma discussão sobre as suas origens, pode ser encontrada no artigo sobre os princípios de fé judaicos.
Monoteísmo
O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de Deus como criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece a outro que não seja Deus.
Conforme o relacionamento de Deus com Israel, o judaísmo enfatiza certos aspectos da divindade chamando-o por títulos diferenciados
O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de Deus como criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece a outro que não seja Deus.
Conforme o relacionamento de Deus com Israel, o judaísmo enfatiza certos aspectos da divindade chamando-o por títulos diferenciados
Revelação
O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração a geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por Deus aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.
A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o princípio do mosaísmo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.
O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração a geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por Deus aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.
A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o princípio do mosaísmo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.
Metafísica
Conceitos de vida e morte
O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanach não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruakh) para se referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.
Conceitos de vida e morte
O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanach não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruakh) para se referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.
Ressurreição e a vida além-morte
O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o Cativeiro Babilónico, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus.
Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.
Morte no judaísmo
A morte no judaísmo não tem um conceito fixo. As interpretações dos conceitos metafísicos e dos procedimentos a serem realizados, varia conforme as épocas e as interpretações das diversas correntes judaicas. Não há uniformidade quanto a crença e vida após morte, com perspectivas variando desde reencarnação até a mortalidade da alma.
Recebendo a notícia do falecimento
No judaísmo rabínico, ao se receber a notícia de um falecimento, a seguinte benção é recitada:
Transliteração: Baruch atá Ado-nai Eloheinu melech ha'olam, dayan ha-emet.
Tradução: Bendito sejas Tu, Senhor, nosso Deus, Rei do Universo, o Verdadeiro Juiz.
Há também o costume de se rasgar uma parte da roupa ao ouvir a notícia do falecimento de um parente próximo.[1] Judeus ortodoxos tem o costume de cortar a lapela do seu terno à esquerda, sobre o coração, enquanto não-ortodoxos podem cortar a gravata ou usar um botão com uma fita preta rasgada.
Chevra Kadisha
Chevra Kadisha é o nome dado à sociedade, em geral formada por homens e mulheres voluntários, responsáveis pela preparação do corpo do falecido para o enterro.
Funeral
O corpo é lavado e, dentro do possível, sepultado dentro de 24 horas após a morte. Tradicionalmente usa-se uma mortalha simples, branca, com um caixão sem enfeites ou verniz de madeira comum. O serviço fúnebre consiste na recitação da oração Kaddish em aramaico pelos parentes mais próximos e líderes religiosos.
Sepultamento
O corpo é sepultado em um jazigo simples, com lápide constando nome e símbolos religiosos.
O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o Cativeiro Babilónico, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus.
Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.
Morte no judaísmo
A morte no judaísmo não tem um conceito fixo. As interpretações dos conceitos metafísicos e dos procedimentos a serem realizados, varia conforme as épocas e as interpretações das diversas correntes judaicas. Não há uniformidade quanto a crença e vida após morte, com perspectivas variando desde reencarnação até a mortalidade da alma.
Recebendo a notícia do falecimento
No judaísmo rabínico, ao se receber a notícia de um falecimento, a seguinte benção é recitada:
Transliteração: Baruch atá Ado-nai Eloheinu melech ha'olam, dayan ha-emet.
Tradução: Bendito sejas Tu, Senhor, nosso Deus, Rei do Universo, o Verdadeiro Juiz.
Há também o costume de se rasgar uma parte da roupa ao ouvir a notícia do falecimento de um parente próximo.[1] Judeus ortodoxos tem o costume de cortar a lapela do seu terno à esquerda, sobre o coração, enquanto não-ortodoxos podem cortar a gravata ou usar um botão com uma fita preta rasgada.
Chevra Kadisha
Chevra Kadisha é o nome dado à sociedade, em geral formada por homens e mulheres voluntários, responsáveis pela preparação do corpo do falecido para o enterro.
Funeral
O corpo é lavado e, dentro do possível, sepultado dentro de 24 horas após a morte. Tradicionalmente usa-se uma mortalha simples, branca, com um caixão sem enfeites ou verniz de madeira comum. O serviço fúnebre consiste na recitação da oração Kaddish em aramaico pelos parentes mais próximos e líderes religiosos.
Sepultamento
O corpo é sepultado em um jazigo simples, com lápide constando nome e símbolos religiosos.
Cabala
Kabbalah(em hebraico: קַבָּלָה, literalmente "receber/tradição"; também romanizada como Cabala, Qabbālâ, etc.; transliterações diferentes agora tendem a denotar tradições alternativas[1]) é um método esotérico, disciplina e escola de pensamento que se originou no judaísmo. Um cabalista tradicional no judaísmo é chamado de Mekubal (em hebraico: מְקוּבָל).
Definições da cabala variam de acordo com a tradição e objetivos daqueles que lhe seguem, a partir de sua origem religiosa, como parte integrante do judaísmo, a sua posterior cabala cristã, Nova Era, e adaptações sincréticas ocultistas. A Cabala é um conjunto de ensinamentos esotéricos feitos para explicar a relação entre um imutável, eterno e misterioso Ain Soph (sem limites) e o universo mortal e finito (criação de Deus). Embora seja muito usado por algumas denominações, não é uma denominação religiosa em si. Ele forma os fundamentos da interpretação religiosa mística. A Cabala procura definir a natureza do universo e do ser humano, a natureza e o propósito da existência, e diversas outras questões ontológicas. Também apresenta métodos para auxiliar a compreensão desses conceitos e, assim, atingir a realização espiritual.
A cabala originalmente se desenvolveu dentro do domínio do pensamento judaico, e cabalistas costumam usar fontes judaicas clássicas para explicar e demonstrar os seus ensinamentos esotéricos. Esses ensinamentos são mantidos pelos seguidores do judaísmo para definir o significado interno, tanto da Bíblia hebraica e da literatura rabínica tradicional e sua dimensão transmitida anteriormente escondida, bem como de explicar o significado das observâncias religiosas judaicas.
Os praticantes tradicionais acreditam que suas origens pré-datam as religiões do mundo, formando o modelo primordial para filosofias de criação, as religiões, as ciências, a arte, e sistemas políticos. Historicamente, a cabala surgiu, depois de formas anteriores de misticismo judaico, nos séculos 12 e 13, no Sul da França e da Espanha, tornando-se reinterpretadas no renascimento místico judeu da Palestina otomana, no século XVI. Foi popularizado na forma de judaísmo hassídico do século XVIII em diante. O interesse do século XX pela cabala tem inspirado a renovação judaica denominacional da cruz e contribuindo para a mais ampla espiritualidade contemporânea não-judaica, assim como envolver seu surgimento florescente e histórico re-destacado através da investigação acadêmica recém-criada.
Kabbalah(em hebraico: קַבָּלָה, literalmente "receber/tradição"; também romanizada como Cabala, Qabbālâ, etc.; transliterações diferentes agora tendem a denotar tradições alternativas[1]) é um método esotérico, disciplina e escola de pensamento que se originou no judaísmo. Um cabalista tradicional no judaísmo é chamado de Mekubal (em hebraico: מְקוּבָל).
Definições da cabala variam de acordo com a tradição e objetivos daqueles que lhe seguem, a partir de sua origem religiosa, como parte integrante do judaísmo, a sua posterior cabala cristã, Nova Era, e adaptações sincréticas ocultistas. A Cabala é um conjunto de ensinamentos esotéricos feitos para explicar a relação entre um imutável, eterno e misterioso Ain Soph (sem limites) e o universo mortal e finito (criação de Deus). Embora seja muito usado por algumas denominações, não é uma denominação religiosa em si. Ele forma os fundamentos da interpretação religiosa mística. A Cabala procura definir a natureza do universo e do ser humano, a natureza e o propósito da existência, e diversas outras questões ontológicas. Também apresenta métodos para auxiliar a compreensão desses conceitos e, assim, atingir a realização espiritual.
A cabala originalmente se desenvolveu dentro do domínio do pensamento judaico, e cabalistas costumam usar fontes judaicas clássicas para explicar e demonstrar os seus ensinamentos esotéricos. Esses ensinamentos são mantidos pelos seguidores do judaísmo para definir o significado interno, tanto da Bíblia hebraica e da literatura rabínica tradicional e sua dimensão transmitida anteriormente escondida, bem como de explicar o significado das observâncias religiosas judaicas.
Os praticantes tradicionais acreditam que suas origens pré-datam as religiões do mundo, formando o modelo primordial para filosofias de criação, as religiões, as ciências, a arte, e sistemas políticos. Historicamente, a cabala surgiu, depois de formas anteriores de misticismo judaico, nos séculos 12 e 13, no Sul da França e da Espanha, tornando-se reinterpretadas no renascimento místico judeu da Palestina otomana, no século XVI. Foi popularizado na forma de judaísmo hassídico do século XVIII em diante. O interesse do século XX pela cabala tem inspirado a renovação judaica denominacional da cruz e contribuindo para a mais ampla espiritualidade contemporânea não-judaica, assim como envolver seu surgimento florescente e histórico re-destacado através da investigação acadêmica recém-criada.
Judeus
Um judeu (em hebraico: יְהוּדִי, transl. Yehudi, no singular; יְהוּדִים, Yehudim, no plural; ladino: ג׳ודיו, Djudio, sing.; ג׳ודיוס, Djudios, pl.; iídiche: ייִד, Yid, sing.; ייִדן, Yidn, pl.) é um membro do grupo étnico e religioso originado nas Tribos de Israel ou hebreus do Antigo Oriente. O grupo étnico e a religião judaica, a fé tradicional da nação judia, são fortemente inter-relacionados, e pessoas convertidas para o judaísmo foram incluídas no povo judeu e judeus convertidos para outras religiões foram excluídos do povo judeu durante séculos.
Os judeus reclamam que ao longo dos séculos vem sendo alvo de uma longa história de perseguições em várias terras, resultando numa população que teve frequentemente sua distribuição demográfica alterada ao longo dos séculos. A maioria das autoridades coloca o número de judeus entre 12 e 14 milhões, representando 0,2% da atual população mundial estimada. De acordo com a Agência Judia para Israel, no ano de 2007 havia 13,2 milhões de judeus mundialmente; 5,4 milhões (40,9%) em Israel, 5,3 milhões (40,2%) nos Estados Unidos, e o resto distribuído em comunidades de vários tamanhos no mundo inteiro. Esses números incluem todos aqueles que se consideram judeus se afiliados ou não e, com a exceção da população judia de Israel, não inclui aqueles que não se consideram judeus ou que não são judeus por halachá. A população total mundial judia, entretanto, é difícil de medir. Além das considerações haláhicas, há fatores seculares, políticos e identificações ancestrais definindo quem é judeu e que aumentam o quadro consideravelmente. Mais precisamente, segundo os censos divulgados nas enciclopédias Britannica e Mirador (Barsa) (edições 1957, 1960, 1967), logo após a segunda grande guerra, de sua totalidade, restaram apenas 200.000 indivíduos.
Etimologia
A palavra "judeu" originalmente era usada para designar aos filhos de Judá, filho de Jacó, posteriormente foi designado aos nascidos na Judeia. Depois da libertação do cativeiro da Babilônia, os hebreus começaram a ser chamados de judeus. A palavra portuguesa "judeu" se origina do latim judaeu e do grego ioudaîos. Ambas palavras vêm do aramaico, יהודי, pronuncia-se "iahude". O primeiro registro do vocábulo em português foi no ano de 1018.
Palavras etimologicamente semelhantes são usadas em outras línguas, tais como jew (inglês), jude (alemão), jøde (dinamarquês), يهودي ou yahudi (árabe). No entanto, variações da palavra "hebreu" também são usadas para designar um judeu, como acontece em ebreo (italiano), еврей ou yevrey (russo), εβραίος ou εvraios (grego moderno) e evreu (romeno). Em turco, a palavra usada é musevi, derivada de Moisés.
Um judeu (em hebraico: יְהוּדִי, transl. Yehudi, no singular; יְהוּדִים, Yehudim, no plural; ladino: ג׳ודיו, Djudio, sing.; ג׳ודיוס, Djudios, pl.; iídiche: ייִד, Yid, sing.; ייִדן, Yidn, pl.) é um membro do grupo étnico e religioso originado nas Tribos de Israel ou hebreus do Antigo Oriente. O grupo étnico e a religião judaica, a fé tradicional da nação judia, são fortemente inter-relacionados, e pessoas convertidas para o judaísmo foram incluídas no povo judeu e judeus convertidos para outras religiões foram excluídos do povo judeu durante séculos.
Os judeus reclamam que ao longo dos séculos vem sendo alvo de uma longa história de perseguições em várias terras, resultando numa população que teve frequentemente sua distribuição demográfica alterada ao longo dos séculos. A maioria das autoridades coloca o número de judeus entre 12 e 14 milhões, representando 0,2% da atual população mundial estimada. De acordo com a Agência Judia para Israel, no ano de 2007 havia 13,2 milhões de judeus mundialmente; 5,4 milhões (40,9%) em Israel, 5,3 milhões (40,2%) nos Estados Unidos, e o resto distribuído em comunidades de vários tamanhos no mundo inteiro. Esses números incluem todos aqueles que se consideram judeus se afiliados ou não e, com a exceção da população judia de Israel, não inclui aqueles que não se consideram judeus ou que não são judeus por halachá. A população total mundial judia, entretanto, é difícil de medir. Além das considerações haláhicas, há fatores seculares, políticos e identificações ancestrais definindo quem é judeu e que aumentam o quadro consideravelmente. Mais precisamente, segundo os censos divulgados nas enciclopédias Britannica e Mirador (Barsa) (edições 1957, 1960, 1967), logo após a segunda grande guerra, de sua totalidade, restaram apenas 200.000 indivíduos.
Etimologia
A palavra "judeu" originalmente era usada para designar aos filhos de Judá, filho de Jacó, posteriormente foi designado aos nascidos na Judeia. Depois da libertação do cativeiro da Babilônia, os hebreus começaram a ser chamados de judeus. A palavra portuguesa "judeu" se origina do latim judaeu e do grego ioudaîos. Ambas palavras vêm do aramaico, יהודי, pronuncia-se "iahude". O primeiro registro do vocábulo em português foi no ano de 1018.
Palavras etimologicamente semelhantes são usadas em outras línguas, tais como jew (inglês), jude (alemão), jøde (dinamarquês), يهودي ou yahudi (árabe). No entanto, variações da palavra "hebreu" também são usadas para designar um judeu, como acontece em ebreo (italiano), еврей ou yevrey (russo), εβραίος ou εvraios (grego moderno) e evreu (romeno). Em turco, a palavra usada é musevi, derivada de Moisés.
Ciclo de vida judaico
Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual da circuncisão.
Zeved habat - As boas-vindas dos bebés do sexo feminino na tradição sefardita.
B'nai Mitzvá - A celebração da chegada de uma criança à maioridade, e por se tornar responsável, daí em diante, por seguir uma vida judaica e por seguir a halakhá.
Casamento judaico
Shiv'á - O judaísmo tem práticas de luto em várias etapas. À primeira etapa (observada durante uma semana) chama-se shiv'á, à segunda (observada durante um mês) chama-se sheloshim e, para aqueles que perderam um dos progenitores, existe uma terceira etapa, a avelut yod bet chódesh, que é observada durante um ano.
Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual da circuncisão.
Zeved habat - As boas-vindas dos bebés do sexo feminino na tradição sefardita.
B'nai Mitzvá - A celebração da chegada de uma criança à maioridade, e por se tornar responsável, daí em diante, por seguir uma vida judaica e por seguir a halakhá.
Casamento judaico
Shiv'á - O judaísmo tem práticas de luto em várias etapas. À primeira etapa (observada durante uma semana) chama-se shiv'á, à segunda (observada durante um mês) chama-se sheloshim e, para aqueles que perderam um dos progenitores, existe uma terceira etapa, a avelut yod bet chódesh, que é observada durante um ano.
Vida comunitária
Vida comunitária judaica é o nome dado à organização das diferentes comunidades judaicas no mundo. Há variações de locais e costumes mas geralmente as comunidades contam com um sistema de regras comunais e religiosas, um conselho para julgamento e um centro comunal com local para estudo. No entanto, a família é considerada o principal elemento da vida comunitária judaica, o que ao lado do mandamento de Crescei e multiplicai leva ao desestímulo de práticas ascéticas como o celibato apesar da existência através da história de algumas seitas judaicas que promovessem esta renúncia.
Vida comunitária judaica é o nome dado à organização das diferentes comunidades judaicas no mundo. Há variações de locais e costumes mas geralmente as comunidades contam com um sistema de regras comunais e religiosas, um conselho para julgamento e um centro comunal com local para estudo. No entanto, a família é considerada o principal elemento da vida comunitária judaica, o que ao lado do mandamento de Crescei e multiplicai leva ao desestímulo de práticas ascéticas como o celibato apesar da existência através da história de algumas seitas judaicas que promovessem esta renúncia.
Sinagoga
Sinagoga ou esnoga é o local de culto da religião judaica, possui como o seu objeto central a Arca da Torá. O serviço religioso da sinagoga, quando se forma um quórum, é feito todos os dias, sendo que alguns envolvem leituras da Torá, cujos rolos são retirados da Arca (heikhal) e transportados até o púlpito (Tebá).
Etimologia
O termo "sinagoga" tem origem na palavra grega συναγωγή, composta de σύν [sýn], “com, junto”, e ἄγω ['ago], “conduta, educação”, cujo significado amplo seria "assembleia".
Em língua hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילה, beit tefila, ou seja, "casa de oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
Origem histórica
Por volta de 587 a.C., o Reino de Judá foi conquistado pelos Babilónios e sua população dispersa. Depois do regresso do exílio na Babilônia que o judaísmo começou a se desenvolver, com o culto a centrar-se na sinagoga, um hábito adquirido na Babilônia devido à inexistência de um templo. A sinagoga passou a funcionar como um ponto de encontro dos judeus para as orações e para a leitura das Escrituras.
A sinagoga não se limita ao prédio. As reuniões religiosas dos fariseus no judaísmo pós-destruição do templo eram feitas em casas privadas, e ainda há sinagogas que reúnem-se em casas privadas. Naquele período a instituição da sinagoga popularizou-se. No século I da era comum havia cerca de 394 ou 480 na região de Jerusalém somente. A sinagoga mais antiga a ter um registro seria aquela de Jericó, perto das ruínas de um palácio Hasmoneus, descoberta junta a uma piscina de mikvah perto do Kelt Wadi pelo professor Ehud Netzer e primeira do século aC. Após a destruição do templo pelos romanos em 70 dC, houve a proibição de erguer sinagogas na Palestina. Não obstante, há na região cerca de cem ruínas de sinagogas do período do segundo templo e dos primeiros séculos da era comum, como a notável Sinagoga de Cafarnaum.
Além do judaísmo rabínico, as sinagogas inspiraram locais de culto de outras religiões nascidas do mesmo período, como as sinagogas samaritanas, igrejas cristãs e kenesa caraítas.
Segundo descobertas arqueológicas recentes, a primeira sinagoga fundada nas Américas foi a Sinagoga Kahal Zur Israel, construída no Brasil em 1637 e cujas antigas ruínas encontram-se cuidadosamente preservadas na cidade de Recife, no mesmo local onde foi posteriormente construído o Centro Cultural Judaico do Estado de Pernambuco.
Sinagoga ou esnoga é o local de culto da religião judaica, possui como o seu objeto central a Arca da Torá. O serviço religioso da sinagoga, quando se forma um quórum, é feito todos os dias, sendo que alguns envolvem leituras da Torá, cujos rolos são retirados da Arca (heikhal) e transportados até o púlpito (Tebá).
Etimologia
O termo "sinagoga" tem origem na palavra grega συναγωγή, composta de σύν [sýn], “com, junto”, e ἄγω ['ago], “conduta, educação”, cujo significado amplo seria "assembleia".
Em língua hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילה, beit tefila, ou seja, "casa de oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
Origem histórica
Por volta de 587 a.C., o Reino de Judá foi conquistado pelos Babilónios e sua população dispersa. Depois do regresso do exílio na Babilônia que o judaísmo começou a se desenvolver, com o culto a centrar-se na sinagoga, um hábito adquirido na Babilônia devido à inexistência de um templo. A sinagoga passou a funcionar como um ponto de encontro dos judeus para as orações e para a leitura das Escrituras.
A sinagoga não se limita ao prédio. As reuniões religiosas dos fariseus no judaísmo pós-destruição do templo eram feitas em casas privadas, e ainda há sinagogas que reúnem-se em casas privadas. Naquele período a instituição da sinagoga popularizou-se. No século I da era comum havia cerca de 394 ou 480 na região de Jerusalém somente. A sinagoga mais antiga a ter um registro seria aquela de Jericó, perto das ruínas de um palácio Hasmoneus, descoberta junta a uma piscina de mikvah perto do Kelt Wadi pelo professor Ehud Netzer e primeira do século aC. Após a destruição do templo pelos romanos em 70 dC, houve a proibição de erguer sinagogas na Palestina. Não obstante, há na região cerca de cem ruínas de sinagogas do período do segundo templo e dos primeiros séculos da era comum, como a notável Sinagoga de Cafarnaum.
Além do judaísmo rabínico, as sinagogas inspiraram locais de culto de outras religiões nascidas do mesmo período, como as sinagogas samaritanas, igrejas cristãs e kenesa caraítas.
Segundo descobertas arqueológicas recentes, a primeira sinagoga fundada nas Américas foi a Sinagoga Kahal Zur Israel, construída no Brasil em 1637 e cujas antigas ruínas encontram-se cuidadosamente preservadas na cidade de Recife, no mesmo local onde foi posteriormente construído o Centro Cultural Judaico do Estado de Pernambuco.
Organização
As sinagogas geralmente possuem uma comissão administrativa. Uma comissão ad hoc de três membros adultos, com profundo conhecimento da halacá, formam o Bet Din, para exercer funções judiciárias. Um presidente leigo da congregação, chamado em hebraico de rosh haknesset [9], pode presidir sobre a disciplina, finanças, supervisão dos empregados, com o apoio de anciãos que formam um conselho, os parnas. Um bedel, o gabbai, é responsável pela manutenção e providenciar elementos dos serviços. Os serviços são presididos e cantados por um Chazan ou cantor. Hodiernamente tornou-se comum contratar rabinos para exercer funções congregacionais em uma sinagoga.
Arranjos interiores
Todas as sinagogas possuem um tebá, uma mesa central de onde a Torá é lida e outras orações são presididas. Oposto a ela encontra-se a arca dos rolos da Torá, chamado em hebraico de heikhal, posicionada para o Monte do Templo em Jerusalém.
Muitas sinagogas mantém uma lâmpada (ner tamid) acesa continuamente, além de menorás. Embora as sinagogas possam ser decoradas, retratos tridimensionais são vistos como violação da Torá.
Os assentos são geralmente arranjados ao redor da tebá e da arca. Em sinagogas ortodoxas se observam o mechitzah, separação de gêneros. As mulheres ou ficam em balcões, alas separadas com barreiras, fundos ou assentos designados, distintos dos homens.
Alguns elementos são opcionais. Há em várias sinagogas um dossel, sob o qual são realizado cerimônias matrimoniais. Algumas sinagogas preservam um assento reservado ao profeta Elias. Os arquivos das sinagogas, genizas, são importantes fontes para a preservação da história judia.
Salvo raríssimas exceções (como a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão), não há órgãos ou outros instrumentos musicais nas sinagogas ortodoxas. Em sinagogas reformadas e liberais passou ser comum o uso de música instrumental nos serviços.
As sinagogas geralmente possuem uma comissão administrativa. Uma comissão ad hoc de três membros adultos, com profundo conhecimento da halacá, formam o Bet Din, para exercer funções judiciárias. Um presidente leigo da congregação, chamado em hebraico de rosh haknesset [9], pode presidir sobre a disciplina, finanças, supervisão dos empregados, com o apoio de anciãos que formam um conselho, os parnas. Um bedel, o gabbai, é responsável pela manutenção e providenciar elementos dos serviços. Os serviços são presididos e cantados por um Chazan ou cantor. Hodiernamente tornou-se comum contratar rabinos para exercer funções congregacionais em uma sinagoga.
Arranjos interiores
Todas as sinagogas possuem um tebá, uma mesa central de onde a Torá é lida e outras orações são presididas. Oposto a ela encontra-se a arca dos rolos da Torá, chamado em hebraico de heikhal, posicionada para o Monte do Templo em Jerusalém.
Muitas sinagogas mantém uma lâmpada (ner tamid) acesa continuamente, além de menorás. Embora as sinagogas possam ser decoradas, retratos tridimensionais são vistos como violação da Torá.
Os assentos são geralmente arranjados ao redor da tebá e da arca. Em sinagogas ortodoxas se observam o mechitzah, separação de gêneros. As mulheres ou ficam em balcões, alas separadas com barreiras, fundos ou assentos designados, distintos dos homens.
Alguns elementos são opcionais. Há em várias sinagogas um dossel, sob o qual são realizado cerimônias matrimoniais. Algumas sinagogas preservam um assento reservado ao profeta Elias. Os arquivos das sinagogas, genizas, são importantes fontes para a preservação da história judia.
Salvo raríssimas exceções (como a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão), não há órgãos ou outros instrumentos musicais nas sinagogas ortodoxas. Em sinagogas reformadas e liberais passou ser comum o uso de música instrumental nos serviços.
Cherem
O Chérem é a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica. É a exclusão total da pessoa da comunidade judaica. Excepto em casos raros que tiveram lugar entre os judeus ultra-ortodoxos, o cherem deixou de se praticar depois do Iluminismo, quando as comunidades judaicas locais perderam a autonomia de que dispunham anteriormente e os judeus foram integrados nas nações gentias em que viviam.
O Chérem é a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica. É a exclusão total da pessoa da comunidade judaica. Excepto em casos raros que tiveram lugar entre os judeus ultra-ortodoxos, o cherem deixou de se praticar depois do Iluminismo, quando as comunidades judaicas locais perderam a autonomia de que dispunham anteriormente e os judeus foram integrados nas nações gentias em que viviam.
Cultura
Cultura judaica lida com os diversos aspectos culturais das comunidades judaicas, oriundos da prática do judaísmo, de sua integração aos diversos povos e culturas no mundo, assim como assimilação dos costumes destes. Entre os principais aspectos da cultura judaica podemos enfatizar os idiomas, as vestimentas e a alimentação (Cashrut).
Vestimentas
O judaísmo possui algumas tradições religiosas e culturais em relação à vestimentas, dentre as quais podemos destacar:
Kipá são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de "temor a Deus" são semelhantes ao solidéu usado por Bispos Católicos e pelo Papa .
Tefilin é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual presa a uma tira de couro de animal kasher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos filactérios (Shemá Israel, Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá).
Tzitzit é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de lembrança dos mandamentos de Deus.
Cultura judaica lida com os diversos aspectos culturais das comunidades judaicas, oriundos da prática do judaísmo, de sua integração aos diversos povos e culturas no mundo, assim como assimilação dos costumes destes. Entre os principais aspectos da cultura judaica podemos enfatizar os idiomas, as vestimentas e a alimentação (Cashrut).
Vestimentas
O judaísmo possui algumas tradições religiosas e culturais em relação à vestimentas, dentre as quais podemos destacar:
Kipá são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de "temor a Deus" são semelhantes ao solidéu usado por Bispos Católicos e pelo Papa .
Tefilin é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual presa a uma tira de couro de animal kasher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos filactérios (Shemá Israel, Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá).
Tzitzit é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de lembrança dos mandamentos de Deus.
Calendário judaico
Calendário judaico ou hebraico (do hebraico: הלוח העברי) é o nome do calendário utilizado dentro do judaísmo. O povo de Israel utiliza o calendário lunissolar há mais de 3 milênios para determinação das datas de aniversário, falecimento, casamento, festividades, serviços religiosos e outros eventos da comunidade. O calendário hebraico é um calendário do tipo lunissolar cujos meses são baseados nos ciclos da Lua, enquanto o ano é adaptado regularmente de acordo com o ciclo solar. Por isso ele é composto alternadamente por anos de 12 ou 13 meses.
Origem
De acordo com John Jackson e James Ussher, o calendário usado pelos antigos hebreus, a partir do Êxodo, era um calendário solar, baseado no calendário egípcio, com um ano composto de doze meses de trinta dias, com cinco ou seis dias intercalares, para sincronizar o ano com as estações. De acordo com A Bíblia Hebraica, ou Tanach, a contagem dos meses se dava a partir das fases da Lua desde o Êxodo. Não existe evidência de que os hebreus usassem meses lunares antes do cativeiro na Babilônia. O calendário religioso se iniciava no equinócio vernal, e o calendário civil, como no calendário egípcio, no equinócio de outono. O primeiro mês do calendário religioso e o sétimo do calendário civil era Abib (ou Nisan).
Este calendário antigo tinha os seguintes meses:
nisan - começo em 26 de abril
iyar - começo em 26 de maio
sivan - começo em 26 de junho
thamuz - começo em 26 de julho
ab - começo em 26 de agosto
elul - começo em 26 de setembro
tisri - começo em 26 de outubro
marchesvan - começo em 26 de novembro
casleu - começo em 26 de dezembro
tebeth - começo em 26 de janeiro
shebat - começo em 26 de fevereiro
adar - começo em 26 de março
5 dias intercalares - total de 365 dias
Provavelmente o calendário lunissolar foi adotado pelos judeus a partir do calendário grego, antes dos judeus serem dominados pelos gregos. Neste calendário lunissolar, torna-se necessário o uso do mês intercalar, adicionado durante a estação da primavera.
O mês no calendário judaico
Mês em hebraico - חודש, deriva do radical da palavra 'novo' חדש. Isto se dá porque o primeiro dia de cada mês é sempre o primeiro dia de Lua nova. Isso é uma determinação encontrada na Torá (no livro de Shemot). Esta é uma regra lógica já que é a única fase da Lua que pode ser determinada com precisão sem a necessidade de nenhum instrumento ou conhecimento maior de astronomia. No auge da Lua nova, ela desaparece completamente e, no dia seguinte, vemos uma pequena listra branca ao olharmos para o ocidente poucos minutos após o pôr do sol - o que determina precisamente o primeiro dia do mês judaico.
Nos tempos bíblicos a determinação do começo do mês era realizada pela observação direta de testemunhas designadas para este fim, método seguido pelos caraítas até os dias de hoje, os quais determinam o primeiro mês do ano como abib. Hoje em dia segue-se um cálculo o qual já leva em conta outros parâmetros religiosos adicionados por rabinos da época do Talmud.
O ciclo lunar é de aproximadamente 29 dias e meio, o que gera uma alternação de meses com 29 ou 30 dias. A duração média de um mês hebreu é de 29.530594 dias, muito próximo ao mês sinódico (entre duas Luas novas).
Meses de cheshvan e kislev
No calendário judaico atual, os meses são fixados por um cálculo complexo que leva em conta mais uma série de fatores, como por exemplo, a determinação talmúdica de que o primeiro dia do ano não pode cair nem num domingo, nem numa quarta-feira nem numa sexta-feira - ou outras regras ligadas ao horário exato da Lua nova. Para uma maior flexibilidade no calendário, foi determinado que os meses de cheshvan (segundo mês) e de kislev (terceiro mês) podem ter ou 29 ou 30 dias, de acordo com o ajuste necessário para o começo do ano seguinte.
Calendário judaico ou hebraico (do hebraico: הלוח העברי) é o nome do calendário utilizado dentro do judaísmo. O povo de Israel utiliza o calendário lunissolar há mais de 3 milênios para determinação das datas de aniversário, falecimento, casamento, festividades, serviços religiosos e outros eventos da comunidade. O calendário hebraico é um calendário do tipo lunissolar cujos meses são baseados nos ciclos da Lua, enquanto o ano é adaptado regularmente de acordo com o ciclo solar. Por isso ele é composto alternadamente por anos de 12 ou 13 meses.
Origem
De acordo com John Jackson e James Ussher, o calendário usado pelos antigos hebreus, a partir do Êxodo, era um calendário solar, baseado no calendário egípcio, com um ano composto de doze meses de trinta dias, com cinco ou seis dias intercalares, para sincronizar o ano com as estações. De acordo com A Bíblia Hebraica, ou Tanach, a contagem dos meses se dava a partir das fases da Lua desde o Êxodo. Não existe evidência de que os hebreus usassem meses lunares antes do cativeiro na Babilônia. O calendário religioso se iniciava no equinócio vernal, e o calendário civil, como no calendário egípcio, no equinócio de outono. O primeiro mês do calendário religioso e o sétimo do calendário civil era Abib (ou Nisan).
Este calendário antigo tinha os seguintes meses:
nisan - começo em 26 de abril
iyar - começo em 26 de maio
sivan - começo em 26 de junho
thamuz - começo em 26 de julho
ab - começo em 26 de agosto
elul - começo em 26 de setembro
tisri - começo em 26 de outubro
marchesvan - começo em 26 de novembro
casleu - começo em 26 de dezembro
tebeth - começo em 26 de janeiro
shebat - começo em 26 de fevereiro
adar - começo em 26 de março
5 dias intercalares - total de 365 dias
Provavelmente o calendário lunissolar foi adotado pelos judeus a partir do calendário grego, antes dos judeus serem dominados pelos gregos. Neste calendário lunissolar, torna-se necessário o uso do mês intercalar, adicionado durante a estação da primavera.
O mês no calendário judaico
Mês em hebraico - חודש, deriva do radical da palavra 'novo' חדש. Isto se dá porque o primeiro dia de cada mês é sempre o primeiro dia de Lua nova. Isso é uma determinação encontrada na Torá (no livro de Shemot). Esta é uma regra lógica já que é a única fase da Lua que pode ser determinada com precisão sem a necessidade de nenhum instrumento ou conhecimento maior de astronomia. No auge da Lua nova, ela desaparece completamente e, no dia seguinte, vemos uma pequena listra branca ao olharmos para o ocidente poucos minutos após o pôr do sol - o que determina precisamente o primeiro dia do mês judaico.
Nos tempos bíblicos a determinação do começo do mês era realizada pela observação direta de testemunhas designadas para este fim, método seguido pelos caraítas até os dias de hoje, os quais determinam o primeiro mês do ano como abib. Hoje em dia segue-se um cálculo o qual já leva em conta outros parâmetros religiosos adicionados por rabinos da época do Talmud.
O ciclo lunar é de aproximadamente 29 dias e meio, o que gera uma alternação de meses com 29 ou 30 dias. A duração média de um mês hebreu é de 29.530594 dias, muito próximo ao mês sinódico (entre duas Luas novas).
Meses de cheshvan e kislev
No calendário judaico atual, os meses são fixados por um cálculo complexo que leva em conta mais uma série de fatores, como por exemplo, a determinação talmúdica de que o primeiro dia do ano não pode cair nem num domingo, nem numa quarta-feira nem numa sexta-feira - ou outras regras ligadas ao horário exato da Lua nova. Para uma maior flexibilidade no calendário, foi determinado que os meses de cheshvan (segundo mês) e de kislev (terceiro mês) podem ter ou 29 ou 30 dias, de acordo com o ajuste necessário para o começo do ano seguinte.
Anos
O ano judaico deve ser periodicamente ajustado ao ciclo solar devido à determinação da Torá de que o mês de nissan deve cair sempre na primavera (de Israel-hemisfério norte), ou mais precisamente, de acordo com a determinação dos rabinos da época do Talmud - o equinócio da primavera tem que estar dentro do mês de nissan.
O ciclo de ajustes é de dezenove anos.
Para este ajuste precisamos determinar a diferença de dias entre um ano solar (aproximadamente 365 dias e 6 horas) e o período de 12 meses lunares (aproximadamente 354 dias): ele equivale aproximadamente a 11 dias e 6 horas. Ou seja, a cada 2 ou 3 anos é necessário acrescentar um mês de 29 dias. Isso gera dois tipos de anos:
Anos comuns
Os anos são classificados como comuns ou normais quando eles são formados por 12 meses.
Os anos comuns, devido a varição de dias dos meses de cheshvan e kislev, podem contar com 353, 354 ou 355 dias.
Anos embolísticos
Anos embolísticos ou longos têm uma duração de 383, 384 ou 385dias. Esses anos ocorrem sete vezes dentro de um ciclo de 19 anos, nos anos 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º e têm um mês a mais, o chamado mês veadar (ou Adar II (Lê-se adar bet)).[carece de fontes] Esse mês, quando existe, vem depois de adar (aí chamado adar I).
As variações dos anos normais (com 353, 354 ou 355 dias) e embolísticos (com 383, 384 ou 385 dias) são chamados respectivamente de deficiente, regular, completo.
A datação do ano atual
De acordo com a tradição judaica, a contagem do tempo é feita a partir da criação de Adão. Conforme esta tradição, os dias se iniciaram ao pôr do sol de quinta-feira (Yom Shishi), 07 de outubro de 3761 a.C.[8] Ver controvérsia no início da página quanto ao dia da semana. Para o cálculo do ano judaico, basta acrescentar 3760 ao ano do calendário gregoriano (levando em consideração que nos meses de setembro/outubro, começo do ano judaico, se acrescenta um a mais ao ano corrente).
O ano judaico deve ser periodicamente ajustado ao ciclo solar devido à determinação da Torá de que o mês de nissan deve cair sempre na primavera (de Israel-hemisfério norte), ou mais precisamente, de acordo com a determinação dos rabinos da época do Talmud - o equinócio da primavera tem que estar dentro do mês de nissan.
O ciclo de ajustes é de dezenove anos.
Para este ajuste precisamos determinar a diferença de dias entre um ano solar (aproximadamente 365 dias e 6 horas) e o período de 12 meses lunares (aproximadamente 354 dias): ele equivale aproximadamente a 11 dias e 6 horas. Ou seja, a cada 2 ou 3 anos é necessário acrescentar um mês de 29 dias. Isso gera dois tipos de anos:
Anos comuns
Os anos são classificados como comuns ou normais quando eles são formados por 12 meses.
Os anos comuns, devido a varição de dias dos meses de cheshvan e kislev, podem contar com 353, 354 ou 355 dias.
Anos embolísticos
Anos embolísticos ou longos têm uma duração de 383, 384 ou 385dias. Esses anos ocorrem sete vezes dentro de um ciclo de 19 anos, nos anos 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º e têm um mês a mais, o chamado mês veadar (ou Adar II (Lê-se adar bet)).[carece de fontes] Esse mês, quando existe, vem depois de adar (aí chamado adar I).
As variações dos anos normais (com 353, 354 ou 355 dias) e embolísticos (com 383, 384 ou 385 dias) são chamados respectivamente de deficiente, regular, completo.
A datação do ano atual
De acordo com a tradição judaica, a contagem do tempo é feita a partir da criação de Adão. Conforme esta tradição, os dias se iniciaram ao pôr do sol de quinta-feira (Yom Shishi), 07 de outubro de 3761 a.C.[8] Ver controvérsia no início da página quanto ao dia da semana. Para o cálculo do ano judaico, basta acrescentar 3760 ao ano do calendário gregoriano (levando em consideração que nos meses de setembro/outubro, começo do ano judaico, se acrescenta um a mais ao ano corrente).
Língua hebraica
O hebraico (עברית, ivrit/ibrit) é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época de Moisés, cerca de 3 300 anos atrás, foi redigida no hebraico dito "clássico". Embora hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, devido à inexistência de vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm-na sempre chamado de (לשון הקודש), Lashon ha'Kodesh ("A Língua Sagrada") já que muitos acreditam ter sido escolhida para transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Por volta da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios em 607 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma língua franca regional, tanto usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmud) como também no comércio.
O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos idiomas árabe, ladino (língua dos Judeus sefarditas), iídiche (língua dos Judeus oriundos da Europa), e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel (Medinat Israel), do qual é a língua oficial primária (o árabe também tem status de língua oficial).
O hebraico (עברית, ivrit/ibrit) é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época de Moisés, cerca de 3 300 anos atrás, foi redigida no hebraico dito "clássico". Embora hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, devido à inexistência de vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm-na sempre chamado de (לשון הקודש), Lashon ha'Kodesh ("A Língua Sagrada") já que muitos acreditam ter sido escolhida para transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Por volta da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios em 607 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma língua franca regional, tanto usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmud) como também no comércio.
O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos idiomas árabe, ladino (língua dos Judeus sefarditas), iídiche (língua dos Judeus oriundos da Europa), e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel (Medinat Israel), do qual é a língua oficial primária (o árabe também tem status de língua oficial).
Escatologia judaica
A escatologia judaica ocupa-se com eventos que ocorrerão no fim dos dias, de acordo com a Bíblia Hebraica e com o pensamento judaico. Isto inclui o ajuntamento da diáspora dos exilados, a vinda do Messias Judeu, vida após a morte e a ressurreição dos Santos mortos.
Escatologia é a área da teologia e da filosofia que se preocupa com os eventos finais na história do mundo, o destino final da humanidade e os conceitos relacionados.
No Judaísmo, os tempos final são normalmente chamados de "fim dos dias" (aharit ha-yamim, אחרית הימים), uma frase que aparece várias vezes no Tanakh. A ideia de uma era messiânica possui um local proeminente no pensamento judaico e é incorporada como parte do fim dos dias.
Visão geral e fontes textuais
No Judaísmo, a principal fonte textual para a crença no fim dos dias e nos eventos que o acompanha é o Tanakh ou Bíblia Hebraica. Nos cinco livros de Moisés, referências são feitas em Deuteronômio 28-31, que os judeus não serão capazes de guardar as Leis de Moisés na Terra de Israel e serão subsequentemente exilados, porém finalmente resgatados. Os livros dos Profetas Hebreus elaboraram e profetizaram sobre o fim dos dias.
Na literatura rabínica, os rabinos elaboraram e explicaram as profecias que foram encontradas na Bíblia Hebraica juntamente com a lei oral e as tradições rabínicas sobre seu sugnificado.
As principais doutrinas da escatologia judaica são as seguintes, sem uma ordem particular, elaboradas nos livros de Isaías, Jeremias e Ezequiel:
Fim do mundo (antes de tudo o que se segue)
Deus resgata Israel (isto é, o povo judeu) do cativeiro que começa durante o Exílio babilônico, em um novo Êxodo
Deus retorna o povo judeu à terra de Israel
Deus restaura a Casa de Davi e o Templo de Jerusalém
Deus cria um governante da Casa de Davi (isto é, o Messias Judeu) para liderar o povo judeu e o mundo e inaugura uma era de justiça e paz
Todas as nações reconhecem que o Deus de Israel é o único e verdadeiro Deus
Deus ressuscita os mortos
Deus cria um novo paraíso e uma nova terra
Também é crido que a história se completará e o destino final será alcançado quando toda a humanidade retornar ao Jardim do Éden.
Messianismo judaico
Ela debruça-se sobre o Mashiach (o Messias) e o Olam haBa (hebraico para "o mundo que virá").
A palavra hebraica Mashiach (ou Moshiach משיח) significa o ungido e refere-se a um ser humano mortal. Apesar de os cristãos usarem também a palavra "messias", usam-na de forma diferente. Para muitos cristãos, o milagre principal de Deus é a sua auto-encarnação como ser humano. Desta perspectiva, Deus é ao mesmo tempo inteiramente humano e também totalmente divino, ao mesmo tempo limitado em inteligência e omnisciente. Do ponto de vista filosófico e lógico, estas características parecem ser mutuamente incompatíveis, mas a igreja primitiva insistiu que ambas as verdades devem estar juntas. Veja cristologia e teologia apofática.
No judaísmo, o Mashiach é um ser humano, descendente do Rei David, que trará uma era messiânica de paz e prosperidade para Israel e todas as nações do mundo. A descrição dos acontecimentos é a seguinte:
Todo o povo de Israel regressará à Torá.
O povo de Israel regressará à terra de Israel.
O Templo Sagrado de Jerusalém será reconstruído.
Israel viverá entre as nações como igual, e será suficientemente forte para se defender.
Por fim, a guerra, o ódio e a fome terminarão, e uma era de paz e prosperidade descerá sobre a Terra.
A escatologia judaica ocupa-se com eventos que ocorrerão no fim dos dias, de acordo com a Bíblia Hebraica e com o pensamento judaico. Isto inclui o ajuntamento da diáspora dos exilados, a vinda do Messias Judeu, vida após a morte e a ressurreição dos Santos mortos.
Escatologia é a área da teologia e da filosofia que se preocupa com os eventos finais na história do mundo, o destino final da humanidade e os conceitos relacionados.
No Judaísmo, os tempos final são normalmente chamados de "fim dos dias" (aharit ha-yamim, אחרית הימים), uma frase que aparece várias vezes no Tanakh. A ideia de uma era messiânica possui um local proeminente no pensamento judaico e é incorporada como parte do fim dos dias.
Visão geral e fontes textuais
No Judaísmo, a principal fonte textual para a crença no fim dos dias e nos eventos que o acompanha é o Tanakh ou Bíblia Hebraica. Nos cinco livros de Moisés, referências são feitas em Deuteronômio 28-31, que os judeus não serão capazes de guardar as Leis de Moisés na Terra de Israel e serão subsequentemente exilados, porém finalmente resgatados. Os livros dos Profetas Hebreus elaboraram e profetizaram sobre o fim dos dias.
Na literatura rabínica, os rabinos elaboraram e explicaram as profecias que foram encontradas na Bíblia Hebraica juntamente com a lei oral e as tradições rabínicas sobre seu sugnificado.
As principais doutrinas da escatologia judaica são as seguintes, sem uma ordem particular, elaboradas nos livros de Isaías, Jeremias e Ezequiel:
Fim do mundo (antes de tudo o que se segue)
Deus resgata Israel (isto é, o povo judeu) do cativeiro que começa durante o Exílio babilônico, em um novo Êxodo
Deus retorna o povo judeu à terra de Israel
Deus restaura a Casa de Davi e o Templo de Jerusalém
Deus cria um governante da Casa de Davi (isto é, o Messias Judeu) para liderar o povo judeu e o mundo e inaugura uma era de justiça e paz
Todas as nações reconhecem que o Deus de Israel é o único e verdadeiro Deus
Deus ressuscita os mortos
Deus cria um novo paraíso e uma nova terra
Também é crido que a história se completará e o destino final será alcançado quando toda a humanidade retornar ao Jardim do Éden.
Messianismo judaico
Ela debruça-se sobre o Mashiach (o Messias) e o Olam haBa (hebraico para "o mundo que virá").
A palavra hebraica Mashiach (ou Moshiach משיח) significa o ungido e refere-se a um ser humano mortal. Apesar de os cristãos usarem também a palavra "messias", usam-na de forma diferente. Para muitos cristãos, o milagre principal de Deus é a sua auto-encarnação como ser humano. Desta perspectiva, Deus é ao mesmo tempo inteiramente humano e também totalmente divino, ao mesmo tempo limitado em inteligência e omnisciente. Do ponto de vista filosófico e lógico, estas características parecem ser mutuamente incompatíveis, mas a igreja primitiva insistiu que ambas as verdades devem estar juntas. Veja cristologia e teologia apofática.
No judaísmo, o Mashiach é um ser humano, descendente do Rei David, que trará uma era messiânica de paz e prosperidade para Israel e todas as nações do mundo. A descrição dos acontecimentos é a seguinte:
Todo o povo de Israel regressará à Torá.
O povo de Israel regressará à terra de Israel.
O Templo Sagrado de Jerusalém será reconstruído.
Israel viverá entre as nações como igual, e será suficientemente forte para se defender.
Por fim, a guerra, o ódio e a fome terminarão, e uma era de paz e prosperidade descerá sobre a Terra.