《Sense Atividade》
198 subscribers
464 photos
32 videos
16 files
177 links
Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

Postagens por:
Vanessa
Maria T
Filipe Albani

Parceiros do Sense: @ParceirosDoSenseAtividade
Download Telegram
O Credo de Niceia
O Credo de Niceia, formulado nos concílios de Niceia e Constantinopla, foi ratificado como credo universal da Cristandade no Concílio de Éfeso de 431. Os cristãos ortodoxos orientais não incluem no credo a cláusula Filioque, que foi acrescentada pela Igreja Católica mais tarde.

As crenças principais declaradas no Credo de Niceia são:

A crença na Trindade;
Jesus é simultaneamente divino e humano;
A salvação é possível através da pessoa, vida e obra de Jesus;
Jesus Cristo foi concebido de forma virginal, foi crucificado, ressuscitou, ascendeu ao céu e virá de novo à Terra;
A remissão dos pecados é possível através do baptismo (br-batismo);
Os mortos ressuscitarão.
Na altura em que foi formulado, o Credo de Niceia procurou lidar directamente com crenças que seriam consideradas heréticas, como o arianismo, que negava que o Pai e Filho eram da mesma substância, ou o gnosticismo.

Algumas Igrejas Protestantes não acreditam no Credo de Niceia.
Escrituras sagradas

A Bíblia é o principal conjunto de escrituras do Cristianismo. Entretanto, há algumas divergências a respeito de determinadas escrituras, chamadas deuterocanônicas (ou livros apócrifos), que não são aceitas por todas as correntes. Para certas denominações, há algumas outras escrituras que foram divinamente inspiradas. Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias atribuem a três livros a qualidade de terem sido inspirados por Deus; esses livros são o Livro de Mórmon, a Doutrina e Convénios e a Pérola de Grande Valor. Para os Adventistas do Sétimo Dia os escritos de Ellen G. White são uma manifestação profética que, contudo, não se encontra ao mesmo nível que a Bíblia.
Formas de culto

As formas de culto do cristianismo envolvem oração, leitura alternada de salmos ou de passagens bíblicas tais como as de livros do Antigo Testamento, os Evangelhos, as Espitolas e/ou o Apocalipse. Cantam-se hinos a Deus, o Pai, Jesus ou ao Espírito Santo e aos anjos e santos entre catolicos romanos, episcopais e ortodoxos. A cerimónia da eucaristia é praticada diariamente ou semanalmente por católicos, luteranos, episcopais ou anglicanos e ortodoxos.

Já a equivalente Ceia do Senhor pratica-se mensal, trimensal ou anualmente por diversas igrejas entre os protestantes. Sermões são pregados pelo sacerdote, pastor, ancião, ministro ou outros líderes. A maioria das denominações cristãs consagra o Domingo como dia de culto. Há denominações que consideram o Sábado dia santo de guarda, entre elas Baptistas do Sétimo Dia, Adventistas, Igrejas de Deus (7.o dia) e Judeus Messiânicos. Este último grupo, embora não seja cristão, guarda semelhança com o cristianismo, pois crê em Yeshua (Jesus) como sendo o messias profetizado na bíblia hebraica. A devoção e oração individual ou em grupo nos outros dias da semana também são encorajadas.

Igrejas como a Luterana, a Metodista, a Presbiteriana e a Episcopal/Anglicana que administram batismo a recem-nascidos também adotam a confirmação quando a criança tem mais entendimento para assumir a responsabilidade pela sua religiosidade. Batistas, Adventistas, Pentecostais e outros optam por uma dedicação do bebê ao Senhor e só batizam quem é maduro o suficiente para decidir por si mesmo que querem realmente abraçar a fé.
Concepções religiosas e filosóficas

Podemos considerar três períodos que definem a concepção e filosofia do cristianismo:

Cristianismo primitivo: caracterizado por uma heterogeneidade de concepções;

Patrística: ocorrida no período entre os séculos II e VIII, com a transformação da nova religião em uma Igreja oficial do Império Romano fundada por Constantino e a formação de um clero institucionalizado, e cujo doutrinário expoente foi Santo Agostinho;

Escolástica: a partir do século VIII e cujo expoente foi São Tomás de Aquino, que afirmou que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.
A partir do protestantismo, é necessário fazer uma diferenciação entre a história e concepção da Igreja Católica e das diversas denominações evangélicas que se formaram.
Símbolos

O principal símbolo do cristianismo é a cruz, que representou em diversas sociedades a interseção do plano material e do transcendental em seus eixos perpendiculares. Por exemplo, era insígnia de Serápis no Egito. Ao ser apropriado pelo cristianismo, este símbolo enriqueceu e sintetizou a história da salvação e paixão de Jesus, significando também a possibilidade de ressurreição.

Outro símbolo cristão, que remonta aos começos da religião. é o Ichthys ou peixe estilizado (a palavra Ichthys significa peixe em grego, sendo também um acrónimo de Iesus Christus Theou Yicus Soter, "Jesus Cristo filho de Deus Salvador"). Outros símbolos do cristianismo primitivo, por vezes ainda utilizados, eram o Alfa e o Ómega (primeira e última letras do alfabeto grego, em referência a Cristo como princípio e fim de todas as coisas), a âncora (representando a salvação da alma que alcancou o bom porto) e o "Bom Pastor", a representação de Cristo como o dedicado pastor de suas ovelhas.
Calendário litúrgico e festividades

Os cristãos atribuem a determinado dias do calendário uma importância religiosa. Estes dias estão ligados à vida de Jesus Cristo ou à história dos primórdios do movimento cristão.

O calendário litúrgico cristão inclui as seguintes festas:

Advento: período constituído pelas quatro semanas antes do Natal, entendidas como época de preparação para a celebração do nascimento de Jesus Cristo;

Natal: celebração do nascimento de Jesus;

Epifania: para os católicos, celebra a adoração de Jesus Cristo pelos Reis Magos, enquanto que para os cristãos ortodoxos o seu baptismo. Acontece doze dias após o Natal;

Sexta-feira Santa: morte de Jesus;

Domingo de Páscoa: ressurreição de Jesus;

Ascensão: ascensão de Jesus ao céu. Acontece quarenta dias após o Domingo de Páscoa;

Pentecostes: celebração do aparecimento do Espírito Santo aos cristãos. Ocorre cinquenta dias após o Domingo de Páscoa.

Alguns dias têm uma data fixa no calendário (como o Natal, celebrado a 25 de Dezembro), enquanto que outros se movem ao longo de várias datas. O período mais importante do calendário litúrgico é a Páscoa, que é uma festa móvel. Nem todas denominações cristãs concordam em relação a que datas atribuir importância. Por exemplo, o Dia de Todos-os-Santos é celebrado pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana a 1 de Novembro, enquanto que para a Igreja Ortodoxa a data é celebrada no primeiro Domingo depois do Pentecostes; outras denominações cristãs não celebram sequer este dia. De igual forma, alguns grupos protestantes recusam celebrar o Natal uma vez que consideram ter origens pagãs.
Cristianismo primitivo

Segundo a religião judaica, o Messias, um descendente do Rei Davi, iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Na Palestina, por volta de 26 d.C., Jesus Cristo, nascido na cidade de Belém na Judéia. Na Galileia começou a pregar, sendo aclamado por alguns como o Messias. Jesus foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades judaicas. Foi condenado por blasfémia e executado pelos romanos como um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados, pelos líderes religiosos judeus, e, mais tarde, pelo Estado Romano.

Com a morte e a suposta ressurreição de Jesus, os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do pão" em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial. Assim, Filipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é baptizado, bem como o centurião Cornélio. Em Antioquia, os discípulos abordam pela primeira vez os pagãos e passam a ser conhecidos como cristãos.

Paulo de Tarso não se contava entre os apóstolos originais, ele era um judeu fariseu que perseguiu inicialmente os primeiros cristãos. No entanto, ele tornou-se depois um cristão e um dos seus maiores, senão o maior missionário depois de Jesus Cristo. Boa parte do Novo Testamento foi escrito ou por ele (as Epístolas paulinas) ou por seus cooperadores (o evangelho de Lucas e os actos dos apóstolos). Paulo afirmou que a salvação dependia da fé em Cristo. Entre 44 e 58 ele fez três grandes viagens missionárias que levaram a nova doutrina aos gentios e judeus da Ásia Menor e de vários pontos da Europa, entre eles Roma.

Nas primeiras comunidades cristãs a coabitação entre os cristãos oriundos do paganismo e os oriundos do judaísmo gerava por vezes conflitos. Alguns dos últimos permaneciam fiéis às restrições alimentares e recusavam-se a sentar-se à mesa com os primeiros. Na Assembleia de Jerusalém (Concílio de Jerusalém), em 48, decide-se que os cristãos ex-pagãos não serão sujeitos à circuncisão (veja Controvérsia da circuncisão), mas para se sentarem à mesa com os cristãos de origem judaica devem abster-se de comer carne com sangue ou carne sacrificada aos ídolos. Consagra-se assim a primeira ruptura com o judaísmo.

Na época, a visão de mundo monoteísta do judaísmo era atrativa para alguns dos cidadãos do mundo romano, mas costumes como a circuncisão, as regras de alimentação incômodas, e a forte identificação dos judeus como um grupo étnico (e não apenas religioso) funcionavam como barreiras dificultando a conversão dos homens. Através da influência de Paulo, o cristianismo simplificou os costumes judaicos aos quais os gentios não se habituavam enquanto manteve os motivos de atração. Alguns autores defendem que essa mudança pode ter sido um dos grandes motivos da rápida expansão do cristianismo.

Outros autores entendem a ruptura com os ritos judaicos mais como uma consequência da expansão do cristianismo entre os não-judeus do que como sua causa. Estes invocam outros fatores e características como causa da expansão cristã, por exemplo: a natureza da fé cristã que propõe que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade e não apenas ao seu povo escolhido; a fuga da perseguição religiosa empreendida inicialmente por judeus conservadores, e posteriormente pelo Estado Romano; o espírito missionário dos primeiros cristãos com sua determinação em divulgar o que Cristo havia ensinado a tantas pessoas quantas conseguissem.

A narrativa da perseguição religiosa, da dispersão dela decorrente, da expansão do cristianismo entre não-judeus e da subsequente abolição da obrigatoriedade dos ritos judaicos pode ser lida no livro de Atos dos Apóstolos. De resto, os cristãos adotam as regras e
os princípios do Antigo Testamento, livro sagrado dos Judeus.

Em Junho do ano 66 inicia-se a revolta judaica. Em Setembro do mesmo ano a comunidade cristã de Jerusalém decide separar-se dos judeus insurrectos, seguindo a advertência dada por Jesus de que quando Jerusalém fosse cercada por exércitos a desolação dela estaria próxima, e exila-se em Pela, na Transjordânia, o que representa o segundo momento de ruptura com o judaísmo.

Após a derrota dos judeus em 70, cristãos e outros grupos judeus trilham caminhos cada vez mais separados. Para o cristianismo o período que se abre em 70 e que segue até aproximadamente 135 caracteriza-se pela definição da moral e fé cristã, bem como de organização da hierarquia e da liturgia. No Oriente, estabelece-se o episcopado monárquico: a comunidade é chefiada por um bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por diáconos.
Popularização e consolidação no Império Romano

Gradualmente, o sucesso do cristianismo junto das elites romanas fez deste um rival da religião estabelecida. Embora desde 64, quando Nero mandou supliciar os cristãos de Roma, se tivessem verificado perseguições ao cristianismo, estas eram irregulares. As perseguições organizadas contra os cristãos surgem a partir do século II: em 112 Trajano fixa o procedimento contra os cristãos. Para além de Trajano, as principais perseguições foram ordenadas pelos imperadores Marco Aurélio, Décio, Valeriano e Diocleciano. Os cristãos eram acusados de superstição e de ódio ao género humano. Se fossem cidadãos romanos eram decapitados; se não, podiam ser atirados às feras ou enviados para trabalhar nas minas.

Durante a segunda metade do século II assiste-se também ao desenvolvimento das primeiras heresias. Tatiano, um cristão de origem síria convertido em Roma, cria uma seita gnóstica que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia com água em vez de vinho. Marcião rejeitava o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus, ao Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo; ele elaborou um Livro Sagrado, o Evangelho de Marcião, feito a partir de passagens retiradas do Evangelho de Lucas e das epístolas paulinas. À medida que o cristianismo criava raízes mais fortes na parte ocidental do Império Romano, o latim passa a ser usado como língua sagrada (nas comunidades do Oriente usava-se o grego).

Durante o século III, com o relaxamento da intolerância aos cristãos, a Igreja havia conseguido muitos donativos e bens. Porém com o fortalecimento da perseguição pelo imperador Diocleciano, esses bens foram confiscados. Posteriormente com a derrota de Diocleciano e a ascensão do imperador romano Constantino, o cristianismo foi legalizado pelo Édito de Milão de 313, e os bens da Igreja devolvidos.

A questão da conversão de Constantino ao Cristianismo é uma tema de profundo debate entre os historiadores, mas em geral aceita-se que a sua conversão ocorreu gradualmente. Como maneira de fazer penitência, Constantino ordenou a construção de diversas basílicas e outros templos e as doou à Igreja. Dentre elas, uma basílica em Roma no local onde, segundo a Tradição, o apóstolo Pedro estava sepultado e, influenciado pela sua mãe, a imperatriz Helena, ordena a construção em Jerusalém da Basílica do Santo Sepulcro e da Basílica da Natividade em Belém.

Para evitar mais divisões na Igreja, Constantino convocou o Primeiro Concílio de Niceia em 325, onde se definiu o Credo Niceno, uma manifestação mínima da crença partilhada pelos bispos cristãos. Mais tarde, nos anos de 391 e 392, o imperador Teodósio I combate o paganismo, proibindo o seu culto e proclamando o cristianismo religião oficial do Império Romano.
Idade média

O lado ocidental do Império cairia em 476, ano da deposição do último imperador romano pelo "bárbaro" germânico Odoacro, mas o cristianismo permaneceria triunfante em grande parte da Europa, até porque alguns bárbaros já estavam convertidos ao cristianismo ou viriam a converter-se nas décadas seguintes. O Império Romano teve desta forma um papel instrumental na expansão do cristianismo.

Do mesmo modo, o cristianismo teve um papel proeminente na manutenção da civilização europeia. A Igreja, única organização que não se desintegrou no processo de dissolução da parte ocidental do império, começou lentamente a tomar o lugar das instituições romanas ocidentais, chegando mesmo a negociar a segurança de Roma durante as invasões do século V. A Igreja também manteve o que restou de força intelectual, especialmente através da vida monástica.

Embora fosse unida linguisticamente, a parte ocidental do Império Romano jamais obtivera a mesma coesão da parte oriental (grega). Havia nele um grande número de culturas diferentes que haviam sido assimiladas apenas de maneira incompleta pela cultura romana. Mas enquanto os bárbaros invadiam, muitos passaram a comungar da fé cristã. Por volta dos séculos IV e X, todo o território que antes pertencera ao ocidente romano havia se convertido ao cristianismo e era liderado pelo Papa. Missionários cristãos avançaram ainda mais ao norte da Europa, chegando a terras jamais conquistadas por Roma, obtendo a integração definitiva dos povos germânicos e eslavos.

Em 1095, sob o pontificado de Urbano II, as Cruzadas foram lançadas. Estas foram uma série de campanhas militares na Terra Santa e em outros lugares, iniciadas em resposta aos apelos do imperador bizantino Aleixo I Comneno contra a expansão turca. As Cruzadas acabaram fracassando em abafar a agressão islâmica e até mesmo contribuiu para a inimizade cristã com o saque de Constantinopla durante a Quarta Cruzada.

Durante um período que se estende do século VII ao XIII, a igreja cristã passou por uma alienação gradual, resultando em um cisma que dividiu o cristianismo em um ramo chamado latino ou ocidental, a Igreja Católica Romana, e um ramo oriental, em grande parte grego, a Igreja Ortodoxa. Estas duas igrejas discordam sobre uma série de processos e questões administrativas, litúrgicas e doutrinais, principalmente a primazia da jurisdição papal. O Segundo Concílio de Lyon (1274) e o Concílio de Florença (1439) tentaram reunir as igrejas, mas em ambos os casos, os ortodoxos orientais se recusaram a implementar as decisões e as duas principais igrejas permanecem em cisma até os dias atuais. No entanto, a Igreja Católica Romana tem alcançado união com várias pequenas igrejas orientais.

Começando por volta de 1184, após a cruzada contra a heresia dos cátaros, várias instituições, amplamente referidas como a Inquisição, foram estabelecidas com o objetivo de suprimir a heresia e assegurar a unidade religiosa e doutrinária dentro do cristianismo através da conversão e repressão.
Reforma Protestante e Contrarreforma

O Renascimento do século XV trouxe um renovado interesse em estudos antigos e clássicos. Outra grande cisma, a Reforma, resultou na divisão da cristandade ocidental em várias denominações cristãs. Em 1517, Martinho Lutero protestou contra a venda de indulgências e logo passou a negar vários pontos-chave da doutrina católica romana. Outros, como Zwingli e Calvino ainda criticaram o ensino católico romano e adoração. Estes desafios desenvolveram no movimento chamado de protestantismo, que repudiou o primado do papa, o papel da Tradição, os sete sacramentos e outras doutrinas e práticas (ver: Cinco solas). A Reforma na Inglaterra começou em 1534, quando o Rei Henrique VIII tinha se declarado chefe da Igreja da Inglaterra. No início em 1536, os mosteiros por toda a Inglaterra, País de Gales e Irlanda foram dissolvidos.

Em parte como resposta à Reforma Protestante, a Igreja Católica Romana engajou-se em um processo significativo de reforma e renovação, conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica. O Concílio de Trento reafirmou e clarificou a doutrina católica romana. Durante os séculos seguintes, a concorrência entre o catolicismo romano e o protestantismo tornou-se profundamente envolvida com as lutas políticas entre os Estados europeus.

Enquanto isso, a descoberta da América por Cristóvão Colombo em 1492 provocou uma nova onda de atividade missionária. Em parte de zelo missionário, mas sob o impulso da expansão colonial pelas potências europeias, o cristianismo se espalhou para a América, Oceania, Ásia Oriental e África Subsaariana.

Em toda a Europa, as divisões causadas pela Reforma levou a surtos de violência religiosa e o estabelecimento de igrejas separadas do Estado na Europa Ocidental: o luteranismo em partes da Alemanha e na Escandinávia e o anglicanismo na Inglaterra em 1534. Em última instância, essas diferenças levaram à eclosão de conflitos em que a religião desempenhou um papel chave. A Guerra dos Trinta Anos, a Guerra Civil Inglesa e as Guerras religiosas na França são exemplos proeminentes. Estes eventos intensificaram o debate sobre a perseguição cristã e tolerância religiosa.
Pós-iluminismo

Na era conhecida como a Grande Divergência, quando no ocidente o Iluminismo e a revolução científica trouxeram grandes mudanças sociais, o cristianismo foi confrontado com várias formas de ceticismo e com certas ideologias políticas modernas, como as versões do socialismo e do liberalismo. Nessa época, eventos que variaram do mero anticlericalismo à explosões de violência contra o cristianismo, como a descristianização durante a Revolução Francesa, a Guerra Civil Espanhola, e a hostilidade geral dos movimentos marxistas, especialmente da Revolução Russa de 1917 quando o ateísmo Marxista-leninista desencadeou a perseguição aos Cristãos na União Soviética.

Especialmente premente na Europa foi a formação dos Estados-nação após a era napoleônica. Em todos os países europeus, diferentes denominações cristãs encontraram-se em competição, em maior ou menor grau, umas com as outras e com o Estado. Variáveis ​​são os tamanhos relativos das denominações e da orientação religiosa, política e ideológica do Estado. Urs Altermatt da Universidade de Friburgo, olhando especificamente para o catolicismo na Europa, identifica quatro modelos para as nações europeias. Em países tradicionalmente católicos, como Bélgica, Espanha, e até certo ponto a Áustria, comunidades religiosas e nacionais são mais ou menos idênticas. A simbiose cultural e a separação são encontradas na Polônia, Irlanda e Suíça, todos os países com denominações concorrentes. A competição é encontrada na Alemanha, nos Países Baixos e novamente na Suíça, todos os países com populações minoritárias católicas que, em maior ou menor grau, se identificam com a nação. Finalmente, a separação entre a religião (mais uma vez, especificamente o catolicismo) e do Estado é encontrada em grande parte na França e Itália, países onde o Estado se opôs-se à autoridade da Igreja Católica. Os fatores combinados da formação de Estados-nação e do ultramontanismo, especialmente na Alemanha e nos Países Baixos, mas também na Inglaterra (em uma escala muito menor), muitas vezes forçou as igrejas católicas, organizações, e crentes a escolher entre as demandas nacionais do Estado e da autoridade da Igreja, especificamente o papado. Este conflito veio à tona no Concílio Vaticano I e na Alemanha levaria diretamente ao Kulturkampf, onde os liberais e os protestantes sob a liderança de Bismarck conseguiram restringir severamente expressão e organização católica.

O compromisso cristão na Europa caiu com a modernidade e o secularismo entrou na na Europa Ocidental, embora os compromissos religiosos na América têm sido geralmente altos em comparação com a Europa Ocidental. O final do século XX demonstrou a mudança de aderência cristã para os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento e do hemisfério sul em geral, sendo a civilização ocidental não mais a portadora do padrão do cristianismo.

Alguns europeus (incluindo a diáspora), os povos indígenas da América e os nativos de outros continentes, reavivaram as suas respectivas religiões folclóricas do seus povos num movimento conhecido como Neopaganismo. Cerca de 7,1 a 10% dos árabes são cristãos, sendo mais prevalentes no Egito, Síria e Líbano.
Demografia

Com cerca de 2,3 bilhões de adeptos, dividida em três ramos principais de católicos, protestantes e ortodoxos, o cristianismo é a maior religião do mundo. A parte cristã da população mundial representa cerca de 33% da humanidade nos últimos cem anos, o que significa que uma em cada três pessoas no mundo são cristãs. Isso mascara uma grande mudança na demografia do cristianismo; grandes aumentos no mundo em desenvolvimento (cerca de 23.000 por dia) têm sido acompanhados por reduções substanciais no mundo desenvolvido, principalmente na Europa e América do Norte (cerca de 7.600 por dia). O cristianismo ainda é a religião predominante na Europa, América e África Austral. Na Ásia, é a religião dominante na Geórgia, Armênia, Timor-Leste e Filipinas. No entanto, ele está em declínio em muitas áreas, incluindo o norte e o oeste dos Estados Unidos, Oceania (Austrália e Nova Zelândia), no norte da Europa (incluindo o Reino Unido, Escandinávia e outros lugares), França, Alemanha, as províncias canadenses de Ontário, Colúmbia Britânica e Quebec, e partes da Ásia (especialmente no Oriente Médio, Coreia do Sul, Taiwan, e Macau). A população cristã não está diminuindo no Brasil, no sul dos Estados Unidos e na província de Alberta, no Canadá, mas o percentual está diminuindo. Em países como a Austrália e a Nova Zelândia, a população cristã está em declínio tanto em números quanto em percentual.

No entanto, há muitos movimentos carismáticos que se tornaram bem estabelecidos em grandes partes do mundo, especialmente na África, América Latina e Ásia. O líder muçulmano da Arábia Saudita, Sheikh Ahmad al Qatanni, informou para a Aljazeera que todos os dias 16.000 muçulmanos africanos se convertem ao cristianismo. Ele alegou que o islã estava perdendo 6 milhões de muçulmanos africanos que tornam-se cristãos por ano, incluindo os muçulmanos na Argélia, França, Índia, Marrocos, Rússia e na Turquia. Também é relatado que o cristianismo é popular entre pessoas de diferentes origens na Índia (hindus principalmente), Malásia, Mongólia, Nigéria, Coreia do Norte e Vietnã.

Na maioria dos países desenvolvidos a frequência à igreja do mundo entre as pessoas que continuam a identificar-se como cristãs vem caindo ao longo das últimas décadas. Algumas fontes visualizam isto simplesmente como parte de um distanciamento dos membros das instituições tradicionais, enquanto outros apontam para sinais de um declínio na crença e na importância da religião em geral.

O cristianismo, de uma forma ou de outra, é a única religião estatal das nações seguintes: Costa Rica (católica romana), Dinamarca (luterana evangélica), El Salvador (Católica Romana), Inglaterra (anglicana), Finlândia (Evangélica Luterana e Ortodoxa), Georgia (Igreja Ortodoxa da Geórgia), Grécia (Igreja Ortodoxa Grega), Islândia (Luterana Evangélica), Liechtenstein (Católica Romana), Malta (Católica Romana), Mônaco (Católica Romana), Noruega (Luterana Evangélica), e Vaticano (católica romana).

Existem inúmeros outros países, como o Chipre, que apesar de não ter uma igreja estabelecida, continuam a dar reconhecimento oficial a uma denominação cristã específica.
Denominações

As três divisões principais do cristianismo são o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo. Existem outros grupos cristãos que não se encaixam perfeitamente em uma destas categorias primárias. O Credo Niceno é "aceito como autorizado pela Igreja Católica Romana, Ortodoxa, Anglicana e as principais igrejas protestantes." Há uma diversidade de doutrinas e práticas entre os grupos que se autodenominam cristãos. Estes grupos são por vezes classificados sob denominações, embora por razões teológicas muitos grupos rejeitam este sistema de classificação. Outra distinção que às vezes é traçada é entre o cristianismo oriental e o cristianismo ocidental.

Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Cristianismo
 21 de agosto de 2017, a América verá o sol negro. Isso acontecerá em decorrência de um eclipse solar, que cobrirá boa parte dos Estados Unidos. O trecho mais intenso para a observação vai de Lincoln Beach, em Oregon, até Charleston, na Carolina do Sul, onde o astro ficará completamente preto durante 2 minutos e 40 segundos.
Por aqui, também será possível contemplar o espetáculo. Quanto mais ao norte do país, mais coberto o sol estará e, ao todo, 18 estados brasileiros conseguirão observar o eclipse.
O fenômeno será tão forte que deverá mexer com a Terra e até com nosso peso corporal. No campo astrológico, também ocorrerão influências significativas que, segundo a astróloga Manika, se manterão pelo período de um ano e nove meses.
De acordo com a astróloga, é possível que haja mudanças tanto no nível coletivo quanto individual. "Não sabemos o que o eclipse vai acionar em cada pessoa, especificamente, mas ele atua para empurrar alguma nova solução", comenta.
Leão, Aquário, Touro e Escorpião serão os mais afetados
Manika explica que o nódulo Norte da Lua estará em Leão, e o nódulo Sul, em Aquário. Por isso, estes signos, assim como os outros dois que compõem a cruz fixa (Touro e Escorpião) serão mais afetados.
"Como estes signos fixos não toleram mudanças, o eclipse pode ser um pouco doloroso para alguns. No entanto, quando finalmente fazem a sua transformação, estruturam todo um novo tempo", afirma a astróloga, destacando que a intensidade será maior nos locais onde o eclipse for mais visível, pois é sobre estes eixos que a sombra da Lua atuará.
Veja a seguir algumas mudanças que poderão ser percebidas pelos nativos de cada signo do Zodíaco:

Previsões para os signos.
Áries
Arianos vão sentir um novo ânimo para sua vida, principalmente em relação à criatividade, mas os impulsivos serão chamados a ser mais reflexivos;Aqueles em fase de ter filhos vão ver seu sonho realizado e aqueles que não querem filhos precisam ter cuidado;A forma de amar será totalmente mexida: o ariano irá relembrar como agiu quando sentiu seu coração balançar por alguém;Velhos hábitos que impedem o amor terão que mudar, ou o coração pode sofrer até fisicamente;Será muito bom trabalhar a raiva, pois ela não vai ajudar a lidar com as frustrações, que servem para fortalecer quem busca o sucesso.

Touro
Os taurinos irão, enfim, se libertar daquilo que os impediu de crescer todo este tempo, como apegos excessivos aos pais e às demandas deles;Porém, alguns precisarão aprender a criar vínculos positivos com os pais e parar de ser tão rancorosos com tudo o que aconteceu;Aprender a ganhar o próprio sustento também será exigido para os adultos;Os nativos deste signo precisarão confrontar aquele lado de si que esqueceram quando tentaram se adaptar às demandas do pai ou da mãe muito críticos;Por outro lado, eles sentirão um novo frescor, porque serão capazes de colher tudo o que plantaram nos últimos anos - e ganharão com isso;Se tiveram problemas sérios nas relações amorosas, terão novos insights sobre o que aconteceu, podendo até renovar este caminho;Devem mudar para uma nova cidade ou fazer de sua casa um lugar de encontro profundo com seus pais, com a família e com a alma.

Gêmeos
Geminianos estarão ainda mais comunicativos, e os que precisam aprender a falar mais terão muito mais vontade de se expressar;Quem trabalha com produção, teatro, dança, escrita, fisioterapia, educação física e odontologia terá oportunidade de melhorar seu trabalho e ganhar bem;As viagens também estão favorecidas, principalmente aquelas para países de onde veio algum ancestral;Psicologicamente, terão que lidar com traumas e o que foi engolido, além de cuidar mesmo da saúde, principalmente nas relações sexuais

Câncer

Cancerianos se sentirão com mais iniciativa nos negócios e terão mais voz ativa quando se trata de falar dos seus valores;Deverão começar a juntar dinheiro para comprar a casa própria ou algo de seu interesse;Se não tomarem cuidado, estarão teimosos demais em relação às suas visões de mundo, negando tudo o que é diferente;Amigos antigos, que eram importantes, mas foram
descartados por conta de um novo amor possessivo, vão aparecer como fantasmas em sonhos, pedindo que haja mais equilíbrio;Amizades e amor serão temas importante e dolorosos se não forem confrontados.

Leão

Você passará a enxergar os outros, que não conseguia ver porque seu brilho havia lhe cegado;Este despertar, no entanto, poderá ser difícil, já que algumas dessas pessoas poderão sair da sua vida, assim como a Lua bloqueará a luz do Sol;Ao mesmo tempo em que toma consciência deste seu comportamento viciado, colocará os interesses do trabalho (ou outros) acima do que sua alma quer;O teatro e os atores vão se beneficiar com este eclipse. Cuidarão mais de seus corpos e tomarão iniciativas de realizações de seus sonhos, sem jogar fora tudo o que construíram até agora;O trabalho vai mudar, e é possível que você vá morar em outro país ou cidade.

Virgem

Virginiano sentirão premonições, algumas bem assertivas, mas também podem ficar paranoicos;Deverão se sentir mais introspectivos e com o pensamento no passado, resgatando competências que deixaram para trás e encerrando capítulos de suas vidas;A saúde, domínio natural deste signo, será uma questão delicada. Se bem tratada, sem rigidez, terá excelentes soluções. Se tiver algum vício, como jogar na bolsa todo o patrimônio, pensando que um dia ficará muito rico, pare agora e busque ajuda;Fazer viagens e conseguir aquela cidadania que conecta você aos seus ancestrais estarão de portas abertas.

Libra

Librianos com mais de 30 anos vão, enfim, estar prontos para fazer o que vieram fazer;Os mais jovens terão um bom vislumbre do que faz seus corações baterem mais forte. Vão conhecer amigos que mudarão as suas vidas e, se pretendem trabalhar com grupos (e estiverem preparados para isso), devem começar já;Investimentos financeiros serão bem positivos; jogos de azar, não. E pão-durismo, menos ainda. Se tiver que investir em algo que vai dar lucro e que serve à vida, faça.

Escorpião

Escorpianos terão oportunidade de largar suas ideias fixas, que os impossibilitaram de viver o amor com entrega;Entretanto, pode ser que alguns tenham que aprender a ter limites entre o 'eu' e o 'outro', entendendo não só sobre alteridade, mas também respeito aos seus próprios limites;Onde há posse, não sobrevive o amor. Os relacionamentos amorosos serão mexidos de todos os jeitos, principalmente para o escorpiano que está no meio do dos pais, inconscientemente tentando salvá-los como casal. Este trabalho é grande demais para qualquer filho;A humildade pode ajudar. Pode haver mudanças de casa e até de país, mas, principalmente, terão chances de encontrar um trabalho mais feliz e recompensador;Alguns ainda vão encontrar uma parceria que vai mudar suas vidas, seja ela amorosa, de trabalho ou até mesmo um bom inimigo, que proporcionará muito crescimento.

Sagitário
Sagitarianos vão querer viajar o mundo ou estudar novas filosofias, o que não é muita novidade. Mas algo vai surgir de fato em suas vidas para este movimento acontecer. Os estudos de qualquer natureza vão se intensificar, e as amizades vão mudar;Um grupo de pessoas deverá sair de suas vidas, ou um partido, ou uma filosofia mudará totalmente, o que poderá causar até uma desilusão;Para alguns sagitarianos será importante cuidar da saúde, com chances reais de cura de muitas doenças;Os nativos deste signo também aprenderão a falar e a escrever de forma mais direta e palatável para os leitores. Se não têm este dom, aprenderão a fazer isso sem violência;O sistema jurídico e os poderes tão abalados que serviriam ao povo, mas têm servido aos interesses financeiros, serão confrontados.

Capricórnio

Capricornianos também estarão reavaliando as relações, mas essas análises poderão ser mais truculentas se mexerem com investimentos em conjunto;Poderão ganhar dinheiro ou receber heranças com os parentes ainda vivos, ou por meio de parcerias de trabalho e investimentos;Alguns amigos vão sair da convivência diária, enquanto outros, que têm mais a ver com os valores atuais, vão aparecer;Um antigo amor ainda poderá assombrá-los, para que aprendam algo com ele, ao
mesmo tempo em que podem se apaixonar da mesma maneira que se apaixonaram pelo antigo amor e acreditar que sentir isso é possível novamente.

Aquário

Uma parte dos aquarianos abandonará as suas manias de se fazerem de solitários e desapegados para mostrar, inconscientemente, os abandonos e rejeições da infância. Eles buscarão efetivamente um caminho em direção ao que falta;A tendência deverá ser de concluir ações que foram iniciadas e talvez deixadas inacabadas;Outros poderão estar perdidos, mesmo com muitos amigos a sua volta, querendo voltar a saber quem são e o que é mais importante para eles;Novos grupos de amigos e novas formas de ver o mundo surgirão e desaparecerão, como se fosse uma nova fase de vida bem marcada;Poderão curar as relações amorosas, mesmo que a separação seja o remédio para dias mais felizes. Vai curar algo profundo.

Peixes

Piscianos têm que cuidar da saúde e mudar a sua maneira de lidar com o corpo, mas sem radicalismo;Os já radicais terão que sair do mundo ideal imaginário e sentir mais os pés no chão;Terão muitos insights, então, se são artistas, precisam colocar no papel todas as ideias para desenvolvê-las depois;Rotina para os piscianos é fundamental e, com o eclipse, será mais crucial ainda. Ela garante que a imensa sensibilidade pisciana ganhe contornos e se realize em sua vida, no trabalho e nas relações;O nativo de Peixes terá ainda que aprender a falar o que sente, sem se fazer de vítima. Um bom curso de comunicação não violenta é bom para piscianos e sagitarianos neste eclipseTambém será convidado a aprender a arte de ajudar: se você sentir que a sua ajuda irá tirar a força de quem tentar amparar, ou que não sabe como fazê-lo, ou ainda que ela não foi pedida, não faça.

Escrito por
Bruna Alencar
O QUE SÃO NOSSOS SONHOS?

Todos nós sonhamos, apesar de muitas vezes não nos lembrarmos dos sonhos. Freud foi um dos grandes pesquisadores a respeito dos sonhos e explicou um conceito muito importante: quando a pessoa dorme sua mente subconsciente desperta. E quando acordamos, a mente consciente acorda e a subconsciente adormece. Freud também concluiu que durante o sonho todos os nossos desejos frustrados, emoções, pensamentos que não foram liberados durante o dia são libertados por nossa mente inconsciente. Isso são os nossos sonhos segundo Freud.
De acordo com a Kabbalah isso é verdade. Mas é verdade somente em um nível. Qual nível? Voltando um pouco no assunto do sono comentado anteriormente: se durante o dia a pessoa usa seu desejo de receber somente para si mesma, não faz restrição, não compartilha a Luz que recebe, ao dormir não permite que a alma se liberte. Fica cheia de frustração, de rancor; a alma está como que nadando, lutando nos pensamentos frustrados da mente, tentando livrar-se de todo esse turbilhão de pensamentos.
Mas a Kabbalah explica que há outros níveis de sonhos, que são os sonhos espirituais. Quando a pessoa usa o desejo de receber para compartilhar, durante o sono sua alma se eleva à dimensão da Sefirá de Biná, recebendo energia e mensagens desse nível de consciência de Biná. Essas mensagens são os sonhos espirituais, através dos quais recebemos muito conhecimento espiritual, podendo até mesmo receber mensagens proféticas do mundo superior. Por isso, segundo a Kabbalah existem três níveis de sonhos:

1º nível: Não tendo feito restrição, a alma fica presa; a alma pode até receber mensagens, mas por estar presa elas vêm obscuras, recebe mensagens misturadas, verdades e mentiras, e quando a pessoa desperta sente-se confusa, sabe que sonhou e passa dias tentando entender o sonho ou livrar-se dessa confusão. Os outros dois níveis são sonhos espirituais.

2º nível: São os sonhos repetitivos. Esse tipo de sonho pode ter uma mensagem que quer nos mostrar ou ensinar algo, às vezes até de nossas vidas passadas. Neste nível estão também os sonhos dos quais nos lembramos de maneira muito vívida, como se tivéssemos vivido mesmo esse sonho.

3º nível: São os sonhos proféticos. Já lemos ou ouvimos falar de Profetas que entraram em estado de transe e receberam profecias através de sonhos. São os sonhos de nível mais elevado.

Como podemos perceber, o sono ou os sonhos não são fenômenos isolados; a qualidade de nosso sono e de nossos sonhos está diretamente relacionada aos nossos pensamentos e ações durante o dia todo, todos os dias.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO SONO?

Quando falamos do sono entendemos que é uma necessidade física, assim como a alimentação, mas também uma necessidade espiritual e um processo pelo qual temos que passar. Pesquisas já concluíram que após 72 horas sem dormir, corre-se o risco de morrer. Por que é tão importante dormir? 
A pessoa trabalha o dia todo, tem inúmeras atividades e à noite está cansada e quer dormir, num processo que ocorre ao longo dos anos. Mas às vezes vemos que este processo não parece muito bem organizado, porque às vezes acordamos muito cansados, embora tenhamos dormido bastante.
Quando uma pessoa vai dormir, não só o corpo está cansado. A alma também está cansada do corpo, porque o corpo geralmente não colabora com a alma para que ela faça seu tikun, sua correção. Ao dormir, o corpo pode ser neutralizado e a alma, que não está limitada ao mundo físico, pode ter sua liberdade para elevar-se ao mundo espiritual, receber mais energia de vida e retornar ao corpo de manhã, quando então despertamos. Então por que nem sempre acordamos recarregados de energia? 
Nossa consciência do corpo está ligada a Sefirá de Malchut (nosso mundo físico). Quando dormimos, nos desconectamos de Malchut e vamos para a Sefirá de Biná, uma dimensão cuja consciência é a de receber para compartilhar.
Segundo a Kabbalah, quando a pessoa acorda de manhã, a questão é: o que acorda? Qual nível de nossa consciência que desperta? 
Nosso corpo desperta. Nosso corpo, enquanto não estiver corrigido, representa
o aspecto do desejo de receber somente para si mesmo. Então quando a pessoa desperta de manhã é o ego, a consciência do corpo que desperta: ela imediatamente quer comer, receber, ter; todo esse processo de absorver coisas que é importante para a consciência do corpo. Mas precisamos saber que também existe a consciência da alma, e que essas duas forças são conflitantes quando despertamos.
Se a pessoa usa somente a consciência do corpo, seu desejo de receber somente para si mesma durante o dia todo, ela está recebendo muita Luz, muita energia, mas não faz restrição, não compartilha a energia que recebeu (compartilhar refere-se a tudo, amor, paciência, bens materiais etc.). Ao longo do tempo a alma vai ficando cansada, aprisionada pelas energias negativas do corpo e já não consegue se desconectar do corpo para entrar nesta outra dimensão de energia e se reabastecer. Aí a pessoa pode dormir o quanto quiser e sempre estará cansada.
Por isso, quando aprendemos a respeito do processo da vida e o compreendemos, entendemos que a Alma anseia pela consciência de Biná, pois é somente lá que ela pode receber a Luz do Mundo Infinito. Devemos ter em mente quando acordamos e observamos o mundo: o que queremos fazer hoje? Esse livre arbítrio nos é oferecido toda manhã.
É POR ESSAS RAZÕES QUE AS PESSOAS FORTES ATRAEM RELACIONAMENTOS DIFÍCEIS:
 
A vida nunca é um mar de rosas para as pessoas fortes.

Elas sempre sentem a necessidade de sair e enfrentar todos os obstáculos que encontram, resolver todos os problemas que vêm em seu caminho, e passar todos os testes que a vida joga em sua direção. E no final, elas vão para casa apenas para descobrir que o seu verdadeiro amor está chateado, pela centésima vez na semana por ela ter esquecido de que era a sua vez de lavar a louça. Da perspectiva de um estranho, você imaginaria que sua vida é toda pacífica com tudo resolvido, mas essa visão não poderia estar mais longe da realidade.

Às vezes, o teste mais difícil na vida para uma pessoa forte é realmente fazer parte de um relacionamento bem-sucedido. Além de também atraírem péssimas experiências de abuso psicológico e manipulações constantes dentro dos relacionamentos. Mas por que isso?

Por que as pessoas fortes atraem relacionamentos difíceis?

A resposta para essa pergunta intrigante pode apenas omitir o fato de que uma pessoa forte se sente, completamente, em sua zona de conforto, e essa percepção começa a mudar quando a coexistência entra no jogo. Ao vivenciar todo o tipo de lutas na vida, esse novo relacionamento traz com ele mais desafios com os quais ela vai lidar. Uma explicação sobre isso é o seu desejo de passar por um novo processo de autodescoberta, crescimento, e aprendizagem de tempos em tempos, como um novo desafio para se superar.

Há três tipos de relacionamentos distintos para qual uma pessoa forte é atraída:

Relacionamento com uma alma-gêmea

Eles são atraídos a esse tipo de relacionamento, tanto que costumam ter mais de um relacionamento deste tipo.

Muito trabalho precisa ser colocado neste tipo de relacionamento. Pode ser exaustivo, tanto quanto pode ser estressante. Mas, ao mesmo tempo, pode ser muito gratificante. O crescimento e a aprendizagem continuam a ser o principal objetivo.

A autodescoberta discutida acima é realmente alcançada nesse relacionamento. Isso acontece porque quando você, ao investir em um relacionamento, ao chegar tão perto de um certo parceiro, ambos se tornam muito familiarizados com as imperfeições um do outro. Um relacionamento entre almas-gêmeas não implica, necessariamente, que vá durar para sempre, mas os efeitos desta relação podem.

Relacionamento restaurador

Pessoas fortes tendem a ser curadoras. Eles são as pessoas que você pode recorrer quando precisa de um abraço, uma orelha para ouvir suas histórias, um ombro para você chorar, e uma esponja que pode absorver toda a tristeza em sua vida. Então, elas acabam atraindo as pessoas que precisam desse tipo de força em sua vida.

Os benefícios desta relação não serão necessariamente unilaterais, a menos que o outro parceiro comece a tirar proveito. E, se isso se tornou o caso, aborte missão, agora! Além disso, se o parceiro forte começa a sentir-se emocionalmente drenado de tanto curar a outra pessoa o tempo todo, então, basta dar um passo para trás e desfrutar de estar na companhia de sua outra metade.

Relação cármica

A quantidade de bagagem que a vida lhe dá pode ser enorme. E nunca é fácil separar-se dos grilhões de coisas que aconteceram há tempos atrás. Eles podem fazer você se sentir confuso. Eles podem fazer você se sentir irritado. E eles podem impedi-lo de seguir em frente na vida. Este tipo de relacionamento parece que está batendo em você de frente, especialmente no início, quando a euforia de algo novo e emocionante está em seu auge.

Isto é seguido por uma atração extrema ou repulsa, dependendo completamente do humor de ambos os parceiros em um determinado momento. Liberar as dores e os sofrimentos antigos pode ser terapêutico. Talvez seja por isso que o universo continue a jogar pessoas fortes de uma relação cármica, purificando as pessoas ao longo do caminho.

O que uma pessoa forte pode fazer? (Em poucas palavras)

Apenas deixe ir. Permita-se começar a operar no piloto automático quando você está em um relacionamento. Como o clichê diz: “Basta seguir o fluxo”