《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

Postagens por:
Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Tudo é melhor

Quando Banzan passeava num mercado, ouviu uma conversa entre um carniceiro e um cliente.

- Dê-me o melhor bocado de carne que tem, disse o cliente.

- Na minha loja, tudo é o melhor, respondeu o carniceiro. Não encontrará aqui nenhum bocado de carne que não seja o melhor!

Ao ouvir estas palavras, Banzan tornou-se um iluminado.
O meu coração arde como fogo

Soyen Shaku (1859-1919), um roshi, mestre do zen-budismo japonês, (ch. laoshi) da escola rinzai, disse, um dia: "O meu coração arde como fogo. Mas os meus olhos são frios como cinzas mortas". Ele propôs as seguintes regras de vida:

De manhã, antes de vestir-se, acenda incenso e medite.

Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular. Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.

Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só. Quando só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.

Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.

Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar, mas pense sempre duas vezes antes de agir.

Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.

A sua atitude deve ser a de um herói sem medo, mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.

Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.

Ao acordar, deixe a cama para trás, instantaneamente, como se tivesse deixado fora um par de sapatos velhos.

Fonte: tinyurl.com/vo3d8fg
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 80
Assunto: Maaiana
Maaiana, mahayana, magnaiana ou Caminho para Muitos (em sânscrito: महायान, transl. mahāyāna, "grande veículo") é um termo classificatório utilizado no budismo que pode ser usado de três maneiras diferentes:

Como tradição viva, o maaiana é a maior das duas principais tradições do budismo existentes hoje em dia, a outra sendo o teravada.

Como ramo da filosofia budista, o maaiana se refere a um nível de prática e motivação espiritual, mais especificamente ao Bodhisattvayana A alternativa filosófica é o hinaiana, que é o yana ("caminho") de Arhat.

Como caminho prático, o maaiana é um dos três yanas, ou caminhos para a iluminação, os outros dois sendo o teravada e o vajrayana.

As raízes do nome mahayana são polêmicas e têm sua origem num debate sobre quais seriam os reais ensinamentos do Buda. Embora o movimento maaiana trace suas origens a Gautama Buda, as evidências históricas indicam que ele se originou no século I a.C. ou no século I d.C. no Sul da Índia. Foi levado para a China por Lokaksema, primeiro tradutor dos sutras maaianas para o chinês.

A primeira menção ao maaiana ocorre no Sutra do Lótus, entre o século I a.C. e o século I. As primeiras escrituras maaianas provavelmente se originaram durante o século I, no subcontinente indiano e se espalharam para a China durante o segundo século. Apenas no século V, o maaiana se tornou uma escola influente na Índia. No decorrer de sua história, o maaiana se espalhou pelo Leste da Ásia. Os principais países no qual ele ainda é praticado são a China, o Japão, a Coreia e o Vietnã.

Alguns dos principais sutras maaianas, codificados para sânscrito, não sobreviveram com o tempo e se perderam. As versões que foram traduzidas posteriormente para o tibetano e o chinês sobreviveram. As principais escolas do budismo maaiana que possuem um número significativo de seguidores são o budismo tibetano, o zen-budismo, a Terra Pura, o Nichiren, o Shingon e o Tendai.
Doutrina

Poucas coisas podem ser ditas com certeza sobre o budismo maaiana, especialmente sobre suas primeiras formas, indianas, além de que é a forma de budismo praticada na China, no Vietnã, Coreia, Tibete, Nepal e Japão e de que sua língua canônica é, principalmente, o sânscrito. O maaiana pode ser descrito como um feixe atado de maneira pouco firme, de diversos ensinamentos, que conseguiu englobar as diversas e contrastantes ideias encontradas naqueles diversos ensinamentos dos elementos que o compõem.

O maaiana é uma estrutura religiosa e filosófica vasta. Constitui uma fé inclusiva, caracterizada pela adoção de novos sutras, os chamados sutras maaianas, em adição aos textos mais tradicionais, como o Cânone Páli e os ágamas, e por uma mudança nos conceitos e no propósito básico do budismo. O maaiana se vê como capaz de penetrar mais profundamente no darma de Buda. No Nirvana Sutra (ou Mahaparinirvana Sutra), por exemplo, o Buda narra como seus primeiros ensinamentos sobre o sofrimento, a impermanência e o não eu foram dados àqueles que ainda eram como "pequenas crianças", incapazes de digerir a "refeição" completa da verdade. À medida que estes estudantes espirituais "fossem crescendo" e não mais se satisfizendo com os ingredientes preliminares da refeição dármica com que se alimentavam e precisassem de maior sustância, estariam, então, prontos a assimilar os ensinamentos do maaiana em toda a sua totalidade.

A escola maaiana do budismo retira a ênfase no ideal, expresso pelo teravada, da libertação do dukkha (sofrimento) individual, e na obtenção do nirvana (extinção). O Sutra do Lótus diz, por diversas vezes, que a vida do Buda é extremamente longa, e que ela é infinita; as autoridades do maaiana divergem sobre qual destas afirmações deve ser interpretada literalmente. De uma maneira geral, os chineses e japoneses preferem a primeira, enquanto os tibetanos a última. Além disso, a maioria das escolas do maaiana acredita num panteão de bodisatvas (em sânscrito: बोधिसत्त्व), quase-divinos, que se devotam à excelência pessoal, ao conhecimento supremo e à salvação da humanidade e de todos os outros seres sencientes (animais, fantasmas, semideuses etc.). O zen-budismo é uma escola do maaiana que, frequentemente, retira a ênfase no panteão dos bodisatvas e, ao invés disso, se foca nos aspectos meditativos da religião. No maaiana, o Buda é visto como o ser definitivo, mais elevado, presente em todos os tempos, em todos os seres, e em todos os lugares, enquanto os bodisatvas representam o ideal universal da excelência altruística.

Os princípios fundamentais da doutrina maaiana foram baseados em torno da possibilidade da liberação universal do sofrimento para todos os seres (daí "grande veículo") e na existência de budas e bodisatvas que incorporam a natureza de Buda (em chinês: 佛性) transcendente (a eterna presença do Buda, presente, porém escondida e irreconhecível, em todos os seres). Algumas escolas do maaiana simplificam a expressão de fé permitindo que a salvação seja obtida através da graça do buda Amitaba (अमिताभ), tendo fé e se devotando ao nianfo (cânticos a Amitaba). Este estilo de vida devoto do budismo é especialmente enfatizado pelas escolas da corrente Terra Pura, e contribuiu enormemente ao sucesso do maaiana no Leste da Ásia, onde os elementos espirituais tradicionalmente se utilizavam de cânticos com o nome de um buda, de mantras ou dharanis, da leitura de sutras maaianas e do misticismo. No budismo chinês, a maioria dos monges pratica a Terra Pura, alguns combinando-a com o Chan (Zen).

Há uma tendência, nos sutras maaianas, de encarar a aderência a estes textos como forma de obter benefícios espirituais maiores do que aqueles que seriam obtidos pelos seguidores das visões não maaiânicas do darma. Assim, no Srimala Sutra, o Buda afirma que a devoção ao maaiana é inerentemente superior em suas virtudes à devoção ao caminho do Sravaka ou do Pratyekabuddha:

" ...assim como, no gado, a magnificência do mais bem criado e belo brilha mais que o resto do rebanho em altura, peso e assim por diante, também sust
entar o Saddharma [Verdadeiro Darma] do maaiana, ainda que somente um pouco, é algo maior e mais vasto que todos os saudáveis darmas dos yanas [veículos] do Shravaka e Pratyekabuddha."

Fonte: tinyurl.com/vn7grcq
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 81
Assunto: Hinaiana
Hīnayāna (हीनयान) é um termo sânscrito que significa literalmente: "Veículo Inferior", "Veículo de deficiente", o veículo"abandonado" ou "Veículo defeituoso", aplicado ao Śrāvakayāna, o caminho budista seguido por um śrāvaka que deseja se tornar um Arhat. O termo apareceu em torno do 1o ou 2o século. Hīnayāna é frequentemente contrastado com Maaiana, que significa o "grande veículo". Há uma variedade de interpretações sobre a quem ou o que o termo "Hīnayāna" refere-se. O monge chinês Yi Jing, que visitou a Índia no século VII, distingue o Budismo Mahayana do Hīnayāna como se segue:

Ambos adotam o mesmo Vinaya, e eles têm em comum as proibições das cinco transgressões e também a prática das quatro nobres verdades. Aqueles que veneram os bodisatvas e leem os Sutras Mahayana são chamados de Mahāyānistas, enquanto aqueles que não o fazem são chamados Hīnayānistas.

O termo foi amplamente utilizado no passado por estudiosos ocidentais para denominar "o mais antigo sistema de doutrina Budista" como diz o Monier-Williams, Sanskrit-English Dictionary (Oxford, 1899). No entanto, seu uso é cada vez menos utilizado, por causa de suas origens pejorativas, e incerteza sobre quais escolas budistas deveria abranger. Ele tem sido usado como um sinônimo para a tradição Theravada , que continua como a principal forma de budismo no Sri Lanka e Sudeste da Ásia, mas alguns estudiosos negam que o termo inclua o budismo Theravada. Em 1950 o World Fellowship of Buddhists declarou que o termo Hīnayana não deve ser usado para se referir a qualquer forma de budismo existente hoje.
Etimologia

A palavra Hīnayāna é formado de hīna (हीन):"pequeno", "pobre," "inferior", "abandonado," "deficiente", "defeituoso"; e yāna (यान): "veículo", onde "veículo" significa "uma maneira de ir até a iluminação". O dicionário Pali-Inglês da Pali Text Society (1921–25) define hīna em termos ainda mais fortes, com um campo semântico que inclui "pobre, miserável; vil, baixo, abjeto, desprezível,"e"deplorável".

Nos idiomas chinês, coreano, vietnamita e japonês, o termo foi traduzido por Kumārajīva e outros como "pequeno veículo" (小 significado "pequeno", 乘 significado "veículo"), embora as traduções anteriores e mais exatas do termo, também existem. Em Mongol (Baga Holgon), o termo para Hinayana também significa "pequeno" ou "menor" veículo, enquanto em tibetano há pelo menos duas palavras para designar o termo, theg chung (em tibetano: ཐེག་ཆུང་), de significado "pequeno veículo" e theg dman (em tibetano: ཐེག་དམན་), que significa "veículo inferior" ou "abordagem espiritual inferior".
Origens

De acordo com Jan Nattier, é mais provável que o termo Hīnayāna seja posterior ao termo Maaiana e só tenha sido adicionado posteriormente devido ao antagonismo e conflito entre os bodhisattvas e śrāvakas. A seqüência de termos então começou com Bodhisattvayāna, que recebeu o epíteto Mahayana ("grande veículo"). Foi apenas mais tarde, após as atitudes para com os bodhisattvas e seus ensinamentos tornarem-se mais críticas, que o termo Hīnayāna foi criado como uma formação posterior, contrastando com o termo já estabelecidas Maaiana. Os primeiros textos maaiana, muitas vezes usam o termo Budismo Mahayana como um epíteto e sinônimo de Bodhisattvayāna, mas o termo Hīnayāna é relativamente raro em textos antigos e geralmente não se encontra nas primeiras traduções. Portanto, a simetria frequentemente percebida entre o Budismo Mahayana e Hīnayāna pode ser enganadora, pois os termos não eram na verdade cunhados em relação um ao outro na mesma época.

De acordo com Paul Williams, "o equívoco profundo sobre uma crítica feroz, incessante e onipresente ao veículo menor pelo [Mahayana] não é suportado pelos nossos textos." Williams afirma que, apesar de alguma evidência do conflito estar presente em alguns casos, também há substancial evidência demonstrando uma coexistência pacífica entre as duas tradições.
Membros Maaiana das primeiras escolas budistas

Embora as 18-20 primeiras escolas do budismo sejam às vezes informalmente classificadas como Hīnayāna nos tempos modernos, isto não é necessariamente preciso. Não há provas de que o termo Mahayana tenha se referido a uma escola formal distinta do Budismo, mas sim que existia como um determinado conjunto de ideais e doutrinas posteriores, para os bodhisattvas. Paul Williams também observou que o Maaiana nunca teve nem nunca tentou ter um Vinaya ou linhagem de ordenação separados das primeiras escolas budistas, e, portanto, cada Bhikshu ou bhikṣuṇī pertencente ao Maaiana formalmente pertencia a uma das escolas antigas. Isto continua até hoje com a linhagem de ordenação Dharmaguptaka na Ásia Oriental e a linhagem de ordenação Mūlasarvāstivāda no budismo tibetano. Portanto Maaiana nunca foi uma seita rival distinta das primeiras escolas. Através de monges chineses em visita a Índia, agora sabemos que tanto monges Mahayana e não-Maaiana na Índia, muitas vezes viviam nos mesmos mosteiros lado a lado.

O monge budista chinês e peregrino Yijing escreveu sobre a relação entre os vários "veículos" e as escolas iniciais do budismo na Índia. Ele escreveu, "existem no Ocidente numerosas subdivisões das escolas que têm origens diferentes, mas existem apenas quatro escolas principais de tradição contínua."Estas escolas são nomeadamente a Mahāsāṃghika Nikāya, Sthavira Nikāya, Mūlasarvāstivāda Nikāya e Saṃmitīya Nikāya. Explicando suas filiações doutrinárias, ele então escreve: "quais dos quatro escolas devem ser agrupadas com o Budismo Mahayana ou com o Hīnayāna não é claro." Isso quer dizer, não havia nenhuma correspondência simples entre uma escola budista e se seus membros aprendem os ensinamentos do "Hīnayāna" ou "Mahayana".

Identificar escolas inteiras como "Hīnayāna", contendo não só śrāvakas e pratyekabuddhas, mas também bodhisattvas maaiana, seria atacar as escolas dos seus colegas Mahāyānistas, assim como as suas próprias. Em vez disso, o que é demonstrado na definição de Hīnayāna dada por Yijing, é que o termo se referia aos indivíduos com base em diferenças doutrinárias em relação à tradição do Budismo Mahayana.
Hīnayāna como Śrāvakayāna

Estudioso Isabelle Onians afirma que, embora "a Maaiana... muito ocasionalmente taxasse o Budismo anterior como Hinayāna, o caminho Inferior,"; "a preponderância deste nome na literatura secundária está muito desproporcional às ocorrências nos textos indianos." Ela observa que o termo Śrāvakayāna era o termo "mais politicamente correto e muito mais usual" usado pelos Mahāyānistas. Jonathan Silk argumenta que o termo "Hinayana" foi usado para se referir a quem se queria criticar em qualquer ocasião e não em referência a qualquer agrupamento definido de budistas.
Hīnayāna e Theravāda

Pontos de vista dos peregrinos chineses

No século VII, o monge budista chinês Xuanzang descreve a existência simultânea doMahāvihara e do Abhayagiri Vihara no Sri Lanka. Ele se refere aos monges do Mahāvihara como "Hīnayāna Sthaviras" (Theras) e aos monges do Abhayagiri Vihara como "Mahāyāna Sthaviras".

Xuanzang escreve também:

"Os Mahāvihāravāsins rejeitam o Maaiana e praticam o Hīnayāna, enquanto os Abhayagirivihāravāsins estudam os ensinamentos de ambos Hīnayāna e Maaiana e propagam o ' Tipitaka."
Diferenças filosóficas

Os Mahayanistas posicionavam-se principalmente na dialética filosófica com o Vaibhāśika-Sarvastivada, que teve de longe o mais "abrangente edifício de sistemática doutrinária" das escolas nikaya. Com isto em mente, às vezes argumenta-se que o teravada não seria considerado uma escola "Hinayana" por Mahayanistas porque ao contrário da agora extinta escola Sarvastivada , o principal objeto da crítica de Mahayana, a escola Theravada não afirmam a existência de darmas independentes;nisto, ele mantém a atitude do Budismo antigo. Algumas figuras do Theravada contemporâneas assim indicaram uma postura simpática em direção a filosofia Mahayana encontrada no Sutra do coração e as Versos Fundamentais sobre o Caminho do Meio.

Os Mahayanistas estavam incomodados pelo pensamento substancialista dos Sarvastivadins e Sautrantikas, e ao enfatizar a doutrina do vazio, Kalupahana afirma que eles se esforçaram para preservar o ensino antigo. O Theravadins também refutoaram os Sarvastivadins e Sautrantikas (e outras escolas) alegando que suas teorias estavam em conflito com o não-substancialismo do Cânone. Os argumentos do Theravada são preservados no Kathavatthu.
Opiniões de Budistas Theravada


Alguns budistas Theravada se opuseram à identificação do Theravada com Hinayana, pois ele é visto como um termo mais depreciativo . Como Walpola Rahula observou em suas Pérolas da Sabedoria Budista:

"... não devemos confundir Hīnayāna com Theravāda porque os termos não são sinónimos. O Budismo teravada foi para o Sri Lanka durante o século III A.C., quando não havia nenhum Maaiana. As Seitas Hīnayāna desenvolveram-se na Índia e tinham uma existência independente da forma de budismo existente no Sri Lanka. Hoje não existe nenhuma seita Hīnayāna em qualquer lugar do mundo. Portanto, em 1950 a Sociedade Mundial de Budistas inaugurada em Colombo decidiu por unanimidade que o termo Hīnayana deve ser descartado ao referir-se ao budismo existente hoje no Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, Camboja, Laos, etc. Esta é a breve história do Theravāda, Mahayāna e Hīnayāna.!

Desde a época em que Rahula escreveu, considerável evidência emergiu indicando que Theravadas e Mahayanistas interagiram regularmente no Sri Lanka ao longo do primeiro milênio D.C., portanto, qualquer sugestão de que não havia nenhum contato entre os dois seria incorreta.

Fonte: tinyurl.com/yx5lg8zp
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 82
Assunto: Reyukai
A Reiyukai é uma prática budista de culto aos antepassados, cujo fundador foi o Sr. Kakutaro Kubo em 1920. Naquele tempo o Japão atravessava um período de profundas mudanças sociais. No grande terremoto em Tóquio em 1923, houve um grande crescimento de insegurança na população. Kakutaro Kubo sentiu que, naqueles momentos de crise, as pessoas procuravam encontrar uma maneira de aplicar ordem em suas vidas. Na década de 1920 trabalhou arduamente para comunicar sua filosofia. As idéias da Reiyukai, como auto-resolução dos problemas e tornar a si mesmo o condutor de seu próprio destino, dar esperança àqueles que vivem em pobreza extrema e em desespero. A atitude positiva de Kokutaro Kubo era uma proposta melhor que as filosofias sociais existentes. Muitas pessoas foram atraídas pelas idéias de Kubo e um de seus primeiros seguidores foi Kimi Kotani, a esposa de seu irmão mais velho, Yasukichi Kotani. Kotani trabalhou com Kubo para difundir os ensinamentos da Reiyukai e chegou a ser sua primeira presidente em 1930. Depois da morte de Kubo em 1944, fez crescer a Reiyukai, desejando ampliar o bem estar em toda sociedade e criando diversos programas para a juventude.

Durante as décadas de 1950 e 1960 a Reiyukai concentrou esforços para a expansão de seus programas para a juventude. Kotani acreditava que os jovens de seu país estavam sendo descuidados já que o Japão havia se concentrado em uma competência internacionalmente reconhecida para a modernização e reconstrução pós-guerra. Portanto criou a seção juvenil da Reiyukai em 1954. As instalações do monte Miroku, também conhecido como Mirokusan, um centro de entretenimento para os membros jovens, foi concluído em 1964. Neste mesmo ano, a escola preparatória secundária Meiho, fundada por Kimi Kotani, abriu pela primeira vez suas portas. Kimi Kotani faleceu em 1971, e atualmente é relembrada como fundadora da Reiyukai.

Nos anos 1970, a Reiyukai havia crescido e já consideravelmente muitos de seus membros concluíram que era tempo de sua mensagem se expandir ao exterior do Japão. Em 1972 foi inaugurado um centro nos Estados Unidos, em 1975 no Brasil, Canadá, Filipinas em 1976 e em 1977 no México, Itália e Taiwan. Logo em seguida, em 1978 na Espanha, Reino Unido e Tailândia, seguido mais tarde de Nepal, Paraguai, Coreia, Bolívia, Ceilão, finalmente em 1999. Atualmente a Reiyukai se transformou em uma organização com centros em vários países do mundo e sua meta é permanecer a mesma desde sua fundação por Kokutaro Kubo.

Fonte: tinyurl.com/v2mdezq
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 83
Assunto: Honmon Butsuryu-Shu
Honmon Butsuryu-Shu (本門佛立宗), traduzido do japonês, significa Religião Budista do Caminho Primordial do Sutra Lótus estabelecida pelo Buda Primordial, conhecido no Brasil como Budismo Primordial HBS.

A Honmon Butsuryu-Shu, foi fundada em 1857 pelo Grande Mestre Nissen Shounin, também chamado de Kaidou Nissen Shounin, por ser considerado na época um grande reformista (Kaidou = abrir caminhos). Tem como prática fundamental a entoação do Odaimoku (Namumyouhourenguekyou) contido nos oito primeiros capítulos do Caminho Primordial (denominados Honmon Happon) do Sutra Lótus transmitido pelo Jyougyou Bossatsu (denominado Nitiren Daibossatsu).

O Caminho Primordial, segundo a Honmon Butsuryu-Shu, está contido nos Capítulos 15º ao 22º do Sutra Lótus, que contém a essência da compaixão de Buda, assim chamado de Buda Primordial. O Sutra de Lótus é composto por vinte e oito capítulos. Os primeiros catorze capítulos são chamados Shakumon (capítulos provisórios) e os últimos quatorze são chamados Honmon (capítulos primordiais). ‘Shaku’ em Shakumon significa literalmente “sombra” ou “passos” e ‘Hon’ em Honmon significa “verdadeiro” ou “genuíno”. Mon significa “o portão para o estado de Buda (ensinamentos para atingir o estado de Buda)”. Então, o Sutra de Lótus é a real intenção e o verdadeiro ensinamento de Buda, em comparação com os Sutras que foram pregados antes dele, que são ensinos Shakumon, ou seja, apenas ensinos provisórios (como uma sombra) dos ensinamentos Honmon. 

O Buda Primordial (Kuon no Honbutsu), segundo esta ramificação budista, não tem começo nem fim. É considerado a divindade única que rege o cosmos e que na história da humanidade, no momento da pregação dos oito primeiros capítulos do Caminho Primordial do Sutra Lótus (Honmon Happon e somente durante este trecho), através do corpo físico do Buda Histórico Siddhartha Gautama revelou sua existência, e "pessoalmente" transmitiu os ensinamentos.

Buda significa "O Desperto". Segundo o Budismo Primordial HBS, o Buda histórico, Shakyamuni, Príncipe Siddhartha Gautama, é uma emancipação do Buda Primordial, ou seja, uma manifestação física e transitória que nasceu com a missão de ensinar sob a mesma forma "humana", passando pelos mesmos obstáculos mundanos, que é possível atingir a iluminação e expandí-la. Por isso nos Templos da Honmon Butsuryu-Shu, Budismo Primordial HBS, não existem estátuas de Buda.
Buda Shakyamuni deixou aproximadamente 84.000 ensinamentos. Após cinquenta anos de pregação, nos últimos oito anos que antecedem o seu falecimento, revelou que todos os ensinamentos até então pregados eram provisórios, uma preparação para o seu último ensinamento, o Sutra Lótus: "Dentre os sutras, este é o Rei Soberano".

Conforme os ensinamentos de Grande Mestre Nissen Shounin, fundador da HBS, o Budismo Primordial HBS surgiu com o objetivo de proporcionar a todos a felicidade plena independentemente de possíveis diferenças e circunstâncias que possam existir entre os seres. Como prática fundamental, o pronunciamento do Odaimoku e os ensinamentos do Sutra do Lótus, a essência da compaixão de Buda. A sua prática tem, como meta principal, atingir o estado de iluminação de Buda através da ação altruísta e da eliminação de carmas negativos (zaishou).

Atualmente, há, aproximadamente, 270 templos da religião no Japão. Sendo a Matriz Mundial Yuseiji localizada em Kyoto, Japão.

A expansão para o exterior teve início no século XX. Hoje há templos e fiéis também na Coréia do Sul, Taiwan, Estados Unidos da América, Havaí, Sri Lanka, Austrália, Itália, Filipinas, Cingapura, Índia, Nepal, além do Brasil que, com 11 templos e cinco núcleos, é o maior país em número de adeptos fora do Japão.
Grandes Mestres da HBS - Honmon Butsuryu-Shu

Grande Mestre Nitiren Daibossatsu - Renascimento do Jyougyou Bossatsu e Mestre da Era Mappou

Zennitimaro nasceu em 16 de fevereiro de 1222, em uma província de pescadores em Kominato, na península Boso, atual província de Chiba, no Japão. Seu pai chamava-se Nukina no Jirou Shiguetada e sua mãe, Umeguiku. Aos 12 anos, ingressou no Templo Seityouji, em Kamakura, como aprendiz sacerdotal e recebeu o nome de Rentyou de seu mestre Douzenbou. Aos 16 anos, foi ordenado sacerdote. Deixou o Templo Seityouji e foi buscar maior aprofundamento no Monte Hiei, a mais conceituada escola budista da época. Depois de anos de peregrinação, estudo e pesquisa, no dia 28 de abril de 1253 declarou o Rikkyou Kaishuu ("Estabelecimento da Religião do Odaimoku") orando em voz alta o Odaimoku, aos 32 anos de idade.

Por dar início à prática dos ensinamentos destinados à era em que vivemos, é chamado de "Mestre da Era Mappou". Desde o início da prática da oração do Odaimoku até seu o falecimento, passou por quatro "Grandes Admoestações" e outros incontáveis obstáculos. Todos serviram para fortalecer e autenticar a sua condição de "Enviado do Buda Primordial", ou seja, Dyougyou Bossatsu, conforme previsto no Sutra do Lótus. Sua determinação, compaixão e vigor, fundamentados pela fé em todas as atividades, são suas características principais, que ainda hoje são praticadas por seu seguidores. Faleceu no dia 13 de outubro de 1282, aos 60 anos de idade.