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Numeral

Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.

Exemplos:

Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.

[quatro: numeral = atributo numérico de "ingresso"]

Eu quero café duplo, e você?

...[duplo: numeral = atributo numérico de "café"]

A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!

...[primeira: numeral = situa o ser "pessoa" na sequência de "fila"]

Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim de algarismos.

Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena.
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Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um, dois, cem mil, etc.

Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo: primeiro, segundo, centésimo, etc.

Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por exemplo: meio, terço, dois quintos, etc.

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Coletivos: se referem ao conjunto de algo, indicando o número exato de seres que compõem esse conjunto. Por exemplo: dezena, dúzia, milheiro, etc.

Leitura dos Numerais
Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção e. Por exemplo:

1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
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Flexão dos numerais

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.

Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:

primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
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Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas. Por exemplo:

Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número. Por exemplo:

Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe:

um terço/dois terços
uma terça parte
duas terças partes

Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja:

uma dúzia
um milheiro
duas dúzias
dois milheiros

É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. É o que ocorre em frases como:

Me empresta duzentinho...

É artigo de primeiríssima qualidade!

O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)
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Emprego dos Numerais

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo)
D. Pedro II (segundo)
Ato II (segundo)
Século VIII (oitavo)
Canto IX (nono)
Tomo XV (quinze)
Luís XVI (dezesseis)
Capítulo XX (vinte)
Século XX (vinte)
João XXIII (vinte e três)

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:

Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)

Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Por exemplo:

Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.

Obs.: a forma "ambos os dois" é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
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1️⃣: Não confundam mais as palavras: coser e cozer, pois, coser é sinónimo de costurar; unir com linhas, ou seja, fabricar roupa.

Ex: O Mário coseu a camisola do Márcio.

E cozer é sinónimo de cozinhar, dizemos quando a comida está pronta.

Ex: O arroz cozeu.

Entendeu!?

É coisa básica, mas muito errada por nós, contudo, espero ter clariado o seu entender da matéria. Boa noite!

_"Estudamos com consciência e muita paciência". @cafecomletras
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Lindo soneto de Bilac sobre nossa língua:

LÍNGUA PORTUGUESA

Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura, Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!" E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
@cafecomletras
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PRÓCLISE, MESÓCLISE, ÊNCLISE.
.
Os pronomes oblíquos átonos me, te, se, o, a, lhe, os, as, lhes, nos e vos, como todos os outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra próxima. Assim, esses pronomes podem ocupar três posições distintas na frase:
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— Antes do verbo – PRÓCLISE (dizemos que o pronome está proclítico).
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A próclise ocorre geralmente em orações em que antes do verbo haja:
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1. Palavra de sentido negativo (não, nada. Nunca, ninguém etc.):
— Nunca ME convidam para as festas.
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2. Conjunção subordinativa :
— Quando TE encarei de frente a frente não vi o meu rosto.
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3. Advérbio :
— Assim SE resolvem os problemas.
Caso haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula), ocorrerá a ênclise.
— Assim, resolvam-SE os problemas.
.
4. Pronome indefinido :
— Tudo SE acaba na vida.
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5. Pronome relativo:
— Não encontrei o caminho que ME indicaram.
.
6: Com verbo no gerúndio precedido de
preposição em:
— Em SE tratando de previsões, qualquer afirmação otimista será arriscada.
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7. Com verbo no infinitivo pessoal (flexionado ou não) precedido de preposição:
— Vocês serão castigados por ME faltarem ao respeito.
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Ocorre também a próclise nas orações iniciadas por palavras interrogativas e exclamativas e nas orações optativas (orações que exprimem um desejo):
— Quem te disse que ele não viria? (oração iniciada por palavra interrogativa)
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— Quando me custa dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa)
.
— Deus te proteja . (oração optativa)
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No meio do verbo – MESÓCLISE (dizemos que o pronome está mesoclítico.
A mesóclise só poderá ocorrer com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não haja algum fator de próclise.
— Convidar-ME -ão para a festividade de estréia da nova série televisiva.
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— Convidar-TE -ia para viajar comigo.
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Caso o verbo no futuro do presente ou no
futuro do pretérito do indicativo venha precedido por pronome pessoal reto, ou de alguma palavra que exija a próclise, está será de rigor.
— Eles ME convidarão para a festividade de estreia da nova série televisiva.
— Não ME convidarão para a festividade de estreia da nova série televisiva.
— Sempre TE convidaria para viajar comigo, caso fosse possível.
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Após o verbo – ÊNCLISE (dizemos que o pronome está enclítico)
De acordo com a gramática normativa, a posição adequada dos pronomes átonos é depois do verbo , desde que não haja condições para a próclise ou para a mesóclise.
Assim sendo, a ênclise é obrigatória:
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a) Com o verbo no inicio do período, desde que não esteja no futuro do indicativo:
— Comenta-se que ele recebeu o prêmio.
— Lembram-me pormenores daquela noite sem graça.
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b) Com verbo no imperativo afirmativo :
— Alunos, apresentem-SE já ao diretor.
— Amigos, digam-ME somente a verdade.
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c) Com o verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido da preposição em:
— Modificou a frase, tornando-A ambígua.
— Puseram-na de castigo para depois poder beijá-la , consolando-a.
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d) Com o verbo no infinitivo pessoal regido por preposição a:
— Leia atentamente as questões antes de resolvê-LAS .
— Aspirava com ânsia, como se aquele ambiente tépido não bastasse a saciá-lo .
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e) Em orações interrogativas iniciadas por palavras interrogativas, com verbo no infinitivo impessoal:
— Por que maltratar-me agora?
— Como convencer-te do meu apreço?
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