《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

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Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Planos internacionais

Em 1937, Shoghi Effendi lançou um plano de sete anos para os bahá'ís da América do Norte, seguido por outro em 1946. Em 1953, ele lançou o primeiro plano internacional, a Cruzada de Dez Anos. Este plano trazia metas extremamente ambiciosas para a expansão da comunidade e instituições bahá'ís, a tradução de textos bahá'ís em línguas ainda inéditas e o envio de pioneiros bahá'ís para nações anteriormente não alcançadas. Effendi anunciou, através de cartas escritas durante a Cruzada de Dez Anos, que outros planos seriam lançados sob a direção da Casa Universal de Justiça, eleita em 1963 no auge da Cruzada. Em 1964, a Casa de Justiça lançou um plano de nove anos e uma série de planos plurianuais subsequentes, de duração e objetivos diversos, foram lançados em seguida, guiando a direção da comunidade bahá'í internacional.

Anualmente, em 21 de abril, a Cada Universal de Justiça envia uma mensagem de Ridván para a comunidade bahá'í em todo o mundo, que geralmente oferece uma atualização sobre o progresso do plano atual e oferece orientações para o ano seguinte. Os bahá'ís em todo o mundo estão sendo incentivados a se concentrar na construção de competências através de aulas para crianças, grupos de jovens, reuniões devocionais e estudo sistemático da religião através de círculos de estudo. Outros focos são o envolvimento na ação social e participação nos debates predominantes da sociedade. Os anos de 2001 até 2021 representam quatro planos sucessivos de cinco anos, culminando com o centenário da passagem de `Abdu'l-Bahá.
Demografia

Um documento de fonte bahá'í apontava a existência de 4.700.000 fiéis em 1986, crescendo a uma taxa de 4,4%. Desde então, fontes bahá'í estimam o número de fiéis em torno de 5 milhões. A Enciclopédia Cristã Mundial estimava a existência de 7,1 milhões de bahá'ís em 218 países em 2000 e de 7,3 milhões em 2010 no mesmo número de países. Segundo esta fonte, "a fé bahá'í é a única religião que tem crescido mais do que a população geral em todas as regiões das Nações Unidas ao longo dos últimos 100 anos. A fé bahá'í foi, assim, a religião que mais cresceu entre 1910 e 2010, crescendo pelo menos duas vezes mais rápido do que a população de quase todas as regiões da ONU". A única falha sistemática desta fonte é indicar uma estimativa mais elevada de cristãos do que o conjunto de outros dados disponíveis.

A partir de sua origem nos Impérios Persa e Otomano, a religião conquistou fiéis no Sul e Sudeste Asiático, na Europa e na América do Norte até o início do século XX. Durante as décadas de 1950 e 1960, vastas viagens levaram a fé bahá'í para quase todos os países e territórios do mundo. Durante a década de 1990, os bahá'ís desenvolveram programas de consolidação sistemática em larga escala e o início do século XXI viu grandes influxos de novos fiéis ao redor do mundo. A fé bahá'í é, atualmente, a religião minoritária no Irã, no Panamá e em Belize; é a segunda maior religião internacional na Bolívia, na Zâmbia e na Papua Nova-Guiné; e a terceira maior religião internacional no Chade e no Quênia. Segundo o World Almanac and Book of Facts 2004:

“ A maioria dos bahá'ís mora na Ásia (3,6 milhões), na África (1,8 milhões) e na América Latina (900.000). Segundo algumas estimativas, a maior comunidade bahá'í do mundo está na Índia, com 2,2 milhões de bahá'ís, seguida pelo Irã, com 350.000, os EUA, com 150.000, e o Brasil, com 60.000. Os números variam muito nos demais países. Atualmente, nenhum país possui uma maioria de bahá'ís. ”

A religião bahá'í é listada pelo The Britannica Book of the Year (1992–atualidade) como a segunda religião independente mais difundida no mundo em número de países alcançados. Segundo esta fonte, a fé bahá'í estava presente em 247 países e territórios em 2002; representando mais de 2.100 grupos étnicos, raciais e tribais; as escrituras bahá'ís foram traduzidas para mais de 800 línguas; possuindo 7 milhões de adeptos em todo o mundo. Em 2007, a fé bahá'í foi apontada pela revista Foreign Policy como a segunda religião que mais cresce no mundo, tendo aumento seu número de fiéis em 1,7% em comparação ao ano anterior.
Práticas sociais

Leis

As leis da fé bahá'í têm sua origem principal na obra Kitáb-i-Aqdas, escrita por Bahá'u'lláh. A seguir, alguns exemplos de leis básicas e hábitos religiosos.

A oração na fé bahá'í consiste de orações obrigatórias e devocionais (gerais). Todos os bahá'ís com mais de 15 anos de idade devem recitar individualmente uma oração obrigatória por dia, usando palavras e formato fixos. Além da oração obrigatória diária, os fiéis são orientados a oferecer diariamente uma oração devocional e um período de meditação e estudo das escrituras sagradas. Não há nenhum formato padrão para as devoções e meditações, embora as orações devocionais escritas por figuras centrais da fé bahá'í e apresentadas em livros de oração são tidos em alta consideração. Ler em voz alta as orações de livros de oração é uma característica típica de reuniões bahá'ís.

A maledicência e a fofoca são proibidas e denunciadas.
Bahá'ís adultos com boa saúde devem realizar anualmente um jejum de 19 dias do nascer ao pôr-do-sol de 2 de março a 20 de março.
Os bahá'ís são proibidos de beber álcool ou usar drogas, a menos que seja prescrito por um médico.
A relação sexual só é permitida entre marido e mulher e, portanto, relações sexuais pré-maritais, extramaritais e homossexuais são proibidas.
A jogatina é proibida.
O fanatismo é proibido.
O ritualismo é desencorajado, com a notável exceção das orações obrigatórias.
É necessário abster-se da política partidária.

Enquanto algumas das leis do Kitáb-i-Aqdas são aplicáveis na atualidade e podem ser impostas pelas instituições administrativas, Bahá'u'lláh previu a aplicação progressiva de outras leis que dependem da existência de uma sociedade predominantemente bahá'í. As leis, quando não estão em conflito direto com as leis civis de determinado país, são obrigatórias para todos os bahá'ís, e a observância de leis pessoais, como a prática de orações e jejum, é de responsabilidade exclusiva do indivíduo.
Casamento

O propósito do casamento na fé bahá'í é, principalmente, promover a harmonia espiritual, a companhia e a unidade entre um homem e uma mulher e proporcionar um ambiente estável e carinhoso para a criação de crianças. Os ensinamentos bahá'ís sobre o casamento chamam-no de fortaleza para o bem-estar e para a salvação e colocam o casamento e a família como base da estrutura da sociedade humana. Bahá'u'lláh elogiava muito o casamento, desencorajando o divórcio e a homossexualidade, e exigindo castidade fora do casamento; Bahá'u'lláh ensinava que marido e mulher devem se esforçar para melhorar a vida espiritual um do outro. O casamento interracial também é muito elogiado nas escrituras bahá'ís.

Os bahá'ís que pretendem se casar são convidados a obter uma compreensão completa do caráter do outro antes de tomar uma decisão. Embora os pais não devam escolher os noivos de seus filhos, após dois indivíduos decidirem se casar eles devem receber a aprovação de todos os pais biológicos vivos, mesmo que um dos noivos não seja um bahá'í. A cerimônia de casamento bahá'í é simples; a única parte obrigatória do casamento é a leitura dos votos de casamento prescritos por Bahá'u'lláh que tanto o noivo quanto a noiva devem ler na presença de duas testemunhas. Os votos são "Nós todos iremos, verdadeiramente, cumprir a vontade de Deus".
Trabalho

O monasticismo é proibido na fé e os bahá'ís tentam atingir sua espiritualidade na vida cotidiana. A realização de um trabalho útil, por exemplo, não é apenas necessário, mas também considerado uma forma de adoração. Bahá'u'lláh proibiu um estilo de vida mendicante e ascético. A importância do auto-esforço e do serviço à humanidade na vida espiritual de alguém também são enfatizados nos escritos de Bahá'u'lláh, onde ele afirma que o trabalho feito com o espírito de serviço à humanidade é considerado por Deus semelhante à oração e à adoração.
Casas de Adoração

A maioria dos encontros de bahá'ís ocorrem em casas de fiéis, centros bahá'ís ou imóveis alugados, uma vez que não é permitido conversar dentro das Casas de Adoração. Internacionalmente, existem atualmente sete Casas de Adoração Bahá'í, com uma oitava em construção no Chile e a construção de mais sete sendo planejada em abril de 2012. As escrituras bahá'ís se referem a uma instituição chamada Mashriqu'l-Adhkár (Local nascente da menção de Deus), um complexo de instituições que incluem um hospital, uma universidade, escolas, e assim por diante. O primeiro Mashriqu'l-Adhkár, localizado em Asgabate, no Turcomenistão e demolido em 1963, foi a Casa de Adoração mais completa da história da fé bahá'í.
Calendário

O calendário bahá'í é baseado no calendário estabelecido pelo Báb. Os anos são compostos por 19 meses de 19 dias cada, com 4 ou 5 dias intercalares entre o 18° e o 19° mês para completar um ano solar. O Ano Novo Bahá'í, chamado Naw Rúz, corresponde ao tradicional ano novo persa e ocorre no equinócio vernal, 21 de março, no final do mês de jejum. As comunidades bahá'ís se reúnem no início de cada mês numa reunião chamada de Festa de Dezenove Dias para adoração, consulta e socialização. A palavra "festa" significa "festa espiritual" e não uma grande refeição.

Cada um dos 19 meses possui um nome específico, simbolizando um dos atributos de Deus; alguns exemplos são Bahá' (Esplendor), 'Ilm (Conhecimento) e Jamál (Beleza). A semana bahá'í é familiar ao calendário gregoriano, se consistindo de sete dias, com o nome de cada dia também sendo um atributo de Deus. Os bahá'ís observam 11 dias sagrados durante o ando, sendo que o trabalho deve ser suspenso em nove deles. Tais dias comemoram acontecimentos importantes na história da religião.
Símbolos

Os símbolos da religião são derivados da palavra árabe Bahá' (بهاء "esplendor" ou "glória"), de valor numérico 9, razão pela qual o símbolo mais comum da religião é a estrela de nove pontas. O símbolo de pedra e caligrafia do grande nome também são frequentemente encontrados. O primeiro é composto por duas estrelas de cinco pontas intercaladas com um Bahá' estilizado, cuja forma se destina a relembrar as três unicidades da religião, enquanto o último é uma representação caligráfica da frase Yá Bahá'u'l-Abhá (يا بهاء الأبهى "Ó Glória do Mais Glorioso!").

A estrela de cinco pontas é o símbolo da fé bahá'í. Na religião, a estrela é conhecida como Haykal (em árabe: "templo") e foi iniciada e estabelecida pelo Báb. O Báb e Bahá'ú'lláh escreveram várias de suas obras no formato de pentagramas.
Desenvolvimento socioeconômico

Desde seu início, a fé bahá'í teve participação no desenvolvimento socioeconômico, primeiro através da luta pela liberdade das mulheres, definindo a promoção da educação feminina como uma preocupação prioritária, o que levou à criação de escolas, cooperativas agrícolas, e clínicas voltadas às mulheres.

A religião entrou em uma nova fase quando uma mensagem da Casa Universal de Justiça foi lançada em 20 de outubro de 1983. Os bahá'ís foram instados a procurar maneiras, compatíveis com os ensinamentos da fé, através das quais poderiam ajudar no desenvolvimento social e econômico das comunidades em que viviam. Como resultado, o número de ações socioeconômicas bahá'ís oficialmente reconhecidas em todo o mundo saltou de 129 em 1979 para 1.482 em 1987.
Organização das Nações Unidas

Bahá'u'lláh escreveu sobre a necessidade de um governo mundial nesta época da vida coletiva da humanidade. Por causa disso, a comunidade bahá'í internacional decidiu apoiar os esforços de melhoria das relações internacionais através de organismos como a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas, embora faça algumas reservas sobre a atual estrutura e constituição da ONU. A Comunidade Internacional Bahá'í é uma agência sob a direção da Casa Universal de Justiça em Haifa e possui status consultivo nos seguintes organismos:

Conselho Económico e Social (ECOSOC);
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF);
Organização Mundial da Saúde (OMS);
Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher (UNIFEM);
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

A Comunidade Internacional Bahá'í possui escritórios na ONU em Nova Iorque e em Genebra e representações nas comissões regionais da ONU e outros escritórios em Addis Ababa, Bangkok, Nairóbi, Roma, Santiago e Viena.

Recentemente um escritório do Programa para o Meio Ambiente e outro para o Fundo de Desenvolvimento para a Mulher foram instituídos como parte do Escritório da ONU da fé baha'í. A Fé Bahá'í também empreendeu programas comuns de desenvolvimento em várias outras agências das Nações Unidas. No Fórum do Milênio, um bahá'í foi o único representante não-governamental convidado a discursar.
Perseguição

Os bahá'ís continuam sendo perseguidos em diversos países islâmicos, uma vez que os líderes islâmicos não reconhecem a fé bahá'í como uma religião independente, e sim como uma apostasia do islã. As perseguições mais severas têm ocorrido no Irã, onde mais de 200 bahá'ís foram executados entre 1978 e 1998, e no Egito. Os direitos dos bahá'ís foram restringidos em vários outros países, incluindo Afeganistão, Azerbaidjão, Indonésia, Iraque, Marrocos, Romênia e boa parte da África subsaariana.
Irã

A marginalização dos bahá'ís pelo governo do Irã tem seus laços nos esforços históricos do clero muçulmano em perseguir as minorias religiosas como forma de garantir e ampliar seu poder. Quando o Báb começou a atrair um grande número de seguidores, o clero esperava parar o movimento através da difusão de que seus seguidores eram inimigos de Deus. As diretivas clericais levaram a ataques de fiéis muçulmanos e execuções públicas. No início do século XX, além da repressão que impactava indivíduos seguidores da fé bahá'í, foram iniciadas campanhas centralmente dirigidas que tinham como alvo a comunidade bahá'í como um todo e suas instituições. Em um caso, em Yazd, em 1903, mais de 100 bahá'ís foram assassinados. Escolas bahá'ís, como as escolas Tarbiyat para meninos e meninas em Teerã, foram fechadas nos anos 1930 e 1940, os casamentos entre bahá'ís não foram reconhecidos pelas autoridades do Estado iraniano e textos da literatura bahá'í foram censurados.

Durante o reinado do xá Mohammad Reza Pahlavi uma campanha de perseguição contra os bahá'ís foi instituída como forma de desviar a atenção dos problemas econômicos do Irã e de um crescente movimento nacionalista. Uma campanha antibahá'í começou em 1955 e incluía a divulgação de propaganda contra a religião em estações de rádio e jornais oficiais. No final da década de 1970, o regime do xá perdeu legitimidade devido a sua postura pró-Ocidente, às suas arbitrariedades e à deterioração da economia iraniana. Conforme o movimento antixá ganhava terreno e apoio, se espalhava a propaganda revolucionária alegando que alguns dos assessores do xá eram bahá'ís. Eles eram retratados como ameaças econômicas e como apoiadores de Israel e do ocidente e as hostilidades contra eles aumentaram.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, os bahá'ís iranianos têm tido suas casas frequentemente saqueadas e são banidos de ingressar em universidades e no serviço público e centenas deles foram presos por causa de suas crenças religiosas, a maioria dos quais por participar de círculos de estudo. Cemitérios bahá'ís foram demolidos, assim como alguns locais que possuem significado especial para os fiéis, como a casa de Mírzá Buzurg, o pai de Bahá'u'lláh. A casa do Báb em Shiraz, um dos três locais de peregrinação dos bahá'ís, foi destruída duas vezes. De 1979 a 1983, 72 bahá'ís foram presos e executados.

De acordo com um grupo de estudo norte-americano, os ataques contra os bahá'ís no Irã aumentaram durante a presidência de Mahmoud Ahmadinejad. A Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos revelou uma correspondência confidencial do comando das forças armadas do Irã de outubro de 2005 que orienta seus membros a identificar os bahá'ís e monitorar suas atividades. Devido a essas ações, a Relatora Especial da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou, em 20 de março de 2006, que ela "também expressa preocupação que essas informações adquiridas como resultado do monitoramento serão usadas como base para aumentar a perseguição e a discriminação contra os membros da fé bahá'í, em violação aos códigos internacionais". Ainda segundo a instituição, os últimos acontecimentos indicam que a situação em relação às minorias religiosas no Irã está deteriorando.

Em 14 de maio de 2008, membros de um órgão informal conhecido como "Amigos" que supervisionavam as necessidades da comunidade bahá'í no Irã foram presos e levados para a prisão de Evin. O processo judicial dos Amigos foi adiado várias vezes, mas foi finalmente levado ao tribunal em 12 de janeiro de 2010. A entrada de observadores no tribunal não foi autorizada e até mesmo os advogados de defesa, que durante dois anos tiveram acesso mínimo aos réus, tiveram dificuldade em entrar no tribunal. O presidente da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional disse que parece que o governo já predeterminou o resultado do caso e está violando a lei internacional de direitos humanos. As sessões foram realizadas em 7 de fevereiro de 2010, 12 de abril de 2010 e 12 de junho de 2010. Em 11 de agosto de 2010, soube-se que a sentença j
udicial foi de 20 anos de prisão para cada um dos sete acusados, que foi posteriormente reduzida para 10 anos. Após a sentença, eles foram transferidos para a prisão de Gohardasht. Em março de 2011, as sentenças foram revertidas para os 20 anos originais. Em 3 de janeiro de 2010, as autoridades iranianas detiveram mais dez membros da minoria bahá'í, incluindo Leva Khanjani, neta de Jamaloddin Khanjani, um dos sete líderes bahá'ís presos em 2008 e, em fevereiro, eles prenderam seu filho, Niki Khanjani.

O governo iraniano afirma que a fé bahá'í não é uma religião, e sim uma organização política e, portanto, se recusa a reconhecê-la como uma religião minoritária. No entanto, o governo nunca apresentou provas convincentes que dessem apoio à sua caracterização da comunidade bahá'í enquanto organização política. Além disso, as declarações do governo de que os bahá'ís que se converterem terão seus seus direitos restaurados comprovam que os bahá'ís são perseguidos unicamente por sua filiação religiosa. O governo iraniano também acusa a fé bahá'í de estar associada ao sionismo pelo fato do Centro Mundial Bahá'í estar localizado em Haifa, Israel. Estas acusações contra os bahá'ís não têm nenhuma base na realidade histórica, e são feitas pelo governo iraniano para usar os bahá'ís como "bodes expiatórios". Na verdade, foi o líder iraniano Nasser al-Din Shah que expulsou Bahá'u'lláh da Pérsia para o Império Otomano e Bahá'u'lláh foi posteriormente exilado pelo sultão otomano, a pedido do xá persa, a territórios mais longe do Irã, sendo finalmente exilado na cidade de Acre, na Síria, que só um século mais tarde foi incorporada ao estado de Israel.
Egito

A comunidade e as instituições bahá'ís foram banidas do Egito em 1960. Todas as propriedades da comunidade bahá'í, incluindo centros, bibliotecas e cemitérios, foram confiscados pelo governo e, desde então, fatwas foram emitidas pelo clero acusando os bahá'ís de apostasia.

A controvérsia das cédulas de identidade começou em 1995, quando o governo egípcio introduziu o processamento eletrônico de documentos de identidade, introduzindo a exigência de que os documentos listem a religião do indivíduo como "muçulmana", "cristã" ou "judaica" (as três únicas religiões reconhecidas oficialmente pelo governo). Anteriormente, os oficiais do governo preenchiam os documentos a mão e escreviam "outra religião" nos documentos de bahá'ís. Após a introdução do sistema computadorizado, que não permite a inclusão de qualquer outro termo que não seja "muçulmano", "cristão" ou "judeu" nos documentos, os bahá'ís ficaram impedidos de obter documentos oficiais como carteira de identidade, certidão de nascimento, certidão de óbito, certidão de casamento ou divórcio ou passaporte, necessários para o exercício de seus direitos no país, a não ser que mintam sobre sua afiliação religiosa, o que entra em confronto com o princípio religioso da fé bahá'í. Sem os documentos, não é possível conseguir emprego, vaga em escolas públicas, atendimento em hospitais, viajar para o exterior ou sequer votar, dentre outras inconveniências. Após um prolongado processo legal que culminou com uma decisão judicial favorável aos bahá'ís, o ministro do Interior do Egito divulgou um decreto, em 14 de abril de 2009, que altera a lei para permitir que os egípcios que não sejam muçulmanos, cristãos ou judeus obtenham documentos de identificação que tragam um traço no lugar de uma das três religiões reconhecidas. Os primeiros cartões de identificação sob o novo decreto foram emitidos a dois bahá'ís em 8 de agosto de 2009.

Fonte: http://bit.ly/2IPY3Vk
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 35
Assunto: Rastafári
Rastafári (também pronunciado Ras Tafari) ou Rastafarianismo (termo considerado ofensivo) é um movimento judaico-cristão surgido na Jamaica nos anos 30, entre negros camponeses descendentes de africanos escravizados. O movimento proclama Haile Selassie I (1892-1975), o último imperador da Etiópia, como a segunda vinda do prometido Messias bíblico ou como a representação de Jeová (Jah) na Terra. De acordo com o livro etíope Kebra Negast, Haile Selassie é o herdeiro de uma dinastia real cujas origens remeteriam ao Rei Salomão de Israel, filho do Rei Davi, e à Rainha de Sabá, o que é requisito bíblico para o status de Messias. Adotado por muitos grupos ao redor do globo, combina o cristianismo protestante, o misticismo e uma consciência política pan-africana. Os membros do movimento são chamados rasta.
Etimologia

O termo "Rastafari" deriva do título de Haile Selassie antes de sua coroação; O termo "Ras" significa um duque ou príncipe, enquanto "Tafari Makonnen" era seu nome. Não se sabe por que os primeiros Rastas adotaram esta forma do nome de Haile Selaisse como a base do nome de sua religião. Algumas fontes se referem à religião como "Rastafarianismo". No entanto, este termo é considerado ofensivo pela maioria dos rastas, que, sendo críticos de "ismos" (que eles vêem como uma parte típica da cultura da "Babilônia"), não gostam de ser rotulado como um "ismo". Rastafari sempre foi concebido como um modo de vida para e por pessoas de ascendência africana.
Definição

É considerado tanto um novo movimento religioso, novo movimento social, quanto um movimento social. O estudioso de religião Leonard E. Barrett referiu-se ao movimento como uma seita, enquanto o estudioso Ennis B. Edmonds argumentou que poderia melhor ser entendido como um movimento de revitalização. Apesar de se concentrar na África como fonte de identidade, Maboula Soumahoro observou que não era uma religião africana "autêntica", mas um exemplo de criolização, um produto do ambiente social único que existia nas Américas Edmonds também sugeriu que o Rastafari estava "emergindo" como uma religião mundial, não por causa do número de adeptos que tinha, mas por causa de sua propagação global. Muitos Rastas, entretanto, não a consideram como uma religião, então referem-se ao Rastafari como um "modo de vida".
Crenças

Os rastas referem-se à totalidade das ideias e crenças de sua religião como "Rastatologia". O estudioso Ennis B. Edmonds descreveu o movimento Rastafari como tendo "uma cosmovisão bastante coesa". O sociólogo da religião Peter B. Clarke afirmou que era "extremamente difícil generalizar" os rastas e suas crenças porque o movimento Rastafari não tinha nenhuma teologia sistemática ou instituições altamente desenvolvidas. Tentativas foram feitas para resumir a crença Rastafari, mas nunca lhe foi concedido o status de um catecismo ou credo dentro do movimento. A ênfase é colocada na ideia de que a experiência pessoal e a compreensão intuitiva devem ser usadas para determinar a verdade ou a validade de uma crença ou prática particular. Nenhum rasta tem, portanto, a autoridade para declarar quais crenças e práticas são ortodoxas e que são heterodoxas. A convicção de que o Rastafari não tem dogma "é tão forte que ela própria se tornou algo de um dogma", de acordo com Clarke.

Não existe uma crença formal Rastafari e há pequenas diferenças nas visões de diferentes grupos. A lista mais definitiva é encontrada no livro de 1977 The Rastafarians, The Dreadlocks of Jamaica, do estudioso Leonard Barrett, que lista o que ele considera os seis princípios básicos do Rastafari. Ele desenvolveu a lista, participando de reuniões públicas e através de pesquisas antropológicas sobre o movimento:

Haile Selassie I é o deus vivo;

A pessoa negra é a reencarnação da antiga Israel, que, nas mãos das pessoas brancas, esteve no exílio na Jamaica;
O invencível imperador da Etiópia está agora a providenciar para que as pessoas expatriadas de origem africana regressem à Etiópia.

Mas a lista de Leonard Barrett tem cerca de trinta anos de idade e muitas das crenças acima podem não ter mais o mesmo significado para os rastas modernos. Isto é especialmente verdadeiro desde a propagação do movimento para o Ocidente que levou ao surgimento de brancos rastas.

Os princípios básicos do movimento, de acordo com o pregador Leonard Howell, incluíam algumas declarações muito fortes sobre questões raciais, como seria de esperar na religião de um povo oprimido que vive no exílio, a negação, aperseguição e a humilhação do governo e dos corpos legais da Jamaica, a repatriação (Haile Selassie vai levar os negros de regresso à África) e o reconhecimento do imperador Haile Selassie como Deus e governante dos negros.
História

O rastafari tem raízes na Igreja Ortodoxa Etíope, o mais antigo ramo do Cristianismo na África mas ele começa com Marcus M. Garvey. Formulado a partir de 1925, o pan-africanismo garveísta proclamava que os etíopes são o povo eleito de Deus e rejeitava a "Babilônia", o mundo Ocidental. Além disso, Garvey profetizava a vinda de um messias etíope que salvaria o povo negro e também defendia o retorno dos negros à África. A coroação do imperador Selassié em 1930, o "Leão de Judá" foi interpretada como a consumação das profecias apocalíticas: "(...)eis aqui o Leão que é da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e para romper os seus sete selos." (Apocalipse 5:5) Baseando-se nisso, os garveístas criaram um sistema filosófico e religiosos de inspiração africana e em homenagem ao imperador, deram-lhe o nome Rastafari.

Haile Selassie é, portanto, considerado pelos rastas como o Messias Negro, Jah Rastafari. Ele é uma figura de salvação e acredita-se que redimirá os negros dos suprimidos brancos, reunindo-os com sua pátria, a África.