O Ibadismo é uma escola de pensamento do Islão distinta do Sunismo e do Xiismo, a qual surgiu nos primórdios do período islâmico e que permanece atualmente em pequenas enclaves na África, sendo esta a escola de pensamento predominante no Omã.
"O Islão Ibadita tem desempenhado um papel central na história do pensamento e da prática islâmicos e continua a ser uma força influente no atual Médio Oriente e em África".
Brannon Wheeler, autor do livro “Mecca and Eden: Ritual, Relics, and Territory in Islam”, na sua resenha do livro de Valerie Hoffman "The Essentials of Ibadi Islam".
O Ibadismo foi fundado por 'Abd Allah ibn-Ibad em Bassorá por volta de 680 d.C. como um grupo moderado de Kharijitas que se opunham à rebelião armada e aos assassinatos políticos e que estavam dispostos a viver em harmonia com os outros Muçulmanos.
No ponto de vista teológico, os Ibaditas rejeitam a interpretação à letra de descrições simplistas e antropomórficas de Deus e negam a possibilidade de verem Deus tanto nesta vida, como no Além.
Também há Ibaditas em outros países, tais como, na Líbia, Tunísia, Argélia, em países da África Oriental e até na China.
Fonte: http://bit.ly/2jDQDqd
"O Islão Ibadita tem desempenhado um papel central na história do pensamento e da prática islâmicos e continua a ser uma força influente no atual Médio Oriente e em África".
Brannon Wheeler, autor do livro “Mecca and Eden: Ritual, Relics, and Territory in Islam”, na sua resenha do livro de Valerie Hoffman "The Essentials of Ibadi Islam".
O Ibadismo foi fundado por 'Abd Allah ibn-Ibad em Bassorá por volta de 680 d.C. como um grupo moderado de Kharijitas que se opunham à rebelião armada e aos assassinatos políticos e que estavam dispostos a viver em harmonia com os outros Muçulmanos.
No ponto de vista teológico, os Ibaditas rejeitam a interpretação à letra de descrições simplistas e antropomórficas de Deus e negam a possibilidade de verem Deus tanto nesta vida, como no Além.
Também há Ibaditas em outros países, tais como, na Líbia, Tunísia, Argélia, em países da África Oriental e até na China.
Fonte: http://bit.ly/2jDQDqd
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 33
Assunto: Babismo
Parte: 33
Assunto: Babismo
A Origem do Babismo
O Babismo é uma religião de origem Persa que foi fundado no ano de 1844. O nome “Babismo” é uma versão ocidental para a verdadeira nomenclatura da religião, que é “Báb”, sendo que esse nome significa “porta”, já que a religião se considera como um meio de entrada para o conhecimento da Verdade Divina.
Os seguidores do Babismo eram, inicialmente, caracterizados como observadores dos ensinamentos do islamismo. Ou seja, pode-se dizer que os seguidores do Babismo podem ter encontrado as vertentes necessárias para o Babismo no Islamismo. Os Babis têm Maomé como o seu líder, tendo como lema o seguinte: tudo aquilo considerado lícito por Maomé, será considerado lícito até o dia do Juízo. A mesma coisa tinha validade para as coisas ilícitas: se algo é ilícito, assim vai ser até o dia do Juízo.
No entanto, isso perdurou por apenas 4 anos, já que em 1848 o seu fundador declarou que ele era, na verdade, o Imã islâmico prometido que seria enviado por Alá no fim dos tempos. Com essa nova virtude a seguir, o Babismo passou a ter uma nova feição, pautada na revolução e em reformas.
A reação com essa reviravolta nas diretrizes do Babismo foi quase que imediata. Os seguidores e defensores do Babismo passaram a serem perseguidos nas ruas nas ruas, humilhados, agredidos e mortos por islâmicos que não aceitavam os rumos que a religião havia tomado. Estima-se que, nesse período de revolução promovida pelo Babismo, cerca de 20.000 simpatizantes da religião tenham sido mortos por outros religiosos islâmicos. O seu líder, também chamado por Báb, foi morto de modo público, em uma praça. Os seus restos mortais foram recuperados posteriormente, sendo que hoje elas repousam tranquilas em uma urna dourada na baía de Haifa, em Israel.
Como já dito anteriormente, a revolta de outros setores do islamismo contra o Babismo foram, em maioria, por conta das atitudes revolucionárias e liberais tomadas pela religião. Liderada pelo Imã, a doutrina passou a alterar algumas tradições naturais dos islâmicos, como, por exemplo:
– A religião lutou pela abolição da obrigação de as mulheres terem de usar o véu;
-permitiu que os fiéis pudessem usar tatuagens ou anéis, sendo liberada, também, a construção de lápides para os seus entes queridos;
-pleiteou a construção de novos locais de adoração em lugares que não o possuíam;
-as leis de divórcio, patrimônio e herança foram reformadas pelos babis;
-A Lei da Pureza também passou por modificações, onde passou a ser permitido que os homens trajassem seda e ouro;
-Regulamentação de um novo calendário, no qual o “ano” passou a contar com 19 meses, tendo, cada mês, 19 dias cada. Nesse novo calendário, o ano passaria a ter 361 dias, ante 365 – ou 366 se o ano for bissexto- do calendário gregoriano, ou seja, um é praticamente igual ao outro.
-A casa do Imã, que ficava localizada na cidade persa de Shiraz, passou a ser um templo de adoração.
Apesar de várias propostas, muitas delas nem foram postuladas, muito devendo ao ministério bastante curto do seu criador.
Os praticantes e simpatizantes do Babismo diziam que as mudanças e reformas consideradas “bruscas” e que a religião promovia tinha como objetivo finalizar um Charia Islâmico e, com as novas mudanças, fazer nascer um novo Charia. E, enquanto pode ministrar a sua doutrina aos povos, o Imã dizia que Deus o havia escolhido para preparar a Terra para a chegada de um ser superior e muito mais divino que ele.
Atualmente, os adeptos do Babismo são muito poucos, justamente, por conta das perseguições a que foram submetidos e, também, por conhecerem outras vertentes do Islamismo a qual passaram a fazer parte.
Fonte: http://bit.ly/2I9LkgB
O Babismo é uma religião de origem Persa que foi fundado no ano de 1844. O nome “Babismo” é uma versão ocidental para a verdadeira nomenclatura da religião, que é “Báb”, sendo que esse nome significa “porta”, já que a religião se considera como um meio de entrada para o conhecimento da Verdade Divina.
Os seguidores do Babismo eram, inicialmente, caracterizados como observadores dos ensinamentos do islamismo. Ou seja, pode-se dizer que os seguidores do Babismo podem ter encontrado as vertentes necessárias para o Babismo no Islamismo. Os Babis têm Maomé como o seu líder, tendo como lema o seguinte: tudo aquilo considerado lícito por Maomé, será considerado lícito até o dia do Juízo. A mesma coisa tinha validade para as coisas ilícitas: se algo é ilícito, assim vai ser até o dia do Juízo.
No entanto, isso perdurou por apenas 4 anos, já que em 1848 o seu fundador declarou que ele era, na verdade, o Imã islâmico prometido que seria enviado por Alá no fim dos tempos. Com essa nova virtude a seguir, o Babismo passou a ter uma nova feição, pautada na revolução e em reformas.
A reação com essa reviravolta nas diretrizes do Babismo foi quase que imediata. Os seguidores e defensores do Babismo passaram a serem perseguidos nas ruas nas ruas, humilhados, agredidos e mortos por islâmicos que não aceitavam os rumos que a religião havia tomado. Estima-se que, nesse período de revolução promovida pelo Babismo, cerca de 20.000 simpatizantes da religião tenham sido mortos por outros religiosos islâmicos. O seu líder, também chamado por Báb, foi morto de modo público, em uma praça. Os seus restos mortais foram recuperados posteriormente, sendo que hoje elas repousam tranquilas em uma urna dourada na baía de Haifa, em Israel.
Como já dito anteriormente, a revolta de outros setores do islamismo contra o Babismo foram, em maioria, por conta das atitudes revolucionárias e liberais tomadas pela religião. Liderada pelo Imã, a doutrina passou a alterar algumas tradições naturais dos islâmicos, como, por exemplo:
– A religião lutou pela abolição da obrigação de as mulheres terem de usar o véu;
-permitiu que os fiéis pudessem usar tatuagens ou anéis, sendo liberada, também, a construção de lápides para os seus entes queridos;
-pleiteou a construção de novos locais de adoração em lugares que não o possuíam;
-as leis de divórcio, patrimônio e herança foram reformadas pelos babis;
-A Lei da Pureza também passou por modificações, onde passou a ser permitido que os homens trajassem seda e ouro;
-Regulamentação de um novo calendário, no qual o “ano” passou a contar com 19 meses, tendo, cada mês, 19 dias cada. Nesse novo calendário, o ano passaria a ter 361 dias, ante 365 – ou 366 se o ano for bissexto- do calendário gregoriano, ou seja, um é praticamente igual ao outro.
-A casa do Imã, que ficava localizada na cidade persa de Shiraz, passou a ser um templo de adoração.
Apesar de várias propostas, muitas delas nem foram postuladas, muito devendo ao ministério bastante curto do seu criador.
Os praticantes e simpatizantes do Babismo diziam que as mudanças e reformas consideradas “bruscas” e que a religião promovia tinha como objetivo finalizar um Charia Islâmico e, com as novas mudanças, fazer nascer um novo Charia. E, enquanto pode ministrar a sua doutrina aos povos, o Imã dizia que Deus o havia escolhido para preparar a Terra para a chegada de um ser superior e muito mais divino que ele.
Atualmente, os adeptos do Babismo são muito poucos, justamente, por conta das perseguições a que foram submetidos e, também, por conhecerem outras vertentes do Islamismo a qual passaram a fazer parte.
Fonte: http://bit.ly/2I9LkgB
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 34
Assunto: Fé bahá'í
Parte: 34
Assunto: Fé bahá'í
Fé bahá'í (em árabe: بهائية Baha'iyyah) /bəˈhaɪ/) é uma religião monoteísta que enfatiza a união espiritual de toda a humanidade. Três princípios básicos estabelecem a base para os ensinamentos e a doutrina bahá'i: a unidade de Deus, que há apenas um Deus que é a fonte de toda a criação; a unidade da religião, que todas as maiores religiões têm a mesma fonte espiritual e partem do mesmo Deus; e a unidade da humanidade, que todos os seres humanos foram criados igualmente e que a diversidade racial e cultural deve ser apreciada e aceita. Segundo os ensinamentos da fé bahá'i, o propósito humano é aprender a conhecer e a amar a Deus através de métodos como orações, reflexões e ajuda aos outros.
A fé bahá'i foi fundada por Bahá'u'lláh na Pérsia. Bahá'u'lláh foi exilado da Pérsia para o Império Otomano devido a seus ensinamentos, falecendo enquanto ainda era oficialmente um prisioneiro. Após a morte de Bahá'u'lláh, sob a liderança de seu filho,
Na fé bahá'i, a história religiosa da humanidade é vista como tendo sido manifestada através de uma série de mensageiros divinos, cada um dos quais estabeleceu uma religião adequada às necessidades de seu tempo e à capacidade das pessoas de então. Esses mensageiros vão de figuras abraâmicas como Moisés, Jesus, Maomé às dármicas como Krishna e Buda. Para os bahá'is, os mensageiros mais recentes são o Báb e Bahá'u'lláh. Segundo os ensinamentos bahá'ís, cada mensageiro profetizou sobre os próximos, e a vida e os ensinamentos de Bahá'u'lláh completou as promessas escatológicas das escrituras anteriores. A humanidade é entendida como fazendo parte de um processo de evolução coletiva e a necessidade do tempo atual é o estabelecimento de paz, justiça e unidade a uma escala global.
A fé bahá'i foi fundada por Bahá'u'lláh na Pérsia. Bahá'u'lláh foi exilado da Pérsia para o Império Otomano devido a seus ensinamentos, falecendo enquanto ainda era oficialmente um prisioneiro. Após a morte de Bahá'u'lláh, sob a liderança de seu filho,
Abdu'l-Bahá, a religião se expandiu de suas origens persa e otomana e ganhou espaço na Europa e nas Américas, além de ter se consolidado no Irã, onde sofre intensa perseguição. Após a morte de Abdu'l-Bahá, a liderança da comunidade bahá'i entrou numa nova fase, passando de um único líder para uma ordem administrativa com órgãos eleitos e indivíduos indicados. Há mais de cinco milhões de bahá'ís espalhados por mais de 200 países e territórios.Na fé bahá'i, a história religiosa da humanidade é vista como tendo sido manifestada através de uma série de mensageiros divinos, cada um dos quais estabeleceu uma religião adequada às necessidades de seu tempo e à capacidade das pessoas de então. Esses mensageiros vão de figuras abraâmicas como Moisés, Jesus, Maomé às dármicas como Krishna e Buda. Para os bahá'is, os mensageiros mais recentes são o Báb e Bahá'u'lláh. Segundo os ensinamentos bahá'ís, cada mensageiro profetizou sobre os próximos, e a vida e os ensinamentos de Bahá'u'lláh completou as promessas escatológicas das escrituras anteriores. A humanidade é entendida como fazendo parte de um processo de evolução coletiva e a necessidade do tempo atual é o estabelecimento de paz, justiça e unidade a uma escala global.
Etimologia
A palavra Bahá'í é usada tanto quanto um adjetivo para se referir à fé bahá'í quanto um termo para se referir aos seguidores de Bahá'u'lláh. A palavra não é um substantivo que significa a religião como um todo. É derivada do árabe Bahá' (بهاء), que significa "glória" ou "esplendor". O termo "bahaísmo" (ou "baha'ísmo") também é usado, embora de maneira pejorativa.
A palavra Bahá'í é usada tanto quanto um adjetivo para se referir à fé bahá'í quanto um termo para se referir aos seguidores de Bahá'u'lláh. A palavra não é um substantivo que significa a religião como um todo. É derivada do árabe Bahá' (بهاء), que significa "glória" ou "esplendor". O termo "bahaísmo" (ou "baha'ísmo") também é usado, embora de maneira pejorativa.
Crenças
Três princípios básicos estabelecem a base da doutrina e dos ensinamentos bahá'í: a unidade de Deus, a unidade da religião e a unidade da humanidade. Desses postulados se forma a crença de que Deus revela periodicamente sua vontade através de mensageiros divinos, cujo propósito é transformar o caráter da humanidade e desenvolver, entre aqueles que respondem ao chamado, qualidades morais e espirituais. A religião é, então, vista como ordeira, unificada e gradual de época em época.
Três princípios básicos estabelecem a base da doutrina e dos ensinamentos bahá'í: a unidade de Deus, a unidade da religião e a unidade da humanidade. Desses postulados se forma a crença de que Deus revela periodicamente sua vontade através de mensageiros divinos, cujo propósito é transformar o caráter da humanidade e desenvolver, entre aqueles que respondem ao chamado, qualidades morais e espirituais. A religião é, então, vista como ordeira, unificada e gradual de época em época.
Deus
Os textos da fé bahá'í descrevem um Deus único, pessoal, inacessível, onisciente, inextinguível e todo poderoso que é o criador de todas as coisas no universo. A existência de Deus e do universo é considerada eterna, não tendo começo ou fim. Apesar de ser diretamente inacessível, Deus é visto como consciente da criação e possui uma vontade e um propósito, manifestados através de mensageiros intitulados Manifestações de Deus.
Os ensinamentos bahá'ís defendem que Deus é grandioso demais para os humanos compreenderem ou criarem uma imagem completa e precisa Dele por si próprios. Assim sendo, o entendimento humano de Deus só é atingido através de Suas revelações a Suas Manifestações. Na fé bahá'í, Deus é chamado por títulos e atributos (o Todo-Poderoso ou o Todo-Amoroso, por exemplo), e há uma ênfase substancial no monoteísmo; doutrinas tais quais a da Trindade são vistas como comprometedoras se não contraditórias à visão de que Deus é único e não possui equivalentes. Os ensinamentos bahá'ís afirmam que os atributos que são imputados a Deus são usados para traduzir Sua palavra em termos humanos e também para ajudar as pessoas a se concentrar em seus próprios atributos na adoração a Deus para desenvolver suas potencialidades em seu caminho espiritual. Segundo os ensinamentos bahá'ís, o propósito humano é aprender a saber e amar a Deus através de métodos tais como oração, reflexão e ajuda aos outros.
Os textos da fé bahá'í descrevem um Deus único, pessoal, inacessível, onisciente, inextinguível e todo poderoso que é o criador de todas as coisas no universo. A existência de Deus e do universo é considerada eterna, não tendo começo ou fim. Apesar de ser diretamente inacessível, Deus é visto como consciente da criação e possui uma vontade e um propósito, manifestados através de mensageiros intitulados Manifestações de Deus.
Os ensinamentos bahá'ís defendem que Deus é grandioso demais para os humanos compreenderem ou criarem uma imagem completa e precisa Dele por si próprios. Assim sendo, o entendimento humano de Deus só é atingido através de Suas revelações a Suas Manifestações. Na fé bahá'í, Deus é chamado por títulos e atributos (o Todo-Poderoso ou o Todo-Amoroso, por exemplo), e há uma ênfase substancial no monoteísmo; doutrinas tais quais a da Trindade são vistas como comprometedoras se não contraditórias à visão de que Deus é único e não possui equivalentes. Os ensinamentos bahá'ís afirmam que os atributos que são imputados a Deus são usados para traduzir Sua palavra em termos humanos e também para ajudar as pessoas a se concentrar em seus próprios atributos na adoração a Deus para desenvolver suas potencialidades em seu caminho espiritual. Segundo os ensinamentos bahá'ís, o propósito humano é aprender a saber e amar a Deus através de métodos tais como oração, reflexão e ajuda aos outros.
Religião
As noções bahá'ís da revelação religiosa gradual resulta na aceitação da validade das religiões mais bem conhecidas do mundo, cujos fundadores e figuras centrais são vistas como Manifestações de Deus. A história religiosa é interpretada como uma série de dispensações, onde cada manifestação traz uma revelação mais ampla e avançada, adequada ao tempo e ao local no qual é expressada. Ensinamentos religiosos específicos, tais como a direção das orações ou restrições dietárias, podem ser revogados por uma manifestação subsequente para que uma exigência mais apropriada para o tempo e local seja estabelecida. Por outro lado, certos princípios gerais (por exemplo, companheirismo ou caridade) são vistos como universais e consistentes. Na crença Bahá'í, este processo de revelação gradual não vai acabar; acredita-se que seja cíclico. Os bahá'ís não esperam a aparição de uma nova manifestação de Deus nos próximos mil anos a partir da revelação de Bahá'u'lláh.
As crenças bahá'ís são ocasionalmente descritas como combinações sincréticas das primeiras crenças religiosas. Os bahá'ís, no entanto, asseguram que a sua religião é uma tradição distinta, com suas próprias escrituras, ensinamentos, leis e história. Inicialmente a religião foi vista como uma seita do Islã, mas atualmente a maioria dos teólogos a vêem como uma religião independente que tem como pano de fundo o islamismo xiita e cuja origem é análoga ao contexto judaico em que o cristianismo foi estabelecido. As instituições e o clero muçulmano, tanto sunita quanto xiita, consideram os bahá'ís como desertores ou apóstatas da fé islâmica, o que tem levado à perseguição de bahá'ís. Os próprios bahá'ís atestam que sua fé é uma religião independente, que se difere das outras tradições no que diz respeito a sua idade e aos ensinamentos de Bahá'u'lláh num contexto moderno. Acredita-se que Bahá'u'lláh tenha completado as expectativas messiânicas das fés precursoras.
As noções bahá'ís da revelação religiosa gradual resulta na aceitação da validade das religiões mais bem conhecidas do mundo, cujos fundadores e figuras centrais são vistas como Manifestações de Deus. A história religiosa é interpretada como uma série de dispensações, onde cada manifestação traz uma revelação mais ampla e avançada, adequada ao tempo e ao local no qual é expressada. Ensinamentos religiosos específicos, tais como a direção das orações ou restrições dietárias, podem ser revogados por uma manifestação subsequente para que uma exigência mais apropriada para o tempo e local seja estabelecida. Por outro lado, certos princípios gerais (por exemplo, companheirismo ou caridade) são vistos como universais e consistentes. Na crença Bahá'í, este processo de revelação gradual não vai acabar; acredita-se que seja cíclico. Os bahá'ís não esperam a aparição de uma nova manifestação de Deus nos próximos mil anos a partir da revelação de Bahá'u'lláh.
As crenças bahá'ís são ocasionalmente descritas como combinações sincréticas das primeiras crenças religiosas. Os bahá'ís, no entanto, asseguram que a sua religião é uma tradição distinta, com suas próprias escrituras, ensinamentos, leis e história. Inicialmente a religião foi vista como uma seita do Islã, mas atualmente a maioria dos teólogos a vêem como uma religião independente que tem como pano de fundo o islamismo xiita e cuja origem é análoga ao contexto judaico em que o cristianismo foi estabelecido. As instituições e o clero muçulmano, tanto sunita quanto xiita, consideram os bahá'ís como desertores ou apóstatas da fé islâmica, o que tem levado à perseguição de bahá'ís. Os próprios bahá'ís atestam que sua fé é uma religião independente, que se difere das outras tradições no que diz respeito a sua idade e aos ensinamentos de Bahá'u'lláh num contexto moderno. Acredita-se que Bahá'u'lláh tenha completado as expectativas messiânicas das fés precursoras.
Humanidade
Os bahá'ís acreditam que o ser humano possui uma "alma racional", que provê à espécie uma capacidade única de reconhecer a Deus e a relação da humanidade com seu criador. Todo ser humano é considerado possuidor do dever de reconhecer a Deus através de seus Mensageiros e dos ensinamentos deles. Através do reconhecimento e da obediência, serviço à humanidade e práticas espirituais, os bahá'ís acreditam que a alma pode se aproximar de Deus, o ideal da crença. Quando um ser humano morre, a alma continua existindo no mundo espiritual, onde seu desenvolvimento espiritual no mundo físico torna-se base para julgamento e progresso no mundo espiritual. O céu e o inferno são vistos como estados espirituais de proximidade ou distância de Deus, sendo indicadores da relação nesse mundo e no próximo, e não lugares físicos de recompensa e punição atingidos após a morte.
Os textos bahá'ís enfatizam a igualdade essencial dos seres humanos e a abolição de todos os tipos de preconceito. A humanidade é considerada essencialmente una, embora diversificada; esta diversidade de raça e cultura é considerada merecedora de apreciação e tolerância. Doutrinas de racismo, nacionalismo, castas, e classes sociais são impedimentos artificiais da unidade. Os ensinamentos bahá'ís declaram que a unificação da humanidade deve ser assunto principal sobre as condições religiosas e políticas no tempo presente.
Os bahá'ís acreditam que o ser humano possui uma "alma racional", que provê à espécie uma capacidade única de reconhecer a Deus e a relação da humanidade com seu criador. Todo ser humano é considerado possuidor do dever de reconhecer a Deus através de seus Mensageiros e dos ensinamentos deles. Através do reconhecimento e da obediência, serviço à humanidade e práticas espirituais, os bahá'ís acreditam que a alma pode se aproximar de Deus, o ideal da crença. Quando um ser humano morre, a alma continua existindo no mundo espiritual, onde seu desenvolvimento espiritual no mundo físico torna-se base para julgamento e progresso no mundo espiritual. O céu e o inferno são vistos como estados espirituais de proximidade ou distância de Deus, sendo indicadores da relação nesse mundo e no próximo, e não lugares físicos de recompensa e punição atingidos após a morte.
Os textos bahá'ís enfatizam a igualdade essencial dos seres humanos e a abolição de todos os tipos de preconceito. A humanidade é considerada essencialmente una, embora diversificada; esta diversidade de raça e cultura é considerada merecedora de apreciação e tolerância. Doutrinas de racismo, nacionalismo, castas, e classes sociais são impedimentos artificiais da unidade. Os ensinamentos bahá'ís declaram que a unificação da humanidade deve ser assunto principal sobre as condições religiosas e políticas no tempo presente.
Ensinamentos
Síntese
Shoghi Effendi, nomeado o chefe da religião de 1921 a 1957, escreveu a seguinte síntese do que ele considerava ser os princípios distintivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh, a qual, segundo ele, constitui ao lado das leis e regulamentos do Kitáb-i-Aqdas o alicerce da fé bahá'í:
A busca independente pela verdade, desalgemada de superstição ou tradição; a unicidade de toda a raça humana, princípio essencial e doutrina fundamental da fé; a unidade basilar de todas as religiões; a condenação de todas as formas de preconceito, seja ele religioso, racial, de classe ou nacionalidade; a harmonia que deve existir entre a religião e a ciência; a igualdade de homens e mulheres, as duas asas com as quais o pássaro da espécie humana tem a capacidade de voar; a implementação do ensino obrigatório; a adoção de uma língua auxiliar universal; a abolição de extremos de riqueza e pobreza; a instituição de um tribunal mundial para a adjudicação de disputas entre nações; a exaltação do trabalho, realizado em espírito de serviço, ao posto da adoração; a glorificação da justiça como princípio governante na sociedade humana, e da religião como baluarte para a proteção de todos os povos e nações; e o estabelecimento de uma paz permanente e universal como a meta suprema de toda a humanidade — estes destacam-se como os elementos essenciais [que Bahá'u'lláh proclamou].
Síntese
Shoghi Effendi, nomeado o chefe da religião de 1921 a 1957, escreveu a seguinte síntese do que ele considerava ser os princípios distintivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh, a qual, segundo ele, constitui ao lado das leis e regulamentos do Kitáb-i-Aqdas o alicerce da fé bahá'í:
A busca independente pela verdade, desalgemada de superstição ou tradição; a unicidade de toda a raça humana, princípio essencial e doutrina fundamental da fé; a unidade basilar de todas as religiões; a condenação de todas as formas de preconceito, seja ele religioso, racial, de classe ou nacionalidade; a harmonia que deve existir entre a religião e a ciência; a igualdade de homens e mulheres, as duas asas com as quais o pássaro da espécie humana tem a capacidade de voar; a implementação do ensino obrigatório; a adoção de uma língua auxiliar universal; a abolição de extremos de riqueza e pobreza; a instituição de um tribunal mundial para a adjudicação de disputas entre nações; a exaltação do trabalho, realizado em espírito de serviço, ao posto da adoração; a glorificação da justiça como princípio governante na sociedade humana, e da religião como baluarte para a proteção de todos os povos e nações; e o estabelecimento de uma paz permanente e universal como a meta suprema de toda a humanidade — estes destacam-se como os elementos essenciais [que Bahá'u'lláh proclamou].
Princípios sociais
Os seguintes princípios são frequentemente listados como um breve resumo dos ensinamentos bahá'ís. São derivados de palestras e discursos de `Abdu'l-Bahá durante sua viagem pela Europa e pela América do Norte em 1912. Esta lista não é definitiva e uma variedade de outras listas podem ser encontradas em circulação.
A unidade de Deus;
A unidade da religião;
A unidade da humanidade;
A unidade na diversidade;
A igualdade entre homens e mulheres;
A eliminação de todas as formas de preconceito;
A Paz mundial e uma nova ordem mundial;
A harmonia entre a religião e a ciência;
A busca independente pela verdade;
O princípio de que a civilização está sempre em progresso;
A educação obrigatória universal;
A língua auxiliar universal;
A obediência ao governo e o não-envolvimento em política partidária (a não ser que a submissão à lei seja equivalente à negação da Fé;
Eliminação dos extremos de riqueza e pobreza.
Especificamente em relação à busca pela paz mundial, Bahá'u'lláh prescreveu um acordo de segurança coletiva de âmbito mundial como necessário para o estabelecimento de uma paz duradoura.
Os seguintes princípios são frequentemente listados como um breve resumo dos ensinamentos bahá'ís. São derivados de palestras e discursos de `Abdu'l-Bahá durante sua viagem pela Europa e pela América do Norte em 1912. Esta lista não é definitiva e uma variedade de outras listas podem ser encontradas em circulação.
A unidade de Deus;
A unidade da religião;
A unidade da humanidade;
A unidade na diversidade;
A igualdade entre homens e mulheres;
A eliminação de todas as formas de preconceito;
A Paz mundial e uma nova ordem mundial;
A harmonia entre a religião e a ciência;
A busca independente pela verdade;
O princípio de que a civilização está sempre em progresso;
A educação obrigatória universal;
A língua auxiliar universal;
A obediência ao governo e o não-envolvimento em política partidária (a não ser que a submissão à lei seja equivalente à negação da Fé;
Eliminação dos extremos de riqueza e pobreza.
Especificamente em relação à busca pela paz mundial, Bahá'u'lláh prescreveu um acordo de segurança coletiva de âmbito mundial como necessário para o estabelecimento de uma paz duradoura.
Ensinamentos místicos
Embora os ensinamentos bahá'ís têm uma forte ênfase em questões sociais e éticas, existe uma série de textos fundacionais que foram descritos como místicos. Os Sete Vales é considerada "a maior composição mística" de Bahá'u'lláh; foi escrito para um seguidor do sufismo, no estilo de `Attar, um poeta muçulmano, e estabelece os estágios da jornada da alma até chegar a Deus, que ele não confirma serem sete, apesar de ter dividido seu livro em sete capítulos. Foi inicialmente traduzido para o francês em 1905 e para o inglês em 1906, tornando-se um dos primeiros livros de Bahá'u'lláh disponíveis no Ocidente. As Palavras Ocultas é um outro livro escrito por Bahá'u'lláh durante o mesmo período, com 153 passagens curtas em que Bahá'u'lláh afirma ter pegado a essência básica de certas verdades espirituais e as escrito em forma breve.
Embora os ensinamentos bahá'ís têm uma forte ênfase em questões sociais e éticas, existe uma série de textos fundacionais que foram descritos como místicos. Os Sete Vales é considerada "a maior composição mística" de Bahá'u'lláh; foi escrito para um seguidor do sufismo, no estilo de `Attar, um poeta muçulmano, e estabelece os estágios da jornada da alma até chegar a Deus, que ele não confirma serem sete, apesar de ter dividido seu livro em sete capítulos. Foi inicialmente traduzido para o francês em 1905 e para o inglês em 1906, tornando-se um dos primeiros livros de Bahá'u'lláh disponíveis no Ocidente. As Palavras Ocultas é um outro livro escrito por Bahá'u'lláh durante o mesmo período, com 153 passagens curtas em que Bahá'u'lláh afirma ter pegado a essência básica de certas verdades espirituais e as escrito em forma breve.
Convênio
Os ensinamentos bahá'ís falam tanto de um "Grande Convênio" (ou aliança), universal e infinito, e de um "Convênio Menor", único para cada dispensação religiosa. O Convênio Menor é visto como um acordo entre um mensageiro de Deus e seus seguidores e inclui práticas sociais e a continuação da autoridade da religião. Atualmente os bahá'ís veem a revelação de Bahá'u'lláh como um convênio menor com seus seguidores; nos escritos bahá'ís ser firme no convênio é considerada uma virtude a ser atingida. O Grande Convênio é visto como um acordo mais duradouro entre Deus e a humanidade, quando se espera que uma manifestação de Deus apareça de tempos em tempos, e implica a obrigatoriedade de reconhecer o sucessor do mensageiro atual.
Sendo a unidade da religião um ensinamento essencial da fé, os bahá'ís seguem uma administração que acreditam ser ordenada divinamente e, portanto, veem tentativas de criar cismas e divisões como esforços contrários aos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Já ocorreram cismas, mas as divisões tiveram relativamente pouco sucesso e não conseguiram atrair um público considerável. Os seguidores de tais divisões são considerados violadores do Convênio pela Casa Universal de Justiça e evitados pela comunidade bahá'í; no entanto, trata-se de uma medida extrema e rara, aplicada somente àqueles que permanecem fiéis à causa bahá'í mas se opõem à administração ou que tentam criar cismas na comunidade; não é uma punição aplicada àqueles que perderam sua crença na fé ou que cometeram pequenas infrações da lei bahá'í.
Os ensinamentos bahá'ís falam tanto de um "Grande Convênio" (ou aliança), universal e infinito, e de um "Convênio Menor", único para cada dispensação religiosa. O Convênio Menor é visto como um acordo entre um mensageiro de Deus e seus seguidores e inclui práticas sociais e a continuação da autoridade da religião. Atualmente os bahá'ís veem a revelação de Bahá'u'lláh como um convênio menor com seus seguidores; nos escritos bahá'ís ser firme no convênio é considerada uma virtude a ser atingida. O Grande Convênio é visto como um acordo mais duradouro entre Deus e a humanidade, quando se espera que uma manifestação de Deus apareça de tempos em tempos, e implica a obrigatoriedade de reconhecer o sucessor do mensageiro atual.
Sendo a unidade da religião um ensinamento essencial da fé, os bahá'ís seguem uma administração que acreditam ser ordenada divinamente e, portanto, veem tentativas de criar cismas e divisões como esforços contrários aos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Já ocorreram cismas, mas as divisões tiveram relativamente pouco sucesso e não conseguiram atrair um público considerável. Os seguidores de tais divisões são considerados violadores do Convênio pela Casa Universal de Justiça e evitados pela comunidade bahá'í; no entanto, trata-se de uma medida extrema e rara, aplicada somente àqueles que permanecem fiéis à causa bahá'í mas se opõem à administração ou que tentam criar cismas na comunidade; não é uma punição aplicada àqueles que perderam sua crença na fé ou que cometeram pequenas infrações da lei bahá'í.
Textos canônicos
Os textos canônicos são os escritos do Báb, de Bahá'u'lláh,
Os textos canônicos são os escritos do Báb, de Bahá'u'lláh,
Abdu'l-Bahá, Shoghi Effendi e da Casa Universal de Justiça, assim como as conversas autenticadas de Abdu'l-Bahá. Os escritos do Báb e de Bahá'u'lláh são considerados revelação divina, os escritos e as palestras de `Abdu'l-Bahá e os escritos de Shoghi Effendi são considerados interpretação oficial e os textos da Casa Universal de Justiça são considerados legislação oficial e elucidação. Supõe-se algum tipo de orientação divina para todos estes textos. Dentre os principais escritos de Bahá'u'lláh estão o Kitáb-i-Aqdas, literalmente "O Mais Sagrado Livro ", que é seu livro de leis, o Kitáb-i-Íqán, literalmente "O Livro da Certeza", que se tornou a base de grande parte da crença bahá'í, As Joias dos Mistérios Divinos, que inclui novas bases doutrinais, e Os Sete Vales e Os Quatro Vales, que são tratados místicos a respeito da jornada da alma a caminho de Deus.História
Cronologia da fé bahá'í
1844 O Báb torna pública sua missão em Shiraz, Irã
1850 O Báb é executado em público em Tabriz, Irã
1852 Milhares de bábís são executados
Bahá'u'lláh é preso e forçado a se exilar
1863 Bahá'u'lláh anuncia ser "aquele que Deus tornará manifesto"
Ele é forçado a sair de Bagdá para Constantinopla e depois para Adrianópolis
1868 Bahá'u'lláh é submetido a um duro confinamento em
Seu testamento aponta
1921
Cronologia da fé bahá'í
1844 O Báb torna pública sua missão em Shiraz, Irã
1850 O Báb é executado em público em Tabriz, Irã
1852 Milhares de bábís são executados
Bahá'u'lláh é preso e forçado a se exilar
1863 Bahá'u'lláh anuncia ser "aquele que Deus tornará manifesto"
Ele é forçado a sair de Bagdá para Constantinopla e depois para Adrianópolis
1868 Bahá'u'lláh é submetido a um duro confinamento em
Akká, Palestina
1892 Bahá'u'lláh morre perto de AkkáSeu testamento aponta
Abdu'l-Bahá como seu sucessor
1908 Abdu'l-Bahá é libertado da prisão1921
Abdu'l-Bahá morre em Haifa
Seu testamento aponta Shoghi Effendi como Guardião
1957 Shoghi Effendi morre na Inglaterra
1963 A Casa Universal de Justiça é eleita pela primeira vez
A história bahá'í segue a sequência de líderes da religião, começando com a declaração do Báb em Shiraz, no Irã em 23 de maio de 1844 até a ordem administrativa estabelecida pelas principais figuras da fé bahá'í. A comunidade bahá'í esteve confinada aos impérios persa e otomano até a morte de Bahá'u'lláh em 1892, possuindo então seguidores em 13 países da Ásia e da África. Sob a liderança de seu filho, Abdu'l-Bahá, a religião ganhou terreno na Europa e na América e se consolidou no Irã, onde ainda hoje sofre intensa perseguição. Após a morte de `Abdu'l-Bahá em 1921, a liderança da comunidade bahá'í entrou numa nova fase, passando de um único indivíduo para uma ordem administrativa com órgãos eleitos e indivíduos indicados.O Báb
Na noite de 22 de maio de 1844, Siyyid `Alí-Muhammad de Shiraz, Irã proclamou ser "o Báb" (الباب "o Portão"), anunciando mais tarde ser o Mádi, o 12° ímã do islamismo xiita. Seus seguidores ficaram conhecidos como bábís. Conforme os ensinamentos do Báb se espalharam, o que o clero islâmico via como uma ameaça, seus seguidores passaram a sofrer perseguições, linchamentos e torturas. Os conflitos se agravaram a tal ponto que diversos locais foram cercados pelo Exército do xá. O Báb foi preso em 1846 e mais tarde executado, em 1850.
Os bahá'ís veem o Báb como precursor de sua fé, uma vez que os escritos do Báb introduziram o conceito de "aquele que Deus tornará manifesto", uma figura messiânica cuja vinda, segundo os bahá'ís, foi anunciada pelas escrituras de todas as grandes religiões do mundo, e quem Bahá'u'lláh, o fundador da fé bahá'í, afirmou ser em 1863. O Santuário do Báb, localizado em Haifa, Israel, é um importante local de peregrinação para os bahá'ís. Os restos mortais do Báb foram trazidos secretamente do Irã para a Terra Sagrada e depois enterrados na tumba construída para eles num local especificamente determinado por Bahá'u'lláh. As principais obras escritas pelo Báb estão compiladas na Seleção dos Escritos do Báb, a partir de um total estimado de 135 obras.
Na noite de 22 de maio de 1844, Siyyid `Alí-Muhammad de Shiraz, Irã proclamou ser "o Báb" (الباب "o Portão"), anunciando mais tarde ser o Mádi, o 12° ímã do islamismo xiita. Seus seguidores ficaram conhecidos como bábís. Conforme os ensinamentos do Báb se espalharam, o que o clero islâmico via como uma ameaça, seus seguidores passaram a sofrer perseguições, linchamentos e torturas. Os conflitos se agravaram a tal ponto que diversos locais foram cercados pelo Exército do xá. O Báb foi preso em 1846 e mais tarde executado, em 1850.
Os bahá'ís veem o Báb como precursor de sua fé, uma vez que os escritos do Báb introduziram o conceito de "aquele que Deus tornará manifesto", uma figura messiânica cuja vinda, segundo os bahá'ís, foi anunciada pelas escrituras de todas as grandes religiões do mundo, e quem Bahá'u'lláh, o fundador da fé bahá'í, afirmou ser em 1863. O Santuário do Báb, localizado em Haifa, Israel, é um importante local de peregrinação para os bahá'ís. Os restos mortais do Báb foram trazidos secretamente do Irã para a Terra Sagrada e depois enterrados na tumba construída para eles num local especificamente determinado por Bahá'u'lláh. As principais obras escritas pelo Báb estão compiladas na Seleção dos Escritos do Báb, a partir de um total estimado de 135 obras.
Bahá'u'lláh
Mírzá Husayn
Bahá'u'lláh escreveu muitas obras que são consideradas escrituras da fé bahá'í, das quais apenas uma fração foram traduzidas para o português. Há cerca de 15.000 obras, tanto grandes quanto pequenas, das quais as mais significativas são o Livro Mais Sagrado, o Livro da Certeza, as Palavras Ocultas e Os Sete Vales. Há também uma série de compilações de obras menores, das quais a mais significativa é a Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh.
Mírzá Husayn
Alí Núri foi um dos primeiros seguidores do Báb e, mas tarde, adotou o título de Bahá'u'lláh, nome que significa "Glória de Deus". Ele foi preso por seu envolvimento com o Báb em 1852. Bahá'u'lláh relata que enquanto estava encarcerado no calabouço de Síyáh-Chál em Teerã, recebeu os primeiros sinais de que era "aquele que Deus tornará manifesto" previsto pelo Báb.
Em 1853, ele foi expulso de Teerã para Bagdá, então no Império Otomano; e depois para Constantinopla (atual Istambul) e depois para Adrianópolis (atual Edirne). Em 1863, na época de seu banimento de Bagdá, Bahá'u'lláh declarou, num jardim de Bagdá, ser o missionário divino previsto pelo Báb. Cresceram-se as tensões entre ele e Mírzá Yahyá, seu meio-irmão mais novo que, incitado por Siyyid Muhammad, tornou-se líder nomeado dos bábís que não reconheciam como verdadeira a declaração de Bahá'u'lláh. Durante o resto de sua vida, porém, Bahá'u'lláh ganhou a lealdade da maioria dos bábís, que passaram a ser denominados bahá'ís. A partir de 1886, ele começou a declarar sua missão enquanto mensageiro de Deus em cartas para os líderes religiosos e seculares do mundo, incluindo Papa Pio IX, Napoleão III e Rainha Vitória.
Em 1868, Bahá'u'lláh foi banido de Constantinopla pelo sultão Abdülâziz para a colônia penal otomana de Akká, localizada no atual estado de Israel. Perto do fim de sua vida, o severo e duro confinamento foi gradualmente relaxado, e lhe foi permitido morar numa casa perto de `Akká enquanto ele ainda era oficialmente um prisioneiro daquela cidade. Ele morreu lá em 1892. Os bahá'ís se viram para seu local de descanso na mansão de Bahjí, conforme determina o Qiblih, quando vão realizar suas orações diárias.Bahá'u'lláh escreveu muitas obras que são consideradas escrituras da fé bahá'í, das quais apenas uma fração foram traduzidas para o português. Há cerca de 15.000 obras, tanto grandes quanto pequenas, das quais as mais significativas são o Livro Mais Sagrado, o Livro da Certeza, as Palavras Ocultas e Os Sete Vales. Há também uma série de compilações de obras menores, das quais a mais significativa é a Seleção dos Escritos de Bahá'u'lláh.
Abdu'l-Bahá
Abbás Effendi era o filho mais velho de Bahá'u'lláh, conhecido pelo título de Abdu'l-Bahá ("Servo de Bahá"). Seu pai deixou um testamento que nomeava Abdu'l-Bahá como líder da comunidade bahá'í e o descrevia como "centro do Convênio", "líder da fé" e único intérprete autorizado de seus escritos. Abdu'l-Bahá esteve exilado e preso com seu pai, fato que continuou até a Revolução dos Jovens Turcos em 1908. Após sua libertação pelos revolucionários, ele viveu uma vida de viagens e conferências e manteve contato, via correspondência, com comunidades de fiéis e indivíduos, expondo os princípios da fé bahá'í. Ele morreu em 1921.
Estima-se que Abdu'l-Bahá escreveu mais de 27.000 obras, a maioria das quais no formato de cartas, sendo que apenas uma fração delas foi traduzida para o português. Dentre suas obras mais conhecidas estão O Segredo da Civilização Divina, a Carta a Auguste-Henri Forel e o Esplendor da Verdade. Além disso, transcrições de muitas de suas conferências durante sua jornada pelo Ocidente foram publicadas em vários volumes, tais como as Palestras de Paris que, embora não reconhecidas no cânone de suas obras, ganharam ampla aceitação entre os bahá'ís.Administração Bahá'í
As obras Kitáb-i-Aqdas de Bahá'u'lláh e A Última Vontade e Testamento de
Durante sua vida, Shoghi Effendi traduziu textos bahá'ís, desenvolveu planos para a expansão da comunidade bahá'í, desenvolveu o Centro Mundial Bahá'í, manteve uma volumosa troca de correspondências com comunidades e indivíduos ao redor do mundo e construiu a estrutura administrativa da religião, preparando a comunidade para a eleição da Casa Universal de Justiça. Ele morreu em 1957 sob condições que não lhe permitiram nomear um sucessor.
Em níveis local, regional e nacional, os bahá'ís elegem os 9 membros da Assembleia Espiritual, que governa os assuntos da religião. Há também indivíduos nomeados que trabalham em vários níveis, incluindo localmente e internacionalmente, que desempenham a função de propagar os ensinamentos e proteger a comunidade. Eles não atuam como clero, o que a fé bahá'í não possui. A Casa Universal de Justiça, eleita pela primeira vez em 1963, continua sendo o sucessor e governante supremo da fé bahá'í, e seus 9 membros são eleitos a cada cinco anos pelos membros de todas as Assembleias Espirituais Nacionais. Qualquer bahá'í do sexo masculino, com 21 anos de idade ou mais, é elegível para a Casa Universal de Justiça; todos os demais postos estão abertos para bahá'ís de ambos os sexos. Nenhum indivíduo possui autoridade individual; as decisões são de caráter consultivo e são válidas apenas se o quórum das entidades bahá'ís estiver completo.
As obras Kitáb-i-Aqdas de Bahá'u'lláh e A Última Vontade e Testamento de
Abdu'l-Bahá são documentos fundacionais da ordem administrativa bahá'í. Bahá'u'lláh estabeleceu a Casa Universal de Justiça, cujos membros são eleitos, e Abdu'l-Bahá estabeleceu a Guardiania hereditária, cujos membros são nomeados, e esclareceu a relação entre as duas instituições. Em seu testamento, `Abdu'l-Bahá nomeou seu neto mais velho, Shoghi Effendi, como primeiro guardião da fé bahá'í; ele serviu como líder da religião por 36 anos até sua morte.Durante sua vida, Shoghi Effendi traduziu textos bahá'ís, desenvolveu planos para a expansão da comunidade bahá'í, desenvolveu o Centro Mundial Bahá'í, manteve uma volumosa troca de correspondências com comunidades e indivíduos ao redor do mundo e construiu a estrutura administrativa da religião, preparando a comunidade para a eleição da Casa Universal de Justiça. Ele morreu em 1957 sob condições que não lhe permitiram nomear um sucessor.
Em níveis local, regional e nacional, os bahá'ís elegem os 9 membros da Assembleia Espiritual, que governa os assuntos da religião. Há também indivíduos nomeados que trabalham em vários níveis, incluindo localmente e internacionalmente, que desempenham a função de propagar os ensinamentos e proteger a comunidade. Eles não atuam como clero, o que a fé bahá'í não possui. A Casa Universal de Justiça, eleita pela primeira vez em 1963, continua sendo o sucessor e governante supremo da fé bahá'í, e seus 9 membros são eleitos a cada cinco anos pelos membros de todas as Assembleias Espirituais Nacionais. Qualquer bahá'í do sexo masculino, com 21 anos de idade ou mais, é elegível para a Casa Universal de Justiça; todos os demais postos estão abertos para bahá'ís de ambos os sexos. Nenhum indivíduo possui autoridade individual; as decisões são de caráter consultivo e são válidas apenas se o quórum das entidades bahá'ís estiver completo.