《Sense Atividade》
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Espiritualidade, atendimentos em cartomancia, esoterismo, astrologia, mediunidade, quântica, filosofia de vida e etc.

Nascido em 27 de janeiro de 2017.

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Vanessa
Maria T
Filipe Albani

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Na mitologia fon os voduns na África são agrupados em “famílias” chefiadas por um vodun principal, ora representando um elemento ou fenômeno da natureza, ora da cultura.
Existem basicamente 4 famílias principais:
Os Ji-vodun, ou “voduns do alto”, chefiados por Sô (forma basilar de Heviossô). Os Ayi-vodun, que são os voduns da terra, chefiados por Sakpatá. Os Tô-vodun, que são voduns próprios de uma determinada localidade (variados). Os Henu-vodun, que são voduns cultuados por certos clãs que se consideram seus descendentes (variados).
Mawu

Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewés-Fons, que criou a terra e os seres vivos e engendrou os voduns, divindades que a (Mawu é do gênero feminino) secundariam no comando do Universo. Ela é associada a Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação, e os voduns são filhos e descendentes de ambos. A divindade dupla Mawu-Lissá é intitulada Dadá Segbô (Grande Pai Espírito Vital), Sé-medô (Princípio da Existência) e Gbé-dotó (Criador da Vida). Mawu representa o Leste, a noite, a Lua, a terra e o subterrâneo.

Em seu primeiro parto, Dadá Segbô gerou os gêmeos Sakpatá: Da Zodji e Nyohwe Ananu. Depois gerou Sô, que era macho e fêmea ao mesmo tempo, como seu progenitor. No seu terceiro parto Dadá Segbô gerou o casal de gêmeos Agbê e Naeté. Na sua quarta concepção veio Aguée na quinta veio Gu, que eram machos. Na sexta veio simplesmente Djó, a atmosfera, que não tinha gênero definido e em sétimo veio seu caçula Legba.

Depois de criar Ayìkúngban, o Mundo, Mawu, deu seu domínio aos gêmeos Sakpatá. Sô, por ser muito parecido com seu genitor, permaneceu no Céu, governando os elementos e o clima.

A Agbê e Naeté foi concedido o domínio de Hu, o mar, que refresca a terra. Agué foi encarregado das plantas e dos animais que habitam a terra e a Gu, que tinha o corpo feito de pedra e uma lâmina no lugar da cabeça, foi concedida a habilidade de auxiliar os homens a dominar o mundo criado e garantir seu sucesso e felicidade em suas cidades, artefatos e tecnologias. Djó foi responsável por separar o Céu da Terra e dar trajes de invisibilidade a seus irmãos. O caçula mimado Legbapermaneceu junto de Mawu, acocorado a seus pés.

A cada vodun filho seu, Mawuensinou uma língua diferente, que deveria ser usada em seus próprios domínios e Djó ficou encarregado de ensinar a linguagem dos homens, mas todos se esqueceram como falar a linguagem de Mawu, com exceção de Legba, que nunca se separou de seu genitor. Assim, todos os voduns e toda a humanidade teria que recorrer a Legba para se comunicar com Mawu. Legba passou assim, a estar em toda parte, para levar e trazer mensagens dos seres criados ao seu Criador.
Dan Ayìdo Hwedo, que havia auxiliado Mawuna criação no Mundo, não suportava o calor do sol e foi concedido que ele fosse morar no mar para se refrescar, circundando a terra, enquanto era alimentado com barras de ferro por macacos vermelhos enviados por Mawu, para evitar que mordesse a própria cauda e destruísse toda a Criação.

Na iconografia, Mawu é representada como uma anciã, trajada apenas de um pano cingindo-lhe a cintura, caminhando apoiada num cajado na mão direita e levando um bastão encimado por uma lua crescente com as pontas para cima, na mão esquerda.

O nome de Mawu foi utilizado para denominar o Deus Único dos judeus, cristãos e muçulmanos nas línguas ewe-fon, mas dentro de culto dos voduns, Mawupossui seus próprios conventos pelo sul do Benin e do Togo, com culto organizado, sacerdotes, iniciados, etc., como qualquer outro vodun. Lissá está também ali presente, assim como o "problemático" Aguê.

Os mawunon (sacerdotes de Mawu), apesar da aparente importância da divindade que cultuam, não têm nenhuma ascendência especial sobre os sacerdotes de outros voduns. Suas cores emblemáticas são o branco, o azul e o vermelho.
Lissá

Lissá ou Segbo-Lisa no Benim, ao lado de Mawu, é o vodun da Criação, pai e ancestral de todos os demais voduns, mas a tradição o coloca sempre em segundo plano em relação à Mawu. Lissá representa o Oeste, o Sol, o firmamento - assim como a luz e as águas contidas ali.

É simbolizado por um camaleão que traz o globo dourado do Sol na boca.

Enquanto Mawu representa o frescor e os prazeres da vida, Lissá encarna o trabalho, a seriedade e a determinação, semelhante a dualidade freudiana entre eros, o princípio do prazer, e tanatos, a pulsão da morte.

A cor emblemática de Lissá é o branco, e seus vodunsis devem andar sempre de branco. Ele recebe oferendas e sacrifícios de alimentos e animais de cor branca.

Diferente de Mawu que se relaciona igualmente a todas as famílias de voduns, Lissá é considerado um Ji-vodun, e a tradição conta que ele é de origem nagô (iorubá), e seus vodunsis ao final da iniciação são denominados anagonu.
Loko

Loco, Loko ou Atinmé-vodun ("o vodum dentro da árvore") é um vodum do candomblé jeje.

Representa o primeiro ser sagrado do mundo, por isso considerado o primogênito de Mawu e Lissá, muito embora Sakpatá seja, muitas vezes, reconhecido com esta atribuição. Loko é cultuado em toda parte: tanto pode ser um Ji-vodun, como um Ayi-vodun, assim como também Tô-vodun e Henu-vodun. Os vodúnsis de Loko que são chamados de Lokosi, em muitos casos, têm os cabelos raspados apenas na metade esquerda do crânio.

Os Atinmé-vodun podem habitar diferentes espécies de árvores, mas suas favoritas são mesmo o lokotin (gameleira-branca, no Brasil; Milicia excelsa, na África) e o huntin (Ceiba pentandra, conhecida no Brasil como sumaúma-de-várzea). Pode, também, eleger outras como o detin (Elaeis guineensis, o dendezeiro), o kpentin (Carica papaya, o mamoeiro) etc. Cacciatore (1977:165) relata que diferentes espécies foram usadas ​​para representar o vodum Loko da nação Jeje.

Loco é, popularmente, correlacionado com o orixá Iroco na tradição queto, e o inquiceTempo na tradição Angola.
Gu

Gu é a denominação fon do vodum senhor da guerra, da metalurgia, da cirurgia e das escarificações.

Aparentemente, o culto de Gu foi introduzido no atual sul do Benim no final do século XVII por ferreiros e cirurgiões yorubas, e se tornou bastante popular, sendo cultuado nos templos e conventos de praticamente todos os demais voduns, além de ter os seus próprios.

O emblema principal de Gu é o gubassá, que é uma adaga metálica adornada com desenhos místicos, utilizada em diversos rituais, incluindo o culto de Fa, para abrir caminho para o mundo dos espíritos. O gubassá é também conhecido e utilizado no vodou haitiano. Em segundo plano fica o gudaglô, menor que o gubassá e que Gu utiliza para defender seus filhos dos inimigos.

Na iconografia fon, o vodun Gu é representado portando estes dois sabres, o gubassá na mão direita e o gudaglô na mão esquerda. Tem semelhança com o orixá Ogum dos yorubas.

No Vodou haitiano e na mitologia yoruba, é chamado de Ogoun, (ou Gu, Ogou, Ogum, Ogun, Oggún) é um loa e Vodum, do fogo, do ferro, da caça, da política e da guerra. Ele é o patrono dos guerreiros, normalmente é mostrado com seus artefatos: facão e espada, rum e tabaco. Ele é um dos maridos de (Erzulie) e foi marido de Oyá e Oshún. na mitologia yoruba.

É sincretizado com Santiago el Mayor.
Sakpata

Sakpata - é a denominação fon do Vodum do panteão da terra. É o grande Ayi-vodun dos Ewe-fon, por isso intitulado Ayinon(o dono da terra). Considerado filho mais velho de Mawu ele é enfim, o Rei do Mundo, originariamente vodun senhor da varíola e, por extensão, de inúmeras enfermidades contagiosas que deformam o corpo. Todo o povo fon o teme enormemente e o cultua fervorosamente e possui uma grande quantidade de representações, cada uma sendo um aspecto de doenças e infecções.

A tradição aponta a origem do culto de Sakpatá na localidade de Kpeyin Vedji, um enclave iorubá dentro do território mahi a noroeste de Abomei. Desta dupla procedência permanece a curiosidade de que Sakpatá é considerado uma divindade iorubá ("nagô") pelos fon e gun ("jêje") pelos iorubás.

Kohossú, cujo nome significa "Rei da Lama" é o pai de todos os Sakpatás;

Nyohwe Ananú, dona da água parada que mata de repente é a mãe, e são ambos filhos de Nà Buùku.

Da Zodji, envia a disenteria e os vômitos, considerado o mais velho de todos. Ele não tem braços ou pernas e é carregado numa padiola, mas tem o poder da invisibilidade e, apesar do defeito físico, comanda todos os Sakpatás.

Da Langan come a carne das pessoas ainda vivas.

Da Sinji traz as inchações e tromboses.

Aglossuntó é responsável pelas feridas e chagas que nunca cicatrizam.

Adohwan castiga perfurando os intestinos.

Avimadjé é o que leva as almas dos que morreram punidos por Sakpatá.

Bossu-Zohon é o grande feiticeiro.

Alogbê possui cinco braços e é ligado aos tohossú

Adan Tanyi é filho de Da Zodji, e traz a lepra.

Suvinengué um abutre com cabeça humana e é filho de Da Langan.

Existem várias outras denominações: Agbologbodji, Tonekpó, Gbazu, Ahossú Ganhwa, Kpadadadaligbo (que é fêmea) etc., cujos nomes, atribuições e lugar dentro da "família" varia de região para região.

Uma outra tradição conta que Sakpatá é uma divindade dupla, tanto macho como fêmea. O macho sendo Da Zodji e a fêmea sua irmã Nyohwe Ananu, gêmeos nascidos do primeiro parto da entidade andrógina Mawu-Lissá.

Sakpatá é cultuado em seus templos sob um aspecto duplo. Possui o aspecto Jeholú("Rei das Jóias", que seriam as pústulas trazidas pela varíola) que é tratado internamente e não recebe sacrifícios de sangue diretamente, mas é lustrado com uma mistura de sangue e azeite de dendê e envolto por panos. O aspecto Zun-holú ("Rei da Floresta") fica do lado de fora, recebe os sacrifícios de sangue diretamente sobre ele e é coberto por rodilhas de ramos secos da palmeira de ráfia (Raffia vinifera) palha-da-costa, e é um montículo que pode ser mais alto do que um homem. Os sacerdotes e fiéis o tratam como um ente vivo, o reverenciam, abraçam, etc. Zun-holú de tamanhos mais modestos podem ser vistos diante dos hunkpame de outros voduns, sobretudo nos de Heviossô.

A iniciação de Sakpatá entre os fon consiste em duas partes. Na primeira e mais longa, os neófitos permanecem no hunkpame vários meses submetendo-se a disciplina rígida de silêncios, jejuns, aprendizagem de cânticos e danças rituais e nesta eles são chamados de agamassi.

No final desta fase, as famílias juntam dinheiro para realizar um grande ritual, no qual os neófitos morrem simbolicamente e ficam escondidos por três dias dos olhos de todos, e depois são trazidos para fora enrolados em mortalhas e são publicamente "ressuscitados" pelo Aklunon (ministro do culto).

A partir daí eles recebem seus nomes de iniciação e passam a ser chamados de anagonu (nativo iorubá "nagô"), por causa da acreditada origem nagô do vodun; sakpatasi("esposa" de sakpata) ou "azonsi" ("esposa" da doença).

No antigo Reino do Daomé, o culto de Sakpatá era olhado com suspeita, às vezes banido (e o foi, definitivamente, de Abomei). Uma vodunsi de Sakpatá não pode ser dada como esposa para o rei, e havia sempre a suspeita maior de que seus sacerdotes espalhavam deliberadamente a doença para aumentar seu poder. Mas outra questão importante neste caso é o fato de que Sakpatá abertamente desafia o poder real portando os títulos de Ayinon e Jeholú, que são títulos que o rei també
m possui.

Na Diáspora, o culto de Sakpatá foi usualmente misturado ao de sua versão iorubá, Obaluaiyê.

No Candomblé Jeje, ele é conhecido como Azonsu ("A" Morte), grafado no Brasil como "Azunsu" ou Ajunsun ( A Foice Branca da Morte), "Azoani" ou Azauani ( A Doença), Omolú ( Cheiro da Doença), sendo este segundo nome também conhecido na Santeria cubana como "Asojano
Dan

Dan - É o vodun da riqueza, bastante popular na Religião Fon.

É representado por uma serpente que se rasteja e se esconde na terra, mas que ascende ao céu na forma de arco-íris, sendo chamado pelo título completo de Dan Ayidohwedo.

Ele é um Ayi-vodun, ainda que possa ser associado aos Ji-vodun, pois diz-se que ele transporta Heviossô até as nuvens para semear as chuvas benfazejas.

O culto de Dan é originário do província Mahi, no planalto ao noroeste de Abomey e, de fato, pode ser considerado o Tô-vodun, divindade nacional dos Mahis.

No resto do país Fon, os noviços de Dan são chamados por isso de mahinu, e falam o dialeto Mahi dentro do convento. No final da iniciação eles são chamados de lali, que têm somente metade da cabeça totalmente raspada ao término do processo de iniciação.

O vodun Dan corresponde a uma família completa, onde existem 41 aspectos masculinos e femininos da divindade. Talvez por ser ligado à fertilidade e à riqueza, Dan possui muitos adeptos e iniciados que buscam suas benesses. Não pode ser confundido com Dangbê.

Conservam-se no Candomblé Jêje a lembrança da ligação com Mahi e alguns nomes como os de Gbèsén (Bessém "A que faz frutificar a vida" - aspecto feminino) e Jikún ("Semeador da chuva" - aspecto masculino).

Também identificado no merindilogun pelo odu iká e representado materialmente e imaterial pela cultura Jeje-Nago, através do assentamento sagrado denominado igba dangbe.
Agué

Agué é o Vodun da caça e das florestas identificado no jogo do merindilogun pelo odu iká e representado materialmente e imaterial pela cultura Jeje-Nago, através do assentamento sagrado denominado igba agué.

Na mitologia Ewe e Fon. Ele tem uma só perna, às vezes representado também com um só braço e um só olho, e ensinou aos homens os segredos das plantas e todas as artes. 

Agué é também o chefe de todos os aziza, ou espíritos da floresta similares aos elfos ou gnomos das mitologias européias.

Enquanto Gu, cujo emblema é o facão do desbravador, representa o engenho a força bruta e a ocupação de espaços pelas sociedades humanas através da destruição e domesticação da natureza, Agué, cujo emblema é o arco e flecha, encarna a inteligência e a sensibilidade do indivíduo para se adaptar à natureza. Agué possui características que o aproxima dos orixás Oxóssi mas, sobretudo, de Ossaim.
Agbê

Agbê é o Vodun senhor de hu, o mar. Está entre os Tô-vodun, cultuado sobretudo pelos hweda, nas circuvizinhanças de Uidá e Grande Popo, no Benin.

Ele foi o terceiro filho de Mawu, gerado com sua irmã gêmea Naeté. Ele é representado por uma serpente, um símbolo que representa tudo que é perene.

Um de seus filhos mais temidos é Dan Toxosu, que manifesta sua própria imagem, nos nascimentos de bebês com deformações físicas, pois os fon consideram que crianças com deformidades são protegidos por Tohosu ou Toxosu (lê-se: Torrossu).

A festa anual de Agbê (chamada Gozìn), que celebra a aliança entre os homens e o mar, ocorre em Grande Popo no litoral sudoeste do Benim (antes, em Uidá) todo dia 10 de janeiro, dia que o governo beninense decretou em 1996 como feriado nacional, dedicado à herança ancestral da tradição vodun.

A cerimônia, muito concorrida por iniciados do culto vodum vindos de várias partes do Benim, mas ainda também do Togo, Haiti, França, Canadá, EUA e Brasil, é dirigida pelo mais respeitado sacerdote de Agbê entre os fon, que é o Daagbo Hunon, cuja tradição remonta ao Século XIV. Para muitos, o Daagbo Hunon é o mais importante sacerdote de toda a religião dos voduns.
Ayizan

Ayizan, cujo nome significa "A esteira da terra" é um vodun feminino dos mais importantes na cosmologia fon.

Ela é considerada a dona dos mercados e dos espaços públicos, onde as pessoas se encontram e interagem.

Para alguns, ela é considerada a primeira divindade cultuada pelo primeiro ancestral.

A ela também é atribuído o dom da palavra e da comunicação e desta forma está estritamente ligada à Legba, a quem muitas vezes é associada como mãe ou esposa.

Sua representação é um montículo de terra colocado no meio das praças de mercado coberto de muitas rodilhas de dezan (palmas ainda verdes e desfiadas de dendezeiro), onde os comerciantes fazem oferendas. Ayizan também é cultuada nos hunkpame, onde é responsável pelos neófitos em processo de educação, sendo seu montículo sagrado colocado no agbassá (espaço mais externo ou ante-câmara), ou no agbaji (espaço mais interno) dos conventos.

O culto de Ayizan é de origem hwedá e é forte sobretudo na região de Uidá, no Benim.

Brasil

É cultuada no Candomblé Jeje como Ayizan, Averecuêto, na Casa das Minas como Averequête e no Xambá como Afrekete.

Haiti

No vodou haitiano o Loa Aizan (também chamado de Gran Aïzan) é considerado a senhora da pureza ritual e a Mambo, ou sumo-sacerdotisa iniciadora (como a iyalorixá no Candomblé) arquetípica, sendo homenageada em primeiro lugar nas cerimônias. Nas iniciações do vodou, a presença de Aïzan é marcada pela rodilha de palma desfiada de dendezeiro (dezan), que os neófitos usam ao sobre a cabeça ao ingressarem na reclusão iniciática.

No Vodou, e especialmente no Haiti, Ayizan (também Grande Ai-Zan, Aizan, ou Ayizan Velekete) é a loa do mercado e do comércio. Ela é uma raiz loa, associada com ritos de iniciação Vodoun (chamado kanzo).
Ela é sincretizada com a Santa Clara católica, seu símbolo é o palm frond, ela não bebe nenhum álcool, e é a esposa de Loko Atisou.
Agassu

Agassu, Agassou - Herói mítico fundador da linhagem dos kpòvĭ (filhos do leopardo). Teria sido gerado pela princesa Alìgbonon, filha do rei da cidade Adjá de Tadô ou Sadô, às margens do Rio Mono, no atual Togo, depois de um encontro com um leopardo. Seu nome significa "bastardo".

Malgrado esse apelido aparentemente injurioso, seus descendentes fundaram os reinos de Allada, Porto Novo e Abomey no atual Benim, constituindo-se nas bases institucionais fundamentais dos fon.

Agassu é cultuado como vodun nas três cidades governadas por seus descendentes, mas seu culto mais importante esta é Abomey onde seu sumo-sacerdote, o Agassunon, possui o papel de chefe de cultos dentro na cidade. Seu emblema é o leopardo, cuja pele faz parte das insígnias tanto de rei como do Agassunon, e seus iniciados são chamados de Hogbonutó (nativos de HogbonuPorto Novo) pois atribui-se a esta cidade o local do aparecimento culto de Agassu como vodun.

Ele é, ao mesmo tempo um atinmé-vodun e um hunvé, ou seja, um vodun "vermelho".

Agassou também é uma divindade do Vodun. Seria um antigo rei do Abomey, cuja mãe seria humana e o pai um leopardo.
Possun

Kposun, Kpó ou Possun é um Vodun cultuado pelos povos Ewe-Fon na África e no Brasil, a tradução é homem leopardo.

O culto de Kposun é somente realizado no Brasil pela nação Jeje, é um vodun de características próprias e sendo impossibilitado de ser cultuado pelas demais tradições afro-descendentes.

Segundo as tradições Jeje, Kposun Pertence à família de Heviossô e são chamados de Ji-vodun (divindades que habitam o céu), mas também tem particularidades com os Ayi-vodun (divindades que habitam a terra) que tem como Vodun principal Azansun.

Como Kposun está ligado à terra e também ao céu, segundo algumas lendas é este vodun que abre a passagem dos mortos junto com Avimadjé (vodun do culto de Azansun), para que Ku (A Morte) possa recebê-los no firmamento.
Aguê

Na Mitologia Fon, Aguê é o quinto filho de Mawu, responsável por supervisionar a Agricultura e as florestas. Esta é a divindade que reina sobre aves e todos os animais. 

Na Umbanda, é definido como vodum da caça e protetor das florestas.
Legba

Legba, na África Ocidental, é um vodu precursor. É o vodu do bem e do mal. Geralmente instalado na entrada da aldeia, afasta todos os maus espíritos. É invocado antes de qualquer cerimônia, para garantir a calma e o bom andamento do ritual. É sempre representado em um montinho de terra e com atributos sexuais exorbitantes.

Entre os fon e os Éwé, Legba possui um aspecto eminentemente fálico, e seus iniciados, os Legbasi, transportam os sacra de Legba (assentamento), composto de uma complexa parafernália - na qual predominam cabaças e pequenas esculturas fálicas - para onde quer que forem e vestem uma saieta de ráfia tingida de roxo. Carregam ainda um falo esculpido em madeira (ogo), o qual, nas festas públicas, gostam de esfregar no nariz dos turistas. Legba pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem abre o caminho para os demais voduns poderem atuar.

O Legba, guardião dos templos, das aldeias e casas particulares, montado na forma de um montículo de barro de onde sai um enorme falo ereto, é eminentemente uma entidade coletiva (Agbo-Legba), mas se conhece ainda um Legba feminino (Assi-Legba ou Legbayonu) que é montado e cultuado para proteger as mulheres e as crianças da comunidade.

Mas, segundo os fon, a mulher de Legba é Awovi (cujo nome significa "filha do engano" e representa os acidentes), representada por uma estatueta de barro de aspecto feminino, sem cabeça e com os olhos no lugar dos seios, e a boca na altura da vagina.

Normalmente é maior do que a representação de Legba. Minona (representação divinizada dos poder mágico atribuído às mulheres) e Ayizan são consideradas ora esposas, ora mães de Legba.
Embora introduza desordem e confusão no plano divino, Legba também abre caminho para uma nova ordem, mais dinâmica.

Para o povo fon do Benim, Legba é um desordeiro, que perturba a harmonia e semeia confusão, mas é reverenciado como um transformador e não visto como um mal.

No vodu haitiano, Papa Legba é o protetor do mundo espiritual e o mediador entre o homem e os Loa, que são os espíritos ou deuses menores. Ele está numa encruzilhada espiritual e dá (ou nega) a permissão para falar com os espíritos de Guinee. Acredita-se que fale todas as línguas humanas.

Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia.

Denominações alternativas

Legba Atibon

Atibon Legba

Ati-Gbon Legba

Na cultura popular

O nome Legba foi utilizado no filme Encruzilhada (Crossroads), de 1986, como nome do demônio para quem a personagem Willie Brown vende sua alma para se tornar um grande bluesman.

O filme faz analogia à lenda que diz que o conhecido bluesman Robert Johnson havia feito o mesmo. Este também aparece no filme.

Também é citado na terceira temporada da série American Horror Story: Coven de 2013.
Ifá

Ifá (em iorubá: Ifá) é um oráculo africano. É um sistema divinatório que se originou na África Ocidental entre os yorubás, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fons e Afa entre os Ewés. Não é propriamente uma divindade (orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros orixás. Orunmilá, muitas vezes é designado como Orixá do destino na cultura africana Yorubá.

O sistema pertence às religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos do Lukumí de Cuba através da Regla de Ocha; do candomblé no Brasil através do Culto de Ifá; e de similares transplantados para o Novo Mundo.

Os Oluwos ou Babalawos, são a autoridade máxima do Sistema Religioso Yoruba, responsáveis pela transferência do axé durante a iniciação de novos babalawos após um longo período de aprendizado.

O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Dahomey pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yorubá já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomey teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomey no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (Gongon, Abikobi, Ato e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem ioruba.

Os sacerdotes de Fá são chamados em fon de bokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba.

O bokonon da corte de Abomey é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe.

Fonte: http://bit.ly/2AlNFzo
◇ RELIGIÕES NA TERRA ◇
Parte: 49
Assunto: Odinani
Odinani (ou Odi[n]anyi) é o nome das crenças e práticas religiosas tradicionais do povo Igbo da África ocidental. Odinani é uma fé monoteísta, com Chukwu ("grande espírito"), que, segundo a mitologia criou o mundo e tudo nele, como o Deus supremo, e está associada a todas as coisas na Terra. Chukwu representa o desconhecido, infinitamente poderosa, indefinida, indefinível, divindade suprema absoluta abrangendo tudo no espaço e no próprio espaço,
Encarnações de Chukwu são chamadas Alusi. Alusi (também Arusi ou Arushi) são divindades menores, tendo cada um, sua finalidade específica própria. Muitos outros espíritos existem na crença e mitologia Odinani.
Chukwu

Chukwu é a divindade suprema Odinani. Chukwu é o desconhecido, infinitamente poderosa, indefinida, indefinível, divindade suprema absoluta abrangendo tudo no espaço e no próprio espaço, no tradicional sistema de crença espiritual Igbo e mitologia Igbo. Estudos linguísticos da língua igbo sugere que o nome "Chukwu" é uma portmanteau das palavras Igbo "Chi" ("ser espiritual") e "Ukwu" ("grande em tamanho"). No panteão Igbo, Chukwu é a fonte de onde outras divindades Igbo originam e são atribuídas diferentes tarefas. O povo Igbo acredita que todas as coisas vêm de Chukwu incluindo as divindades que traz as chuvas necessárias para que as plantas cresçam e controla tudo na terra e no mundo espiritual.
Alusi

Os Alusi, que também são conhecidos como o Arushi, são divindades menores em Odinani, cada um dos quais é responsável por um aspecto específico da natureza ou um conceito abstrato.

Alguns dos mais notáveis Alusi masculino incluem Igwekaala o Senhor do céu, Amadioha o Senhor do trovão e relâmpago, Ikenga o Alusi chifrudo da fortuna e da indústria, Ahobinagu o Senhor da floresta, Aroo Senhor do julgamento, Agwu o Senhor da adivinhação e cura, Njoku Ji o Senhor do inhame e Ogbunabali o Senhor da morte.
Existiam várias Alusi femininas também, tais como Ahia Njoku a Senhora do inhame, Anyanwu a Senhora do sol (uma deidade solar.), Ani a Senhora da fertilidade e da terra Idemmili a Senhora mãe do rio Idemili.
Existiam também Alusi que regem as quatro direções do céu; Eke do leste, Orie do oeste, Afo do norte e Nkwo do sul.