Forwarded from UFRJ
Na equipe da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada) está difícil de conter a felicidade. A formatura de Fernando Santos Sant'Anna em Ciências Biológicas (Zoologia) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a razão de tanta alegria. Ele é o primeiro estudante surdo a se formar na área.
Além da equipe da Sgaada, no entanto, muitos outros colaboraram com a conquista de Sant’Anna: as bolsistas intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), estudantes da Faculdade de Letras da UFRJ, Amanda e Carla, foram fundamentais na caminhada. Nuccia De Cicco, bióloga, atual responsável pelo Laboratório Didático de Ciências para Surdos (Ladics), também.
Na busca pela formação, Sant’Anna ainda pôde contar com as professoras Margaretha Denise Maria Van Weerelt e Leila Pessoa, que, ao lado da bióloga e coordenadora de Extensão Margarete Maria Correa, orientaram o trabalho de conclusão de curso intitulado "Estudos Citogenéticos em Pequenos Mamíferos da Restinga de Quissamã, Rio de Janeiro".
Em tom emocionado, o formando explica que sempre sonhou em estudar Biologia: “Sempre tive o sonho de fazer Biologia, mesmo sabendo que seria um grande desafio devido a minha deficiência. Estudei a vida toda em escola pública, onde encontrei muitas dificuldades, mas também encontrei bons professores que me incentivaram e me fizeram acreditar que era possível fazer uma faculdade. Fiz o Enem mais de uma vez, até que, através do sistema de cotas, consegui entrar na universidade. O início foi um processo difícil, pois nenhum aluno surdo havia ingressado antes no curso. Mas o acolhimento dos alunos, dos professores e dos intérpretes me fez sentir incluído”.
Como faltavam sinais em Libras para a interpretação das matérias do curso, já que a Biologia usa termos muito próprios da área, o aluno revela que não foi fácil concluir a graduação. “Sendo tudo novo, muitas vezes faltavam sinais em Libras. Mas contei com muitas pessoas que tentaram sempre me ajudar a compreender o máximo dos conteúdos”, arremata, agradecido.
📷 Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
#ufrj #formatura #acessibilidade
Além da equipe da Sgaada, no entanto, muitos outros colaboraram com a conquista de Sant’Anna: as bolsistas intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), estudantes da Faculdade de Letras da UFRJ, Amanda e Carla, foram fundamentais na caminhada. Nuccia De Cicco, bióloga, atual responsável pelo Laboratório Didático de Ciências para Surdos (Ladics), também.
Na busca pela formação, Sant’Anna ainda pôde contar com as professoras Margaretha Denise Maria Van Weerelt e Leila Pessoa, que, ao lado da bióloga e coordenadora de Extensão Margarete Maria Correa, orientaram o trabalho de conclusão de curso intitulado "Estudos Citogenéticos em Pequenos Mamíferos da Restinga de Quissamã, Rio de Janeiro".
Em tom emocionado, o formando explica que sempre sonhou em estudar Biologia: “Sempre tive o sonho de fazer Biologia, mesmo sabendo que seria um grande desafio devido a minha deficiência. Estudei a vida toda em escola pública, onde encontrei muitas dificuldades, mas também encontrei bons professores que me incentivaram e me fizeram acreditar que era possível fazer uma faculdade. Fiz o Enem mais de uma vez, até que, através do sistema de cotas, consegui entrar na universidade. O início foi um processo difícil, pois nenhum aluno surdo havia ingressado antes no curso. Mas o acolhimento dos alunos, dos professores e dos intérpretes me fez sentir incluído”.
Como faltavam sinais em Libras para a interpretação das matérias do curso, já que a Biologia usa termos muito próprios da área, o aluno revela que não foi fácil concluir a graduação. “Sendo tudo novo, muitas vezes faltavam sinais em Libras. Mas contei com muitas pessoas que tentaram sempre me ajudar a compreender o máximo dos conteúdos”, arremata, agradecido.
📷 Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
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