Slow Food Brasil
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Alimento Bom, Limpo e Justo para todos.
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ria em cada território de forma que sua reprodução social seja garantida. A necessidade em falar sobre inclusão produtiva fica pungente quando os dados nos mostram, por exemplo, que em Minas Gerais, que foi o primeiro estado brasileiro a criar uma legislação…
s distâncias e à precariedade das estradas.

A relação da agricultura familiar com os mercados tem sido bastante estudada por muitos autores 7, que tem indagado “sobre quais são os fatores que impedem ou limitam a inserção nos mercados e quais são os que fortalecem a permanência” (MARQUES et all, 2016). Importantes esclarecimentos quanto ao funcionamento dos mercados tem contribuído para que uma parcela de produtores de queijo, por exemplo, tenha conseguido acessar novos mecados e auferir sucesso em suas vendas.

No entanto, para termos inclusão produtiva temos que olhar para as questões estruturais que afetam o meio rural, como regularização fundiária, política efetiva de reforma agrária, uma ATER eficiente e sensível aos diferentes cenários da agricultura familiar, além da valorização da comida de verdade, pois hoje os produtos in natura ou minimamente processados, como são os produtos da agricultura familiar, têm que competir com produtos produzidos em larga escala, com baixo preço. É preciso também valorizar a educação do campo, dando às crianças e adolescentes que vivem no meio rural condições dignas de permanência nos seus territórios.

Concluindo, no que diz respeito aos queijos artesanais de leite cru, podemos dizer que tivemos avanços no reconhecimento da sua qualidade por parte do público consumidor, e na inclusão desses queijos no mercado gourmet. No entanto, pouco ou nada se avançou em termos de uma inclusão produtiva ampla e efetiva, contemplando a diversidade de produtos, produtores e consumidores. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARQUES, F.C.; CONTERATO, M.A.; SCHNEIDER, S.; Construção de mercados e
agricultura familiar: desafios para o desenvolvimento rural.
Porto Alegre: Editora da
UFRGS, 2016.

NIEDERLE, P.A; FIALHO, M.A.V.; CONTERATO, M.A. A pesquisa sobre agricultura familiar no Brasil – aprendizagens, esquecimentos e novidades. Revista de Economia e Sociologia Rural, Porto Alegre, volume 52, número suppl 1, 2014 dez.

SGARBI, J.S.; CRUZ, F.T; MENASCHE, R. O Mineiro, o queijo e os conflitos (nada
poéticos) em torno dos alimentos tradicionais produzidos artesanalmente no Brasil.
In: 5º
Encontro da Rede de Estudos Rurais. Belém, 2012.

1 O GT dos Queijos Artesanais do Slow Food concluiu, em janeiro de 2018, o projeto de ações de salvaguarda dos queijos artesanais de leite cru de Minas Gerais, financiado pelo IPHAN – Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dando continuidade ao registro do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, Serra da Canastra, Alto Paranaíba e Serra do Salitre, um saber fazer reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde junho de 2008. As ações realizadas no âmbito do projeto, que teve a duração de 2 anos e meio, envolveram um extenso trabalho de campo – visitas a produtores, associações e instituições locais, participação e realização de eventos, montagem de exposições, entre outras – nas três regiões abrangidas pelo registro. O projeto resultou na produção de um extenso material que ainda precisa ser explorado de forma sistematizada.

2 O GT de queijos participou ativamente na construção e implementação da RDC 49 da Anvisa, um passo importante para o reconhecimento de que os produtos artesanais tradicionais precisam de normas sanitárias específicas.

3 PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar;
4 PAA – Programa de Aquisição de Alimentos; PNAE- Programa Nacional de Alimentação Escolar;
5 Dados obtidos junto a Emater – MG durante atividade de campo no projeto de Salvaguarda do Modo de Fazer Queijo Minas Artesanal já citado neste texto.
6 No estado de São Paulo houve nos últimos anos, em especial depois da pandemia de covid, um aumento da participação dos neorurais no meio rural. Este conceito tem sido usado para designer novos proprietários rurais que deixam as cidades, sobretudo as grandes metróples, em busca de uma vida mais tranquila, com maior contato com a natureza e buscando um estilo de vida e trabalho, diferente[...]
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s distâncias e à precariedade das estradas. A relação da agricultura familiar com os mercados tem sido bastante estudada por muitos autores 7, que tem indagado “sobre quais são os fatores que impedem ou limitam a inserção nos mercados e quais são os que fortalecem…
do que é possível nos grandes centros. Em geral são pessoas que tem capital social e cultural, utilizam estratégias de especialização ou diversificação produtiva para seus produtos e serviços e buscam novos nichos de mercado para a sua produção. (NIEDERLE, 2014)
7 Em especial temos acompanhado os trabalhos desenvolvidos no PGDR, Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural – UFRGS. As atividades do GT dos queijos estão em plena consonância com os debates acadêmicos deste grupo.
O post INCLUSÃO PRODUTIVA: UMA REALIDADE? apareceu primeiro em Slow Food Brasil.
Slow Food Brasil Avós, Natureza e Cozinha: um legado que atravessa gerações
Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas!

No Brasil, julho é o mês em que se comemora o Dia dos Avós. A data homenageia a importância dos avós na família, especialmente quando se fala de alimentos. Aliás, a cozinha é o lugar em que as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas!

Na sociedade contemporânea, os avós ocupam um papel cada vez mais relevante. Muito além de cuidar dos netos, tornaram-se parceiros na educação, na transmissão de valores e na construção de memórias afetivas.

Nas férias escolares — e também durante o ano letivo —, enquanto muitos pais trabalham, são eles que acolhem, acompanham, levam à escola, às consultas médicas e, principalmente, oferecem aquilo que as crianças mais precisam: tempo, atenção e afeto.

Entre tantas experiências compartilhadas, poucas são tão ricas quanto o contato com a natureza e a cozinha. Colher uma fruta, cultivar uma horta ou preparar um simples cookie transforma-se em uma oportunidade de aprender. Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas que permanecerão por toda a vida.

O vídeo que acompanha este texto retrata esse encontro entre gerações. Em nossa Escola de Culinária, cozinhar é muito mais do que ensinar técnicas: é educar com afeto. E quando a avó também é chef de cozinha, conhecimento e carinho caminham juntos, fortalecendo vínculos familiares e despertando o prazer de aprender.

A ciência reforça o valor desses momentos. Uma revisão sistemática publicada no European Journal of Ageing concluiu que a participação ativa dos avós na vida dos netos, quando ocorre de forma equilibrada, está associada a melhores níveis de bem-estar e qualidade de vida na velhice.

Em um mundo cada vez mais acelerado, cozinhar, conversar e viver a natureza em família tornam-se gestos preciosos. Afinal, as melhores heranças não são materiais. Elas nascem do tempo compartilhado, do aroma de uma receita feita juntos e do amor que transforma pequenos momentos em lembranças para sempre.

Vamos construir memórias


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Slow Food Brasil Avós, Natureza e Cozinha: um legado que atravessa gerações Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas! No Brasil, julho é o mês em…
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Cookies ou biscoitos com gotas de chocolate

Ingredientes
100g (½ xícara (chá)) de manteiga derretida (100 g)
80g (meia xícara (chá)) de açúcar mascavo
1 ovo
5 gotas (meia colher (chá) de essência de baunilha
130g (1 xícara (chá)) de farinha de trigo de amêndoa
130 g (1 xicara de chá) de amido de milho
3g (meia colher (chá) de fermento em pó
100 g de gotas de Chocolate  forneáveis

Modo de Preparo
1) Em um recipiente, misture bem  a manteiga, o açúcar mascavo, o ovo inteiro (gema e clara) e a essência de baunilha até obter uma mistura cremosa e clara.

2) Acrescente a farinha de trigo ou farinha de amêndoa, fermento em pó, gotas de chocolate  e  apenas a metade da medida do amido.

3) Leve à geladeira por 20 minutos.

4) Manuseie (mexa a massa) com auxilio do amido de milho. Modele os cookies  com as mãos ou com cortador, coloque em uma assadeira, deixando um espaço entre eles, pois crescem..

5) Finalize com decoração de  algumas gotas de Chocolate restantes e leve ao forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 12 a 15  minutos ou até dourar levemente nas bordas.

Dicas  para o preparo dos cookies

– Forno já aquecido! Temperatura do forno: é importante assar o cookie no forno médio, a 180ºC, pois a temperatura muito alta pode queimar por fora e deixar cru por dentro.

– Tipo de açúcar: foi usado,  o açúcar mascavo, por conta do melaço, acaba sendo o mais ideal para a receita de cookies, melhorando o sabor e a textura crocante por fora e macia por dentro;

– Leve a geladeira para esfriar por 10 minutos é um truque  onde os cookies tomarão forma e manterão a textura ideal após assados;

– Espaçamento entre os cookies: deixe cerca de 3 a 5 cm entre cada bolinha ou modelo  de massa evitara que grudem e espalhem demais;

– Resfriamento: depois de assar, aguarde eles esfriarem por alguns minutos na assadeira antes de transferi-los para outro recipiente para manter a textura e evitar quebras.






Segredos para cookies com a textura perfeita
Descubra os truques para fazer cookies simples, com a textura macia e crocante[...]
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na medida certa.
– Temperatura do forno: é importante assar o cookie no forno médio, a 180ºC, pois a temperatura muito alta pode queimar por fora e deixar cru por dentro. Já o forno muito frio pode deixar o cookie ressecado e sem forma;
– Tipo de açúcar: como vimos, o açúcar mascavo, por conta do melaço, acaba sendo o mais ideal para a receita de cookies, afetando o sabor e a textura — crocante por fora e macia por dentro;
– Esfriamento da massa: antes de levar para assar, deixe a massa descansando por alguns minutos. Assim, os cookies tomarão forma e manterão a textura ideal após assados;
– Espaçamento entre os cookies: deixe cerca de 3 a 5 cm entre cada bolinha de massa para evitar que grudem e espalhem demais;
– Resfriamento: depois de assar, aguarde eles esfriarem por alguns minutos na assadeira antes de transferi-los para outro recipiente para manter a textura e evitar quebras.


E para encerrar nossa homenagem aos avós, especialmente às avós, segue uma poesia elaborada por mim, inspirada em Cora Coralina.

Avós: gratidão que alimenta a vida

Há mãos que amassam o pão,
e mãos que moldam destinos.

Há abraços que acolhem o corpo,
e outros que aquecem a alma.

Assim são os avós.

Quando o mundo corre depressa,
eles oferecem o bem mais precioso:
o tempo.

Tempo para ouvir,
para sorrir,
para caminhar entre árvores,
sentir o perfume das ervas,
colher frutos,
descobrir o encanto escondido em cada estação.

Na cozinha, acontece a magia.

A farinha encontra o afeto,
a manteiga abraça o açúcar,
o cookie perfuma a casa,
e os corações aprendem, sem perceber,
que cozinhar é muito mais do que preparar alimentos.

É repartir carinho.
É ensinar com o exemplo.
É transformar pequenos gestos
em grandes lembranças.

Cada receita guarda uma história.
Cada colher desperta um sorriso.
Cada forno aceso ilumina memórias
que atravessam o tempo
e aquecem gerações.

Que privilégio é ver uma criança descobrir o mundo
pelas mãos de seus avós.

Que presente é caminhar juntos,
entre a natureza e a cozinha,
onde o alimento nutre o corpo
e o amor alimenta a vida.

Na nossa Escola de Culinária,
esse encontro floresce todos os dias.

Quando a avó também é chef,
o conhecimento ganha sabor,
a tradição veste avental,
e o amor se torna receita.

Ali, não nascem apenas cookies.
Nascem lembranças.
Nascem valores.
Nascem raízes.

E talvez seja esse o maior legado da vida:
deixar, em cada criança,
o perfume de um bolo saindo do forno,
o riso compartilhado ao redor da mesa,
o respeito pela natureza,
o cuidado com o alimento
e a certeza de que o amor sempre encontra um jeito de ser servido.

Hoje, agradecemos.
Pela infância que floresce.
Pelos avós que ensinam sem fazer alarde.
Pelas mãos que cuidam.
Pelas mesas que reúnem.
Pelas histórias que permanecem.

Porque a vida é feita de instantes simples.
E os mais belos deles
têm cheiro de pão,
sabor de afeto
e a eterna doçura da gratidão.

Que nunca nos faltem avós, natureza, cozinha e amor.
São eles os ingredientes mais preciosos da felicidade.

O post Avós, Natureza e Cozinha: um legado que atravessa gerações apareceu primeiro em Slow Food Brasil.
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Slow Food Brasil Avós, Natureza e Cozinha: um legado que atravessa gerações

Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas!

No Brasil, julho é o mês em que se comemora o Dia dos Avós. A data homenageia a importância dos avós na família, especialmente quando se fala de alimentos. Aliás, a cozinha é o lugar em que as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas!

Na sociedade contemporânea, os avós ocupam um papel cada vez mais relevante. Muito além de cuidar dos netos, tornaram-se parceiros na educação, na transmissão de valores e na construção de memórias afetivas.

Nas férias escolares — e também durante o ano letivo —, enquanto muitos pais trabalham, são eles que acolhem, acompanham, levam à escola, às consultas médicas e, principalmente, oferecem aquilo que as crianças mais precisam: tempo, atenção e afeto.

Entre tantas experiências compartilhadas, poucas são tão ricas quanto o contato com a natureza e a cozinha. Colher uma fruta, cultivar uma horta ou preparar um simples cookie transforma-se em uma oportunidade de aprender. Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas que permanecerão por toda a vida.

O vídeo que acompanha este texto retrata esse encontro entre gerações. Em nossa Escola de Culinária, cozinhar é muito mais do que ensinar técnicas: é educar com afeto. E quando a avó também é chef de cozinha, conhecimento e carinho caminham juntos, fortalecendo vínculos familiares e despertando o prazer de aprender.

A ciência reforça o valor desses momentos. Uma revisão sistemática publicada no European Journal of Ageing concluiu que a participação ativa dos avós na vida dos netos, quando ocorre de forma equilibrada, está associada a melhores níveis de bem-estar e qualidade de vida na velhice.

Em um mundo cada vez mais acelerado, cozinhar, conversar e viver a natureza em família tornam-se gestos preciosos. Afinal, as melhores heranças não são materiais. Elas nascem do tempo compartilhado, do aroma de uma receita feita juntos e do amor que transforma pequenos momentos em lembranças para sempre.

Vamos construir memórias
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100g (½ xícara (chá)) de manteiga derretida (100 g)
80g (meia xícara (chá)) de açúcar mascavo
1 ovo
5 gotas (meia colher (chá) de essência de baunilha
130g (1 xícara (chá)) de farinha de trigo de amêndoa
130 g (1 xicara de chá) de amido de milho
3g (meia colher (chá) de fermento em pó
100 g de gotas de Chocolate  forneáveis Modo de Preparo
1) Em um recipiente, misture bem  a manteiga, o açúcar mascavo, o ovo inteiro (gema e clara) e a essência de baunilha até obter uma mistura cremosa e clara.

2) Acrescente a farinha de trigo ou farinha de amêndoa, fermento em pó, gotas de chocolate  e  apenas a metade da medida do amido.

3) Leve à geladeira por 20 minutos.

4) Manuseie (mexa a massa) com auxilio do amido de milho. Modele os cookies  com as mãos ou com cortador, coloque em uma assadeira, deixando um espaço entre eles, pois crescem..

5) Finalize com decoração de  algumas gotas de Chocolate restantes e leve ao forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 12 a 15  minutos ou até dourar levemente nas bordas. Dicas para o preparo[...]
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Slow Food Brasil Avós, Natureza e Cozinha: um legado que atravessa gerações Na cozinha, as crianças desenvolvem autonomia, criatividade, cooperação e respeito pelo alimento. Mais do que receitas, constroem memórias gustativas! No Brasil, julho é o mês em…
dos cookies

– Forno já aquecido! Temperatura do forno: é importante assar o cookie no forno médio, a 180ºC, pois a temperatura muito alta pode queimar por fora e deixar cru por dentro.

– Tipo de açúcar: foi usado,  o açúcar mascavo, por conta do melaço, acaba sendo o mais ideal para a receita de cookies, melhorando o sabor e a textura crocante por fora e macia por dentro;

– Leve a geladeira para esfriar por 10 minutos é um truque  onde os cookies tomarão forma e manterão a textura ideal após assados;

– Espaçamento entre os cookies: deixe cerca de 3 a 5 cm entre cada bolinha ou modelo  de massa evitara que grudem e espalhem demais;

– Resfriamento: depois de assar, aguarde eles esfriarem por alguns minutos na assadeira antes de transferi-los para outro recipiente para manter a textura e evitar quebras. Segredos para cookies com a textura perfeita
Descubra os truques para fazer cookies simples, com a textura macia e crocante na medida certa.
– Temperatura do forno: é importante assar o cookie no forno médio, a 180ºC, pois a temperatura muito alta pode queimar por fora e deixar cru por dentro. Já o forno muito frio pode deixar o cookie ressecado e sem forma;
– Tipo de açúcar: como vimos, o açúcar mascavo, por conta do melaço, acaba sendo o mais ideal para a receita de cookies, afetando o sabor e a textura — crocante por fora e macia por dentro;
– Esfriamento da massa: antes de levar para assar, deixe a massa descansando por alguns minutos. Assim, os cookies tomarão forma e manterão a textura ideal após assados;
– Espaçamento entre os cookies: deixe cerca de 3 a 5 cm entre cada bolinha de massa para evitar que grudem e espalhem demais;
– Resfriamento: depois de assar, aguarde eles esfriarem por alguns minutos na assadeira antes de transferi-los para outro recipiente para manter a textura e evitar quebras.

E para encerrar nossa homenagem aos avós, especialmente às avós, segue uma poesia elaborada por mim, inspirada em Cora Coralina. Avós: gratidão que alimenta a vida

Há mãos que amassam o pão,
e mãos que moldam destinos.

Há abraços que acolhem o corpo,
e outros que aquecem a alma.

Assim são os avós.

Quando o mundo corre depressa,
eles oferecem o bem mais precioso:
o tempo.

Tempo para ouvir,
para sorrir,
para caminhar entre árvores,
sentir o perfume das ervas,
colher frutos,
descobrir o encanto escondido em cada estação.

Na cozinha, acontece a magia.

A farinha encontra o afeto,
a manteiga abraça o açúcar,
o cookie perfuma a casa,
e os corações aprendem, sem perceber,
que cozinhar é muito mais do que preparar alimentos.

É repartir carinho.
É ensinar com o exemplo.
É transformar pequenos gestos
em grandes lembranças.

Cada receita guarda uma história.
Cada colher desperta um sorriso.
Cada forno aceso ilumina memórias
que atravessam o tempo
e aquecem gerações.

Que privilégio é ver uma criança descobrir o mundo
pelas mãos de seus avós.

Que presente é caminhar juntos,
entre a natureza e a cozinha,
onde o alimento nutre o corpo
e o amor alimenta a vida.

Na nossa Escola de Culinária,
esse encontro floresce todos os dias.

Quando a avó também é chef,
o conhecimento ganha sabor,
a tradição veste avental,
e o amor se torna receita.

Ali, não nascem apenas cookies.
Nascem lembranças.
Nascem valores.
Nascem raízes.

E talvez seja esse o maior legado da vida:
deixar, em cada criança,
o perfume de um bolo saindo do forno,
o riso compartilhado ao redor da mesa,
o respeito pela natureza,
o cuidado com o alimento
e a certeza de que o amor sempre encontra um jeito de ser servido.

Hoje, agradecemos.
Pela infância que floresce.
Pelos avós que ensinam sem fazer alarde.
Pelas mãos que cuidam.
Pelas mesas que reúnem.
Pelas histórias que permanecem.

Porque a vida é feita de instantes simples.
E os mais belos deles
têm cheiro de pão,
sabor de afeto
e a eterna doçura da gratidão.

Que nunca nos faltem avós, natureza, cozinha e amor.
São eles os ingredientes mais preciosos[...]
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Nota do Quilombo Revolucionário do Carmo, em São Roque, sobre a retomada da Fazenda Icaraí

NOTA OFICIAL

São Roque (SP), 5 de setembro de 2026 — Na madrugada deste sábado, nossa comunidade realizou uma nova ocupação em nosso território tradicional. A retomada da Fazenda Icaraí teve como objetivo garantir o acesso, a proteção e a conservação dos recursos naturais, especialmente dos recursos hídricos, além de assegurar espaços para moradia, roçado e regeneração da terra, fundamentais à continuidade de nossos modos de vida.

Nossa ação faz parte de uma luta histórica. Nossa resistência neste território remonta a 1727, quando nossos ancestrais foram sequestrados e trazidos ao Brasil para serem escravizados. Em 2027, completaremos 300 anos de resistência e permanência de nosso povo nesta terra. Nossa associação representa a continuidade dessa luta secular e é reconhecida pelos órgãos federais, como a Fundação Cultural Palmares (FCP), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Ministério Público Federal (MPF), como comunidade remanescente quilombola do Carmo.

A Constituição Federal de 1988, por meio do Artigo 68, reconheceu o direito à propriedade definitiva das terras ocupadas por remanescentes de comunidades quilombolas e o dever do Estado de titulá-las. Nossa comunidade é reconhecida pela FCP como Patrimônio Cultural Brasileiro desde os anos 2000. Em novembro de 2024, após 18 anos do início do processo, o INCRA publicou o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do Quilombo do Carmo, reconhecendo nosso território tradicional, que inclui a Fazenda Icaraí.

A Fazenda Icaraí é uma fração das terras “pertencentes” a um grupo multimilionário de capital estrangeiro sul-coreano dentro de nosso território, que inclui também as matas e a Pedra Balão. A área vinha sendo arrendada para criação de animais e estava abandonada após a saída dos trabalhadores que moravam no local, deixando de cumprir sua função social. Há anos existe a especulação de que a gleba seria destinada a um condomínio de luxo e ao “maior campo de golfe da América Latina”, projeto que não teria avançado devido ao zoneamento.

Durante a manhã, após a Polícia Militar registrar um boletim de ocorrência no local, o presidente de nossa Associação foi conduzido à Delegacia de Polícia de São Roque, acompanhado de outras lideranças e assessores. Todos foram liberados por volta das 14h. Segundo nos foi informado, a funcionária da delegacia havia determinado a retirada das viaturas que permaneciam no local.

Cabe ressaltar que não havia delegado nem escrivão oficial presentes: a delegacia estava fechada, com apenas uma funcionária de plantão e o advogado Júlio Meneguesso, representante do grupo “proprietário” de nossas terras, já aguardando no interior da unidade. Foi lavrado um boletim de ocorrência que apresenta ilegalidades pela ausência oficial de delegado de plantão e pela definição, nessas circunstâncias, de que teria ocorrido esbulho consumado. Na saída da delegacia, em relação amistosa e de parceria, o advogado instruía o capitão da PM sobre o caso, além de tentar intimidar pessoalmente a liderança quilombola de forma totalmente abusiva.

Quando as lideranças retornaram à ocupação, a PM já ameaçava entrar e retirar a comunidade à força. A presença policial aumentou ao longo das horas, com diversas viaturas cercando a ocupação, incluindo equipes da Tática e do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). A documentação apresentada pela polícia restringia-se à matrícula do imóvel. Até o momento, não foi apresentada às lideranças da comunidade qualquer ordem judicial que autorizasse ou justificasse a operação policial ou a retirada forçada das famílias que ocupavam o território.

Durante a tarde, as ameaças se intensificaram, com policiais militares afirmando que retirariam a comunidade “na bala”, colocando em risco [...]
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Slow Food Brasil Nota do Quilombo Revolucionário do Carmo, em São Roque, sobre a retomada da Fazenda Icaraí NOTA OFICIAL São Roque (SP), 5 de setembro de 2026 — Na madrugada deste sábado, nossa comunidade realizou uma nova ocupação em nosso território tradicional.…
a vida das famílias e de todas as pessoas presentes. Diversos parceiros, organizações e apoiadores foram ao local para prestar solidariedade e oferecer suporte.

No início da noite, equipes do Baep invadiram a ocupação sem ordem judicial e avançaram para atacar famílias quilombolas. Diante das ameaças de retirada mediante o uso da força armada, as lideranças avaliaram que a permanência no local colocaria em risco a integridade física e psicológica da comunidade, especialmente crianças, mulheres e idosos. Decidimos, então, retornar à sede do quilombo, priorizando a segurança de nossas famílias.

Nossa saída da Fazenda Icaraí não representa abandono da luta nem renúncia ao território. Seguimos mobilizados e organizados para defender nossos direitos, os recursos naturais historicamente saqueados de nosso território e, sobretudo, a continuidade de nosso povo e de nossos modos de vida. Nossa luta é ancestral, legítima e coletiva. Não aceitaremos que séculos de resistência sejam apagados pela violência, intimidação ou criminalização de nossas lideranças e de nossa comunidade pela Polícia Militar de SP.

Seguiremos buscando, por todos os meios políticos, jurídicos e institucionais cabíveis, o reconhecimento e a garantia dos direitos assegurados pelo Artigo 68 da Constituição Federal. É inadmissível que uma comunidade quilombola seja submetida à intimidação, coação ou ameaça enquanto exerce, de forma pacífica, seu direito legítimo à terra.

Quanto à ação ilegal dos policiais que fazem “bico” no serviço de segurança da área da fazenda, ao major e ao capitão da PM responsáveis pela ação, aos responsáveis pelas ilegalidades administrativas e criminosas cometidas e à parte invasora de nossas terras, a Associação do Território Quilombola do Bairro do Carmo (Atequibaca) GARANTE que cada pessoa envolvida será responsabilizada individualmente e responderá na Justiça e perante aos órgãos de Estado que defendem a causa quilombola.

Quilombo Revolucionário do Carmo, uma Terra sem amos. A Comunidade Slow Food São Roque é apoiadora da luta quilombola no território e utiliza este espaço para amplificar o alcance das vozes do Quilombo Revolucionário do Carmo.
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Entrega técnica do trator para o Quilombo do Carmo

No dia 08 de julho de 2026 ocorreu a entrega técnica do trator pelo projeto Fortalecendo o Quilombo do Carmo a partir da Economia Solidária. O trator visa a autonomia da comunidade e o cuidado com a terra. Ele permitirá que as famílias quilombolas preparem o espaço coletivo para o plantio agroecológico, fortalecendo a produção local de alimentos saudáveis e consolidando a gestão compartilhada do território.

Na entrega o técnico apresentou o equipamento, tratou de suas principais características assim como os cuidados e manutenções necessárias para seu bom funcionamento. Foi feito uma demonstração das funcionalidades básicas e do uso dos implementos possibilitando o teste por todos os presentes.
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O projeto Fortalecendo o Quilombo do Carmo a partir da Ecoonomia Solidária é uma realização da Associação Slow Food do Brasil (ASFB) em parceria com a ATEQUIBACA – Associação do Território Quilombola do Bairro do Carmo. Conta com recursos de emenda parlamentar da Deputada Federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e operado pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária – SENAES, do Ministério do Trabalho e Emprego (Termo de Fomento nº 978.646/2025).
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Qual sabor faz você voltar no tempo?

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A Festa de São Bartolomeu mostra como a comida, amizade e tradição podem transformar um simples encontro em memória, afeto e vínculo para toda a vida.

Há encontros que permanecem na memória para sempre. A Festa de São Bartolomeu, realizada no último domingo de agosto, no Riacho Grande, São Bernardo do Campo – SP, é um deles. Há mais de seis décadas, a celebração reúne famílias e amigos em torno da religiosidade, da cultura, da música, da dança, dos sabores e, principalmente, da convivência bem ao estilo europeu de raiz.

Esse evento teve início no final da década de 1950, por iniciativa do padre Fiorente e de famílias de origem italiana que viviam em São Bernardo do Campo. A devoção a São Bartolomeu,  celebrado em 24 de agosto, ganhou espaço no Parque Estoril ao lado da represa Billings e, posteriormente, foi construída uma capela dedicada ao santo.

Até hoje a festa mantém viva essa tradição. Em meio à Mata Atlântica, famílias e grupos de amigos levam seus alimentos para compartilharem num grande piquenique, com mesas repletas de massas, pães, carnes, doces, tortas e receitas típicas que atravessaram gerações e só quem vive consegue explicar “um estado de graça”!
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Festa permite brincar com a vida e reencontrar amigos

Para muitas pessoas com 60+, voltar à festa é também reencontrar pessoas queridas, rever amigos, recordar familiares e reviver sabores da infância e da juventude. Uma receita de família, uma música ou simplesmente sentar-se à mesa pode despertar lembranças guardadas há décadas.

A comida (italiana, portuguesa, espanhola) ganha, então, um significado especial: transforma-se em memória, afeto e vínculo. É uma maneira de preservar histórias e transmitir saberes às novas gerações.

Crianças e adolescentes também participam, dançam, ajudam nas atividades e convivem com pais, avós e amigos. Essa presença fortalece a continuidade da tradição e cria novas memórias para o futuro.

A família Tomazoni, originária do norte da Itália, participa desse encontro compartilhando quitutes preparados a partir dos saberes da Escola Ana Tomazoni, entre eles a tradicional focaccia mas com toque brasileiro, a mandioca e o cambuci de Mata Atlântica  em vinagrete, apresentados neste conteúdo em receita e vídeo.
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Mais do que uma festa religiosa, São Bartolomeu é um espaço de “pertencimento”, amizade e celebração da vida. Preservar essa tradição é valorizar as raízes de São Bernardo do Campo e reconhecer que envelhecer também é continuar encontrando pessoas, compartilhando histórias, ensinando, aprendendo e criando novas lembranças.

Quando a mesa é compartilhada, não se alimenta apenas o corpo, alimentam-se também a memória, os afetos, as amizades e a vontade de continuar o sentido e celebrando a vida.

Repost – Portal do envelheciemento

Receita da Focaccia brasileira, com cambuci
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Slow Food Brasil Terra Madre 2026 – Turin
Terra Madre 2026: sabores, cultura e gastronomia brasileira em Turim

Entre os dias 24 e 28 de setembro de 2026, a cidade de Turim, na Itália, recebeu mais uma edição do Terra Madre Salone del Gusto, um dos mais importantes encontros internacionais dedicados à gastronomia, à cultura alimentar e à valorização da biodiversidade.

Organizado pelo movimento Slow Food, em parceria com a cidade de Turim e a região do Piemonte, o evento reuniu pessoas de diferentes partes do mundo, entre produtores, cozinheiros, pesquisadores, agricultores, artesãos e representantes de comunidades alimentares. A edição de 2026 destacou especialmente a importância da biodiversidade, dos produtos locais, dos conhecimentos tradicionais e de uma alimentação boa, limpa e justa.

Representando o Brasil, Ana Tomazoni, da Comunidade Slow Food Grande ABC SP – Pela Educação, com sede na Escola Sabor e Saber Gastronomia, em São Bernardo do Campo – SP, participou desse importante encontro, levando um pouco da riqueza e da diversidade da gastronomia brasileira para esse cenário internacional. Durante sua passagem por Turim, também teve a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos culinários e preparar algumas receitas no restaurante La Dolce Vita, ao lado de Matheus, proprietário do estabelecimento.

A participação de Ana no Terra Madre 2026 representa não apenas uma experiência gastronômica, mas também uma oportunidade de mostrar ao mundo a diversidade dos ingredientes, dos sabores e das tradições brasileiras. Momentos como esse aproximam culturas diferentes por meio da comida e demonstram como a gastronomia pode ser uma poderosa ferramenta de troca de conhecimentos e valorização das tradições.

O Terra Madre 2026, realizado no coração histórico de Turim, reforçou justamente essa ideia: reunir pessoas de diferentes países para celebrar a comida, os territórios, a cultura e aqueles que trabalham diariamente para preservar uma alimentação mais sustentável e conectada às suas raízes.

Foi, portanto, uma experiência de grande importância para a gastronomia brasileira e, especialmente, para Ana Tomazoni, que teve a oportunidade de representar o Brasil e compartilhar sua cozinha em um dos maiores encontros gastronômicos internacionais. 



* Nome: Edward Mukiibi
* Nacionalidade: Ugandense
* Cargo: Presidente do Slow Food Internacional
* Desde: julho de 2022
* Formação: agrônomo tropical, educador em alimentação e agricultura e mestre em Gastronomia pela University of Gastronomic Sciences, na Itália.
* Atuação: trabalha especialmente com agricultura agroecológica, biodiversidade, educação alimentar e valorização dos pequenos agricultores.

Um detalhe importante: ele não é italiano. Embora o Slow Food tenha origem na Itália e sua sede internacional fique em Bra, no Piemonte, o atual presidente é africano, da Uganda













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Festival de Primavera e das Flores – SBC

Festival da Primavera e das Flores: um encontro de sabores, cores e cultura!

Nos dias 17 e 18 de outubro, o Parque Engenheiro Salvador Arena, em Rudge Ramos, foi palco de mais uma edição do Festival da Primavera e das Flores, reunindo gastronomia, flores, artesanato, apresentações artísticas e atrações para toda a família.

Um evento que valoriza os empreendedores locais, incentiva o turismo e transforma os espaços públicos em lugares de convivência, cultura e celebração!

A Sabor & Saber Gastronomia Tomazoni e a Comunidade Slow Food Grande ABC-SP, parceiras do COMTUR, apoiaram o evento, reafirmando seu compromisso com a valorização da gastronomia, da cultura e do turismo de São Bernardo do Campo.

Mais um ano de sucesso, celebrando os talentos da nossa cidade e a força das iniciativas que fazem a diferença na comunidade!

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